Retrospectiva de 2016, por Deia Zoboli

Retrospectiva de 2016, por Deia Zoboli

Sim, eu sei, este é um blog de corrida. Sim, eu sei, eu sou uma colunista que vem contribuir com experiências de treinos e provas. E sim, eu também sei que esse é um momento de retrospectiva.

Então vou falar do que mais me tornou vitoriosa neste ano de 2016. Foram muitas provas, de diferentes distâncias e terrenos. Umas renderam troféus e pódios, outras medalhas de participação.

Muitos resultados para comemorar, outros para esquecer. Mas acima de tudo, neste ano que foi tão catastrófico. Este ano que me fez chorar diversas vezes pela miséria humana, pela pobreza de alma, pela indiferença. Este ano que me vez questionar o mundo e o que estamos fazendo aqui, também me provou que o que vale mesmo, são as pessoas e relacionamentos.

Comemorar meus resultados de 2016 sozinha seria de uma pequenez indiscutível.

Este ano, foi o ano que eu completei a Half Maraton TRC de Corupá com uma amiga que fiz na prova e que estava com o tornozelo doendo. Seguimos juntas até o fim e esse foi minha maior vitória.

Que eu fiz a Meia de Joinville e fui correndo, de havaianas nos pés, terminar os 200 metros finais com a minha amiga, também blogueira Fernanda, que estava estreando na distância.

Foi o ano que eu fiz o desafio da Butuca e que nos 21k, contei com a amizade de uma desconhecida, que correu os 21km comigo, enfiou o pé no mangue e que ficou me ajudando a esquecer o cansaço de dois dias seguidos de prova.

Neste ano, compartilhei os 10km da Night Run com o meu marido, que se superou nos seus 5km e com o meu pequeno, que não completou os 50 metros da sua primeira prova kids, porque estava por último.

Foi o ano que corri os 21km da Amazing Garopaba, sem hidratação e que compartilhei água e cargo gel com mais dois amigos, que completaram a prova comigo.

Neste ano, treinei muito com a minha mamãe e a Paty para a estreia delas na Meia de Pomerode. Incentivei elas e fui incentivada. Cada treino completo era uma vitória e completar a prova foi um mar de lágrimas.

Foi o ano que as amizades da corrida prevaleceram sobre os resultados. Foi o ano que eu entendi que não é só a minha passada que basta. Eu vi que pra eu me sentir superbem ao cruzar uma linha de chegada, deveria compartilhar esta alegria com alguém!

A corrida é um esporte individual, mas o mundo anda tão individualista. Neste ano, fiquei muito feliz em compartilhar o esporte com muita gente.

E o próximo ano? Para 2017 vou encarar um grande desafio individual, voltarei pras ultramaratonas. Vou precisar dos amigos e todos que me ajudaram para conseguir completar os treinos. Na prova, vou contar com a minha cabeça, mas no coração, vou levar todos os sorrisos compartilhados!

E que venha o ano novo! E que venham muitos Kms! E que venham ainda mais amigos!

Fernanda Lüttke

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