Meia de Florianópolis: bons pensamentos produzem boas memórias
Por Carolina Spricigo
Hoje quero falar sobre como o pensamento interfere no nosso desempenho nas corridas. Para o bem e para o mau. A gente sempre ouve falar nisso, mas nunca dá o devido valor. Até que isso acontece com a gente. Explico: no último domingo (11) participei da 11ª Meia Maratona Internacional de Florianópolis e conquistei meu melhor tempo em corridas. Completei a prova em 27 minutos e 46 segundos – sexto lugar na categoria, 26º nos 5k feminino e 84º no geral. Ainda estou longe de chegar perto da primeira colocada dos 5k – ela terminou a prova em 24 minutos -, mas considero que esta foi uma vitória.
Quem acompanhou meus últimos posts sobre as corridas que participei vai entender e até ficar feliz junto comigo. Nas provas mais recentes, tive algumas dificuldades – aumento do tempo na prova, respiração ruim, sensação de ‘vou morrer’, como na Track&Field Run Series, há três semanas, por exemplo. Considero que grande parte da culpa por este desempenho – claro que procurei acompanhamento de otorrinolaringologista, cardiologista e pneumologista para entender o que estava acontecendo e por enquanto está tudo certo – é do que nós pensamos enquanto estamos na prova.

Neste domingo tentei fazer diferente. Não levei mp3, não levei música nem fone, não levei nada que pudesse de alguma maneira me atrapalhar. Sabia que a minha respiração ainda não estava muito santa, mas tentei lidar bem com isso. Sabia, mais do que nunca, que dependia de mim fazer tudo (voltar a) dar certo. Larguei junto com o pessoal da Família Integral e fui. Já no km 2 comecei a sentir a respiração pesada, mas resolvi curtir a corrida – procurei pensar em coisas boas e em como eu me sinto feliz quando estou correndo. Mais do que isso: pensava naquele sentimento bom de terminar uma prova e saber que mais uma vez eu consegui. Quando aquele pensamento de que eu não iria conseguir terminar a prova tentava chegar perto de me atingir, eu olhava para o lado, respirava fundo e seguia. Como diz o Cleber Machado: “Hoje não, hoje não!”
Até que meu relógio vibrou: olhei pra ele e vi que faltava concluir 10% do percurso. Foi então que pensei: “Se tudo correu bem até aqui não será agora que vai dar errado. Acelerei o passo e foquei na linha de chegada. Ainda deu tempo de ultrapassar duas ou três atletas antes de sentir que sim, o pensamento positivo é poderoso.
Não ganhei troféu, mas consegui vencer o meu pior inimigo: o meu pensamento ruim. Quer conquista melhor? A lição ficou e agora o desafio é adaptá-la ao dia a dia. Vou me esforçar para fazer isso sempre.
SOBRE A PROVA:
Em termos gerais, gostei muito da prova. Infraestrutura, diversos pontos de água, bem sinalizada, a equipe preparada para atender e informar os atletas, o percurso bem lindo. Fiquei feliz que teve um rapaz entregando água que me disse: “Vamos lá, Carolina. Vamos que você já chegou na metade da prova.” Que incentivo legal.
PONTOS ALTOS
– Camiseta: bonita, corte legal e tamanho ok;
– Horário da largada: as largadas ocorreram às 6h55 para portadores de necessidades especiais, 7h para a elite, 7h10 para a meia maratona e 7h30 para a rústica; é melhor começar mais cedo, ainda mais que estamos perto do verão;
– Trânsito: fechado desde antes das 6h e muito bem sinalizado;
– Entrega do chip: muito ágil;
– Entrega do kit: a entrega do kit foi mais uma vez na loja Track&Field do Iguatemi, e ao contrário das últimas duas vezes que fui lá, não me senti pressionada a comprar. A loja estava cheia e as meninas atendiam aos clientes. Os corredores que estavam lá apenas para pegar o kit ficaram na fila indiana sem serem incomodados. Ficamos um tempinho na fila porque tinha gente que não tinha confirmação de pagamento da inscrição, mas quando chegamos nas meninas que entregavam o kit, foi tudo muito rápido.
PONTOS A MELHORAR
– Entrega do chip no dia da prova: tá, tudo bem colocar chip retornável, mas fazer o povo chegar no local da corrida muito mais cedo para pegar o chip, ainda mais num dia de chuva como aquele não é muito legal; já participei de algumas provas em que o chip retornável vinha junto com o kit e era devolvido depois da corrida;
– Falta de educação dos corredores na hora de pegar a água: é incrível que as pessoas que participam das corridas não conseguem entender ainda que precisam jogar o copinho nos lixeiros ou nas laterais da rua. Um copinho jogado no meio da rua pode causar um escorregão, um acidente e prejudicar os demais corredores. Gente… não custa nada!
– Resultado pós-prova: os resultados da corrida foram divulgados às 17h45 de domingo e os corredores como eu tiveram de se contentar em saber quem foram os cinco primeiros colocados no masculino e no feminino nas categorias 21k, 10k e 5k na hora da premiação. Tá, e nós? O legal é saber o resultado na hora da prova.
– Premiação: a prova deveria entregar premiação por categoria, pois incentiva ainda mais as pessoas a participar.



