Revezamento do Piraí: corrida para superar adversidades

Revezamento do Piraí: corrida para superar adversidades

Ao contrário da Meia de Floripa, da Corrida Ádria Santos e da Night Run Joinville, a prova de Revezamento do Piraí foi uma corrida para  superar adversidades: lidar com o frio, com o fato de ter de correr sozinha, em um terreno diferente, ainda tendo de intervalar corrida e caminhada, muito gripada e fazendo um percurso de 8k – que na verdade tinha quase 9k – foi um desafio daqueles… que a gente adora.

IMG-20160710-WA0004

corrida para superar adversidades

Pois é. Desta vez o maridão não estava inscrito e não me acompanhou – ficou lá de staff/guarda-volumes e casacos. Então tive de me contentar a fazer a prova no meu tempo, seguindo as orientações do fisioterapeuta e respeitando os meus limites físicos. Além de todo o meu problema no quadril, que ainda não me deixou voltar aos treinos regulares de corrida, tive de cuidar muito com o terreno – estava com muito medo de virar o pé e piorar uma situação que já não #tátranquila nem tá #favorável. Confesso que passei mais de uma semana com dores nos tornozelos e na canela depois da prova.

Corrida para superar adversidades

Tive de me contentar a ver todo o povo largar na frente – óbvio que eu não queria que me esperassem -, e chegando na frente – não que isso algum dia tenha sido um problema pra mim. É que eu não estava mais acostumada a correr/treinar sozinha.

corrida para superar adversidades

Regulei o relógio para intervalar 2 minutos de corrida com 2 minutos de caminhada e larguei. Logo nos primeiros metros me vi sozinha naquela paisagem deslumbrante. Nem os fotógrafos – quase nenhum, é verdade – me esperavam chegar para ir embora. Por mim, tudo bem. Era o meu momento de esvaziar a cabeça e perceber o quanto podemos ser felizes com pouco – ou quase nada.

Corrida é terapia – sempre

Acho que já falei para vocês que a corrida é minha terapia, é meu momento de pensar em nada e de – ao mesmo tempo – resolver todos os problemas da vida e acho que até aqueles que nem existem. Talvez por isso o fato de ter corrido sozinha não tenha me afetado psicologicamente desta vez. Talvez por isso esse “afastamento forçado” das corridas tenha mexido tanto comigo. A corrida me proporciona o autoconhecimento.

corrida para superar adversidades

Antes de chegar ao km4, avistei o povo que havia largado comigo voltando. De um em um passaram todos. Cumprimentei, bati palmas, incentivei. Fui incentivada também. Não demorou para eu chegar ao posto de hidratação/retorno. Peguei dois copinhos de água e voltei. Havia a outra metade do percurso para fazer e, apesar de eu estar cansada e preocupada nas consequências que poderia sofrer, decidi que precisava pensar neste evento como uma corrida para superar adversidades.

Superação. Correndo e caminhando, com pouco mais de 1h12 de prova cruzei a linha de chegada. Realizada, com a mente limpa. Feliz por ter vencido mais uma etapa – desta vez com nível de dificuldade um pouco acima do normal. Tinha valido a pena. Sempre vale.

Depois, quando cheguei na casa da sogra, percebi que meus pés estavam sangrando. Minha unha havia me cortado e sangrado a ponto de manchar o tênis, mancha esta que eu achei que fosse barro. Por sorte, nada grave. Meu pé estava tão congelado que eu não consegui sentir dor.

Migos, seus loucos

Logo que cheguei – a última colocada, ainda consegui bater um papo com o Fabrício – o locutor – e avisar pra ele que eu era a última da prova dos 8k. Batemos um papo e eu agradeci novamente pela força. Esse cara é gente fina demais e mostra a cada prova que gosta de estar lá com a gente. Ele se interessa pelas pessoas, pelos treinos. Ele respeita. Isso é muito legal.

Depois de pegar as frutinhas, hidratação e medalha fui fazer as fotos com os amigos das Mulheres na Pista loucos por corrida que também estavam por lá. A gente faz graça. Corre, cansa, sua e se diverte demais. E no final, é só isso que fica. É só isso que vale.

corrida para superar adversidades

corrida para superar adversidades

corrida para superar adversidades

corrida para superar adversidades

corrida para superar adversidades

corrida para superar adversidades

Pontos positivos do Revezamento do Piraí

– O lugar que escolheram para a prova é lindo. Aliás, a área rural de Joinville é impecável e deveria ser ainda mais valorizada;

– Medalha alusiva ao evento muito bonita;

– Frutas fresquinhas e gostosas;

– Água e isotônico na temperatura ideal;

– Camiseta da prova também muito bonita e que ajudou a aquecer o corpo até um bom pedaço da prova;

– Participação em peso de grupos de corrida da região e de fora;

– O almoço servido aos atletas que participaram do revezamento, fechando com chave de ouro o revezamento de 2016;

– Staff sempre atencioso e incentivando a galera;

– O locutor do evento sempre disponível e disposto a fazer um ótimo trabalho.

Pontos negativos do Revezamento do Piraí

– Não chega bem a ser um ponto negativo, mas eu senti falta de encontrar com o povo que participou da prova do revezamento. Como a nossa largada era às 8h e a deles a partir das 7h, não conseguimos ver a maioria dos nossos amigos que também estavam lá;

– Por ser uma prova com uma proposta diferente das corridas de rua, achei que o número de pessoas/staff cuidando do percurso foi pequeno. Minha preocupação era para o caso de alguém se machucar ou passar mal… fora a possibilidade de cortar caminho… Aliás… isso é uma coisa que a gente sabe que acontece, mas que eu ainda me questiono por que uma pessoa se propõe a fazer isso. Deixa… isso é assunto para outro post.

Carolina Spricigo

Jornalista, assessora de imprensa, gestora de marketing digital, gestora de conteúdo, blogueira do Mulheres na Pista, corredora e mãe do Bernardo. Feliz.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *