1ª edição da Brusque Night Run deixou gosto amargo
Por Fernanda Lüttke
O dia das Mulheres na Pista e seus amigos prometia ser perfeito, sol, calor, viagem com os amigos para curtir a primeira edição da Brusque Night Run. Saímos do ponto de encontro – o Pórtico de Joinville às 15h30 para chegarmos com tranqüilidade ao local da prova e pegar o nosso kit. Infelizmente uma das nossas companheiras ficaria para trás, a Shica, com intoxicação alimentar, mas foi lembrada durante todo o passeio, e até pegamos seu kit.
Chegamos em Brusque cedo, pegamos o kit e dois grupos se formaram para ir em busca de comida. Eu e mais quatro fomos caminhando até a Havan, esperando a chuva que se anunciava com vários raios e trovoadas. Outro foi em busca da padaria que havíamos visitado na nossa ida à cidade pela Brusque 10k, no ano passado. Nessa confusão da vida, de quem ia onde, a Carol acabou ficando para trás – cada grupo achou que ela estava com o outro e só vimos que ela ficou quando voltamos. Que mancada! A parte construtiva foi que ela fez novas amizades e logo, logo conta pra vocês!
Enfim, no retorno achamos a Carol e começamos a nos preparar para a prova, que teve a largada no pavilhão onde tradicionalmente rola a Festa do Marreco. Até tiramos fotos com o Marreco e a Marreca! Fomos ao banheiro, nos aquecemos, desejamos sorte a todos e partimos para o ponto de largada onde aguardamos a hora de partir. O problema foi que essa hora de partir demorou, mais que o esperado. O locutor da prova ainda tentava falar algumas coisas – devia estar tentando explicar o atraso, mas as caixas de som estavam muito longe e no meio do pelotão não conseguíamos entender nada! A largada estava prevista para as 20 horas, mas infelizmente passava das 20h20 quando saímos, todos já muito chateados – e não éramos os únicos.
Começamos a correr no percurso já conhecido por quem fez a prova Brusque 10k. Eu achei muito estranho o primeiro ponto de hidratação logo após o km 1, mas segui, deveria ter mais água lá na frente e nem peguei. Mas estava redondamente enganada. Outros fatos bem chatos foi ver os corredores jogar os copos vazios em meio ao percurso, já falamos aqui que é muito mais prudente – e educado – jogá-los nos cantos, para quem ninguém corra o risco de tropeçar e cair e ver que o povo não saia da frente para os primeiros colocados da prova de 5 km, que já estavam retornando.
Enfim, segui ao lado da amiga Denise e fomos conversando, nada de pegar pesado já que eu ainda tenho longão para fazer neste fim de semana. E por isso achei que o ponto de retorno havia chego cedo demais, mas achei que era por causa do nosso bate-papo. Não era! O app Nike Running vai anunciando qual a sua quilometragem e logo depois do retorno avisou que eu chegara aos 2 km. Que cedo, pensei, mas a prova deveria ter percurso diferente do que enfrentamos em 2015. Ledo engano.
Fomos em direção à linha de chegada, além da Denise, nesse momento as companheiras de corrida e viagem Carol e Cintia já estavam nos acompanhando e assim chegamos à linha de chegada, as quatro de mãos dadas, e surpresas. A prova de 5 km tinha apenas 3,8 km! Como assim??
Logo que retornamos cumprimentamos os outros amigos que já haviam chego e passaram voando pela gente, mas o sentimento de indignação era unânime. Ficamos então esperando a Celma, a única do grupo que se arriscou nos 10km. Antes de uma hora de prova ela estava passando a linha de chegada e correu mais que nosso dobro, mas mesmo assim somente 9,88 kms. Depois de pegar a medalha e se hidratar ela nos contou que depois do posto de hidratação do km 1, não havia mais nenhum lá na frente para os participantes de 10km.
No fim só nos restou trocar a roupa molhada, tirar várias fotos com caras tristes e voltar para Joinville nos lamentando pela prova que prometia, e não cumpriu!
Sabemos que não é fácil organizar uma prova, mas o respeito com os atletas que pagaram suas inscrições deve ser colocado sempre em primeiro lugar! Esperamos que a organização possa se manifestar para explicar tais falhas que não eram esperadas nem mesmo para a primeira edição – já que no fim de semana anterior participamos da também primeira edição do Eco Desafio Morro do Parapente em Gaspar que foi minuciosamente organizado como falamos aqui e aqui.
A parte boa da corrida ficou por mais uma oportunidade de reunir os amigos para aproveitar um momento de qualidade juntos, de muito companheirismo, amizade e risadas sem fim! Muito obrigada por sempre serem a melhor lembrança das nossas participações em corridas!

Pontos positivos
– Viajar com os amigos para correr. E só!
Pontos a melhorar
– Começa pelo kit, a camiseta P era um vestido.
– Largada atrasada, sem explicação alguma aos corredores.
– Insuficientes pontos de hidratação.
– A ambulância que deveria seguir no fim do pelotão deve ter se perdido no caminho, porque não vimos ela lá, só na largada.
– Depois ficamos sabendo que a prova nem tinha Permit, ou seja, não tinha autorização da Federação Catarinense para rolar.
– Apenas um conjunto de banheiros para homens e mulheres numa prova que havia cerca de 600 inscritos.
– Soubemos que não haveria troféu para os 5 primeiros colocados nos 10km como previa o regulamento – se isso realmente aconteceu foi lamentável (estávamos tão chateados que nem esperamos a premiação).


