Corrida e caminhada IOT: reflexões sobre a possibilidade de ser exemplo

Corrida e caminhada IOT: reflexões sobre a possibilidade de ser exemplo

Sei que é muito cedo para falar em legado e muito menos em ser exemplo – ainda estou nos 30 e poucos e se Deus quiser ainda tenho muita vida pela frente. Mas de uma coisa eu posso me orgulhar: correr me fez ter mais saúde, investir na minha qualidade de vida, mas, principalmente, me fez ensinar às pessoas que amo o amor pela prática de esportes.

É claro que nem toda a família aderiu à corrida – minha mãe, mesmo, está louca para que eu engravide. Assim, segundo ela, eu iria parar de acordar cedo aos finais de semana e passaria a me dedicar mais a ela e aos meus parentes.

Mas vamos falar de quem seguiu meus passos e passou a correr e a participar de corridas de rua: primeiro minha irmã Gabi, depois meu cunhado Binho, amigos e mais amigos, mais os amigos dos amigos e agora, com a entrada das maratoninhas, as crianças. Meus sobrinhos Eduardo, cinco anos, e Mauricio, oito, estão cada vez mais empolgados para participar de eventos desta modalidade.

Sobre ser exemplo: um orgulho

Na 7ª Corrida e Caminhada IOT, no último dia 18 de setembro, não foi diferente. E pude apreciar desde a preparação das roupas que seriam usadas, passando por ajudar a colocar o número de peito nas camisetas até o nervosismo antes de uma prova que, de acordo com os dois, nunca começava.

Acompanhei a largada do maior, enquanto a Gabi ficou com o pequeno. Depois da corrida deles, com as medalhas no peito, abaixei para ouvi-los comentar ao mesmo tempo, sem pausa pra respirar, o quanto a corrida foi incrível, como era bom estar ali e que haviam cansado porque correram muito rápido pois não queriam perder. Sinalizando com a cabeça que sim e cheia de orgulho, consegui entender que um havia ficado em quarto lugar e o outro em penúltimo, mas que isso não importava, porque o importante era ter participado. Tudo isso seguido da pergunta: “Quando é a próxima, dinda?”

ser exemplo

Costumo ouvir e comentar que sempre há alguém de espelhando na gente. Que sempre somos exemplo para alguém. E sempre acreditei nisso. Viver isso e, especialmente, ver os olhinhos deles brilhando e perguntando quando será a próxima corrida não tem preço. Talvez seja muito cedo para dizer que para os pequenos este é um amor que veio para ficar e que eles praticarão corrida para sempre. Mas só de saber que contribuí um tantinho para que eles queiram, mesmo que temporariamente, praticar esportes e estar com a gente neste meio, já é bastante significativo.

Sobre a minha Corrida a Caminhada da IOT

Desculpem. Eu me empolgo tanto em escrever sobre esses  pequenos grandes momentos da vida que acabo esquecendo de escrever sobre como foi a minha participação na corrida. Foi massa. E só tenho que dizer uma coisa: estou voltando. Não, gente… ainda não concluí uma prova de 5k correndo o tempo todo. Neste evento, caminhei por três vezes, mas não porque eu estava cansada, mas para seguir um cuidado com a minha condição de lesionada. Para tentar com que não doesse depois do fim.

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Se fez efeito  eu não sei. Mas senti que a prova, apesar de ter os divulgados 5,3k, não foi tão longa quanto as últimas das quais participei. Talvez meu treinamento aeróbico esteja fazendo efeito e eu esteja recuperando o cardio. Talvez meu corpo esteja lembrando o quanto ele já esteve acostumado a fazer isso. Talvez eu já esteja preparada – e apenas com medo ou falta de confiança – para correr uma prova de 5k inteira e de novo.

Para tirar essa dúvida, só fazendo, mesmo. E será esse meu próximo passo. Me aguardem. #vaipassar #tápassando #jápassou.

Quero deixar registrada a minha alegria de encontrar amigos – Dani Kozlinski, Alice, Marcio, Bruna, Deia, Simone, Shica, pessoal da CBS Running, Gabi, Binho, Felipe Ristow, Camila, Maricel, Sissa, Edna, Ramon, Joce, Jo, Cris e Celso, povo do Batom na Pista que ganhou as inscrições no sorteio, Hofni, do Garra, Marciano, o corredor – e também pelos que eu não encontrei – a Derlayne é uma dessas pessoas.

ser exemplo

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Minha avaliação sobre a prova

Já tradicional, a Corrida e Caminhada da IOT conseguiu reunir 1,5 mil pessoas num domingo de manhã. Dessas, mais de 300 eram crianças. Impossível não elogiar a iniciativa. É assim que os adultos passam a ser exemplo para os pequenos. É assim que se incentiva as pessoas a não fumar, a beber menos álcool, a comer direitinho, a acordar cedo, a praticar esporte… a ser saudável, mas, acima de tudo, a ser feliz.

O fato de arrecadar alimentos não perecíveis para distribuir a quem precisa… É a cereja do bolo, que coroa o evento com louros e incentiva que a cada ano mais e mais pessoas participem.

Se só por isso a corrida merece elogios, imagina quando, de uma edição para a outra, você percebe que a organização atendeu aos pedidos dos corredores e avaliou o que precisaria ser melhor. E resolveu. E é aqui que eu entro nos pontos positivos e no que ainda pode melhorar para a próxima edição.

Pontos positivos

– Mais de 1,5 mil corredores e distância e modalidades novas: 15,9k e revezamento;
– Percurso diferente e desafiador;
– Equipe de staff superanimada e mandando boas vibrações a todos os corredores;
– Melhora na infraestrutura oferecida aos atletas em relação ao ano passado;
– Água geladinha já no início da corrida;
– Frutas fresquinhas e gostosas servidas pela equipe da Dona Pitanga;
– Camisetas de todos os tamanhos para todos os corredores;
– Fechamento do trânsito;
– Narração do Fabrício, sempre feliz comemorando as nossas conquistas;
– Ótimo atendimento aos atletas;
– Arrecadação de alimentos não perecíveis;
– Inscrição a preço acessível;
– Medalhas e troféus lindos;
– Socorro e ambulâncias a postos durante o percurso e na largada/chegada – por falar nisso, o moço que passou mal na chegada da prova já está recuperado e em casa, ok? Não precisam mais se preocupar.

O que ainda pode melhorar

– A sonorização do evento deixou a desejar. Quem estava a poucos metros da caixa de som não conseguia ouvir o que o Fabrício, tão querido e competente, dizia. Assim como a Fernanda, eu não ouvi quando deram a largada;
– Sobre as camisetas, um problema: algumas pessoas receberam tamanhos menores ou maiores do que os solicitados. Fica a dica na hora de conferir na hora da retirada do kit;
– A exemplo do ano passado e assim como a Fer, ainda acho que a largada da caminhada poderia ser um pouco depois da largada da corrida – para evitar acidentes;
– Não gostei das pessoas que foram terminando a prova e invadiram a reta de chegada para observar os corredores que ainda estavam chegando ou passando ali na frente para mais uma volta. Isso atrapalha, gente!
– Sobre a corrida kids, achei inovador o modelo de largada, mas ao mesmo tempo atrapalhou os pais, que tiveram de se preocupar em ficar um na largada e outro na chegada para não perder os pequenos menores.
– Além disso… pais, vocês não precisam correr junto com os meninos. Deixem que eles corram… Fique com eles na largada ou na chegada e deixe-os viver sozinhos. Será um bom aprendizado para os dois. Eu garanto.

Resultados

Aliás, vocês conferiram seus resultados na prova? Cliquem aqui para conferir.

Carolina Spricigo

Jornalista, assessora de imprensa, gestora de marketing digital, gestora de conteúdo, blogueira do Mulheres na Pista, corredora e mãe do Bernardo. Feliz.

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