Paisagem linda e percurso desafiador na Corrida Revezamento do Piraí

Paisagem linda e percurso desafiador na Corrida Revezamento do Piraí


A prova foi no sábado, dia 8 de julho, mas as belíssimas imagens do percurso da Corrida Revezamento do Piraí. Não só do trajeto que percorri a pé ao lado dos amigos, mas do caminho que nos levou do pórtico de Joinville – de onde saímos em comboio com os amigos da CBS Running – até a linha de largada/chegada da prova.

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Saímos quando ainda estava escuro, o horário de saída do ponto de encontro havia sido adiantado das 6h40 para 6h25, já que o caminho era longo – cerca de meia hora – e os vários horários de largada, e horários de saída das vans que levaria os corredores participantes do revezamento, deviam ser seguidos e respeitados.

Vimos o amanhecer do dia no caminho, o dia foi clareando em tons de rosa e salmão. O sol dava as caras para aquecer um pouco aquele dia frio. Chegamos, estacionamos e logo encontramos o professor Cristiano Berezoski que já havia armado a tenda da CBS no local.

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Acompanhamos a largada dos primeiros participantes do revezamento, trios e sextetos que iriam enfrentar 50 km pelas estradas da região. Muita emoção de ver a coragem desses amigos corredores!

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Ainda esperei a Carol chegar para pegar meu kit e terminar de me arrumar. Como ela chegou próximo das 7h30 – a nossa largada era às 8 horas – contei com a ajuda da Xanda que, toda atenciosa, me ajudou a colocar o número de peito e chip. Ela estava lá para acompanhar o marido, Eduardo, que iria fazer o revezamento em trio misto e para fazer seu treino longão de fim de semana.

Depois foi só nos posicionarmos no funil de largada ao lado dos que iam enfrentar o percurso alternativo de 8 quilômetros, amigos e colegas de todas as assessorias, da CBS Running e das Mulheres na Pista. Antes disso ainda as últimas recomendações de irmos com calma, pois haviam muitas pedras soltas e não queríamos ninguém machucado.

Sinal dado, lá fomos nós! Eu, que queria ir de leve acabei largando muito mais forte do que estou acostumada. E, aliado ao cansaço – não havia dormido direito desde o inicio daquela semana – acabei quebrando. Com muita dor no músculo do diafragma, fui obrigada a caminhar. Mas para a minha sorte a amiga da CBS Gabriela Gastal me alcançou e foi me puxando o resto da prova. Percebi o quanto é importante esse apoio quando não passamos bem numa prova. O apoio dela foi essencial!!

Quando diminuiu a dor fomos revezando corrida e caminhada, ainda mais porque todas as descidas que havíamos encontrado na ida, haviam se tornado subida na volta. E haja volta, já que no fim das contas o percurso deve quase 9 km!

Confesso, foi uma prova cheia de aprendizado, mas principalmente de que, cada dia é um dia na corrida, às vezes você vai mal, outros dias você vai bem, e que amizade e companheirismo fazem mesmo toda a diferença!

Chegamos as duas de mãos dadas, fomos recebidas pelo querido narrador Fabrício com toda a pompa e circunstância de sempre (e que adoramos) e pegamos nossa belíssima medalha. O Fabrício ainda pediu para eu cantar um pouquinho – porque havia visto meu vídeo do A Voz do Bovary – mas dessa vez poupei os amigos. Quem sabe na próxima!! Uahuahaua

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Não pude ficar até o fim da prova, mas nos planos para 2017, quero encarar o desafio de fazer um trio feminino para encarar os 50 km da Corrida Revezamento do Piraí. Será que consigo?

Pontos fortes

– O local da prova é simplesmente lindo. E o fato dos corredores inscritos no revezamento ou no solo nos 50km terem incluído na inscrição o almoço no local é muito bom!
– Outro fator bacana do local da prova ser lindo e distante, é que o percurso é bem diferente do que a maioria está acostumada e ser um desafio diferente na cidade, com opção de diversas distância, para vários gostos, dos mais experientes aos iniciantes.
– Vários grupos de corrida presentes no evento, muito lindo isso!

Pontos a melhorar

– Os pobres banheiros não foram o suficiente para tantas mulheres – o masculino estava mais vazio. Não só não aguentou a quantidade de gente quanto a descarga – que estava fraca – fez com quem teve coragem de usá-lo, encarar desafios maiores que correr 8 km… rsrs
– Não sei como era feito o controle dos participantes do revezamento e de quem encarou os 50 km sozinhos, mas não havia monitoramento – durante o percurso – de quem fez 8s 8, quase 9 km. Se alguém corredor passasse mal (ou quisesse cortar caminho) ninguém iria perceber. #ficadica.

Fernanda Lüttke

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