Leitora na Pista: Monica Paris, de Balneário Camboriú

Por Carolina Spricigo
Conhecemos a Monia Paris nas corridas da vida, mas tivemos um pouco mais de contato depois que ela começou a participar das promoções do Mulheres na Pista. E a bichinha é fogo, gente: ela levou duas promoções seguidas aqui do blog. Achávamos que ela era uma menina de sorte, mas lendo essa história emocionante que ela nos conta abaixo, percebemos que mais do que uma menina sortuda, ela é uma pessoa abençoada. E que bom que ela se propôs a contar esta bela história que reúne a corrida e o Outubro Rosa.
Obrigada, Monica. Que orgulho conhecer você.
Do câncer de mama à corrida e à superação
Por Monica Paris,
Secretária executiva, moradora de Balneário Camboriú
Era outubro de 2009 quando, fazendo meu autoexame como de costume, senti um carocinho do tamanho de uma ervilha em minha mama direita. Eu tinha feito minha mamografia dois meses antes e estava tudo certo.
Sempre tive muita preocupação com meus exames médicos, especialmente com o de mama, pois tinha perdido minha mãe havia poucos anos por esse motivo.

Depois de todos os exames refeitos, veio a constatação: era câncer de mama. Mundo desabou. MESMO. Mas eu tinha uma “carta na manga”: tinha o diagnóstico precoce.

Me lembrei do que meu pai, que foi sempre meu grande incentivador para o esporte, dizia: defina as suas metas e não pare até chegar lá. Respirei fundo e foi com essa motivação que parti para as cirurgias, radio e quimioterapias.

E foi durante esses tratamentos que comecei a acompanhar uma grande amiga que praticava corrida de rua. Ia junto para fotografá-la, e para mim era um grande barato dar força pra ela cruzar a linha de chegada, além de me fazer superbem ver aquelas pessoas felizes, satisfeitas depois da corrida, aquela adrenalina toda.
E ela – que foi essencial em todo o meu tratamento e recuperação – sempre me dizia: “Vem correr, você começa na caminhada, depois vai melhorando, você vai gostar”.

Eu pensava que jamais conseguiria correr 300 metros seguidos, quanto mais participar de uma corrida de 5k, sem ter um infarto no meio do caminho! Mas ela insistiu e eu pensei: vou tentar. Sempre pratiquei esportes, estava mais que na hora de voltar.

Minha primeira medalha foi de participação de uma caminhada de 3k, e foi a mais feliz da minha vida! Me senti “A ATLETA”. Em poucos meses estava treinando com uma assessoria de corrida, correndo 1k, 2k, 5k nas ruas. Claro que tudo isso com o devido acompanhamento médico.

A corrida me ajudou na autoestima, no corpo saudável (emagreci o que tinha engordado com os corticoides para o tratamento), no controle da ansiedade, e no sentimento de SUPERAÇÃO. E todos nós sabemos que a endorfina liberada durante os exercícios físicos nos traz benefícios além do bem-estar.

E após o sucesso do tratamento, continuo nesse esporte que me trouxe tantos benefícios: amizades, saúde, diversão. Esse esporte que faz algumas pessoas me olharem estranho quando eu digo que não vou sair no sábado à noite porque tenho que acordar cedinho no domingo para uma competição. Esse esporte que me faz sentir orgulhosa de praticar, que é um santo remédio para qualquer dia ruim.

Especialmente no OUTUBRO ROSA, quero chamar a atenção para a PREVENÇÃO. O autoexame pode valer a vida, como salvou a minha.
Toque-se. É rápido, indolor, e um gesto de amor à você mesma.
Ah! E nunca deixe de aceitar o convite de uma amiga, quando ela pedir para fotografá-la em seu esporte. 😉




