Leitor na Pista: Rodrigo Patrício Dacol, do Projeto Corremos, de Joinville (parte 1)

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Por Carolina Spricigo

Rodrigo Patrício Dacol é um cara jovem, mas que tem muita, muita história e muitos quilômetros no currículo. É o dono do Projeto Corremos, onde, em vídeo, conta tudo sobre o mundo das corridas. Leitor convicto sobre tudo o que envolve o assunto, ele também é um cara que desvenda os mitos do esporte e contesta o senso comum. Eu gosto dele, e é por isso que este cara está aqui no Mulheres na Pista. E preparem-se, porque logo, logo teremos mais e mais histórias deste querido para contar.

Dez anos de corridas e um 2016 de novos desafios

Por Rodrigo Patrício Dacol, 27 anos
Engenheiro eletricista, morador de Joinville

Sou Rodrigo Patrício Dacol, tenho 27 anos e sou engenheiro eletricista. Já corri diversas distâncias: 10k, 10m, 21k e até maratonas, mas confesso que nunca corri uma prova de 5k. Sou nerd, isso mesmo: nerd! E por isso tenho como característica um profundo interesse em conhecer as coisas que faço. Leio bastante sobre corrida e tenho como hábito contestar o senso comum e mitos no universo da corrida. Sou adepto de uma dieta Low Carb – Paleolítica há quase dois anos e faço apologia ao bacon.

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Comecei a correr no fim de 2006, portanto, esse ano completo 10 anos de pés no asfalto. E nada melhor pra comemorar essa marca do que trocar o asfalto pela lama e encarar novos desafios! Perceber que logo estarei comemorando uma década de corrida fez me realizar um exercício muito interessante: recordar tudo aquilo que já vivenciei neste esporte. Posso dizer que aprendi muita coisa com a corrida.

Quando terminei o ensino médio decidi começar a fazer academia e por recomendação do instrutor de lá, a maior parte do meu treino era na esteira. Meses depois, mudei para uma academia mais perto de casa, uns 2,5k, mas o treino era praticamente o mesmo. Até que um certo dia decidi começar ir correndo pra academia. Disso até largar a academia e somente correr foi questão de uns dois messes. Engana-se quem pensa que isso foi fácil, nessa época pesava quase 30kg a mais do que hoje, devo ter levado uns seis meses para correr meia hora sem interrupções.

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Minha primeira prova foi uma do SESI de 9k, somente em 2008. Fiz em um pouco menos de 50 minutos, achei muito bom meu tempo. Mas fiquei decepcionado com a organização da prova. Para 2009, tracei uma meta nova: completar o Circuito das Estações da etapa de Curitiba. Foi quando fiz minha primeira corrida na capital paranaense, vivenciei a diferença de estrutura e deixei de participar de corrida em Joinville, infelizmente a desorganização das prova é uma constante até hoje por aqui. De 2010 até metade de 2013, fiz uma média de três provas por ano, mas já tinha um volume de treino bom, treinava em torno de 45 km por semana. Aí a faculdade deu uma aliviada, eu me empolguei novamente com as provas e com novas distâncias, fiz a meia de Pomerode em 2013, minha primeira meia maratona em um pouco mais de duas horas.

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Em 2014,  fui fazer estágio em uma multinacional de Jaraguá do Sul e lá conheci o pessoal da Corredores de Rua de Jaraguá do Sul (CORJA). Isso foi praticamente um catalisador para as distâncias maiores e para as provas novamente. Nesse ano fiz muita coisa legal, incluindo a Volta à Ilha de Florianópolis, Volta à Ilha de São Francisco e a famigerada Maratona de Curitiba.

Até hoje não sou um corredor de fazer muitas provas por ano, acho que meu recorde deve ter sido em 2014, quado fiz 10 provas.

Ano passado não foi um bom ano para mim, em todos aspectos da minha vida, e na corrida, por exemplo, fiquei longe de cumprir as provas que queria fazer.

Agora em 2016, é um ano pra fazer diferente!

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Carolina Spricigo

Jornalista, assessora de imprensa, gestora de marketing digital, gestora de conteúdo, blogueira do Mulheres na Pista, corredora e mãe do Bernardo. Feliz.

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