92º São Silvestre: estão abertas as inscrições
Estão abertas as inscrições para a 92º São Silvestre, a prova de corrida de rua mais tradicional do Brasil – e da América Latina, que acontece no último dia do ano! E que as Mulheres na Pista estarão presentes!
As inscrições começaram nesta quinta, dia 7 de julho, e devem terminar no dia 30 de outubro. Caso o limite de 30 mil corredores for atingido, as inscrições serão encerradas automaticamente, conforme regulamento.
A retirada do kit e do chip acontece nos dias 27, 28 e 29 de dezembro das 9h às 19h, e no dia 30 de dezembro, das 9h às16h, no Ginásio Estadual Geraldo José de Almeida – Rua Manoel da Nóbrega, 1361, em São Paulo.
No dia da prova, o povo tem que sair cedo da cama. Isso porque o pelotão de elite feminino terá sua largada às 8h40. Logo em seguida, às 9h, será a vez do pelotão de elite masculino, pelotão especial (masculino e feminino) e atletas em geral. Cadeirantes e atletas com deficiência terão seus horários definidos posteriormente.
O percurso de 15 km (sim, a São Silvestre não é uma maratona como muitos pensam) passa por alguns dos principais pontos turísticos da cidade de São Paulo, com largada na Avenida Paulista, altura da rua Frei Caneca, e chegada em frente ao prédio da Fundação Cásper Líbero. Ainda tem a passagem pela famigerada Brigadeiro Luis Antonio, que rendeu um post só pra ela aqui.
Idealizada pelo jornalista Cásper Líbero no ano de 1924, a prova chega a sua 92ª edição sem interrupção. Ele foi realizada até mesmo durante a Revolução Constitucionalista de 1932 e a II Guerra Mundial.
Interessou? Então faça sua inscrição já no site da prova www.saosilvestre.com.br
Curiosidades da São Silvestre
(fonte: Site da São Silvestre)
12 de Outubro, 1918
Inspiração francesa
O jornalista Cásper Líbero idealizou a São Silvestre após acompanhar, em 1924, uma corrida noturna francesa em que os competidores carregavam tochas de fogo durante o percurso. O êxito das Voltas de São Paulo (1918) e de Piracicaba (1919), além de outras competições do início do século XX, também inspiraram o criador da prova.
31 de Dezembro, 1925
A primeira largada
A primeira Corrida de São Silvestre teve 60 atletas inscritos e, destes, 48 compareceram para disputar a prova. Pelo regulamento, 37 foram classificados ao chegarem três minutos após o primeiro colocado.
1926
Escolha certa
Quando recebeu o convite da diretoria do Clube Regatas Tietê para participar da São Silvestre, Jorge Mancebo ficou em dúvida entre disputar a corrida ou passar o Réveillon com a família. Ele optou pela competição e, na segunda edição da prova, chegou na frente e faturou o título.
1941
Fim da supremacia
Por 16 anos, apenas atletas paulistas venceram a corrida de São Silvestre. A supremacia do estado de São Paulo só foi quebrada quando o mineiro José Tibúrcio dos Santos foi campeão em 1941.
1948
Primeira transmissão ao vivo foi feita pela Rádio Gazeta
Em 1945, Vicente De Marco (pioneiro das irradiações esportivas volantes) idealizou que era possível fazer transmissões ao vivo. Em 1948, a Rádio Gazeta adquiriu um equipamento moderno de frequência modulada. O aparato era constituído de dois transmissores e dois receptores conjuntos. Uma parte foi instalado em uma perua e o outra foi colocada no topo do Edifício Gazeta. Após algumas experiências, a transmissão com o aparelho adquirido, obteve ótimos resultados. Sua aplicação prática pela primeira vez no Brasil foi em 1948, o que permitiu a transmissão via rádio da Corrida de São Silvestre.
12 de Outubro, 1918
Inspiração francesa
O jornalista Cásper Líbero idealizou a São Silvestre após acompanhar, em 1924, uma corrida noturna francesa em que os competidores carregavam tochas de fogo durante o percurso. O êxito das Voltas de São Paulo (1918) e de Piracicaba (1919), além de outras competições do início do século XX, também inspiraram o criador da prova.
31 de Dezembro, 1925
A primeira largada
A primeira Corrida de São Silvestre teve 60 atletas inscritos e, destes, 48 compareceram para disputar a prova. Pelo regulamento, 37 foram classificados ao chegarem três minutos após o primeiro colocado.
1926
Escolha certa
Quando recebeu o convite da diretoria do Clube Regatas Tietê para participar da São Silvestre, Jorge Mancebo ficou em dúvida entre disputar a corrida ou passar o Réveillon com a família. Ele optou pela competição e, na segunda edição da prova, chegou na frente e faturou o título.
1941
Fim da supremacia
Por 16 anos, apenas atletas paulistas venceram a corrida de São Silvestre. A supremacia do estado de São Paulo só foi quebrada quando o mineiro José Tibúrcio dos Santos foi campeão em 1941.
1948
Primeira transmissão ao vivo foi feita pela Rádio Gazeta
Em 1945, Vicente De Marco (pioneiro das irradiações esportivas volantes) idealizou que era possível fazer transmissões ao vivo. Em 1948, a Rádio Gazeta adquiriu um equipamento moderno de frequência modulada. O aparato era constituído de dois transmissores e dois receptores conjuntos. Uma parte foi instalado em uma perua e o outra foi colocada no topo do Edifício Gazeta. Após algumas experiências, a transmissão com o aparelho adquirido, obteve ótimos resultados. Sua aplicação prática pela primeira vez no Brasil foi em 1948, o que permitiu a transmissão via rádio da Corrida de São Silvestre.
1948
Organização restringe número de competidores
Com milhares de atletas desejando participar da prova, se tornou necessário limitar o número de inscrições. No ano de 1948, a organização passou a realizar preliminares por todo o Brasil. Cada estado tinha o direito de enviar o primeiro colocado dessa fase. São Paulo tinha o direito de selecionar 250 corredores. Provas seletivas eram feitas pelas cidades do interior do estado. Os vencedores vinham para a capital e participavam da grande final juntamente com os atletas paulistanos. O restante dos competidores eram estrangeiros que participavam de seletivas em seus países ou recebiam convite da organização, que se dava ao direito de convidar integrantes de empresas patrocinadoras e funcionários de órgãos públicos que estavam envolvidos com o evento.
1953
800 mil espectadores
Após a conquista de três medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos de 1953, Emil Zatopek, da Tchecoslováquia, participou da prova diante do maior público dentro da história do esporte organizado na época. Cerca de 800 mil pessoas saíram às ruas para ver o grande Zatopek correr.
1957
Bolhas no pé
Campeão dos 5 e 10 mil metros na Olimpíada de Melbourne, na Austrália, o russo Vladimir Kutz era o grande destaque da 33ª São Silvestre. Entretanto, Kutz ficou somente com a oitava posição, não por falta de méritos. Ele caminhou pelas praias de Santos e o passeio lhe rendeu bolhas nos pés. O atleta russo teve uma carreira curta no atletismo internacional, porém, marcante. Além dos dois títulos olímpicos, Kutz quebrou sete recordes mundiais.
1958
Prova eliminatória é a primeira esportiva de Brasília
Em 1958, a cidade de Brasília entrou para a história do esporte do Brasil ao realizar uma eliminatória para a São Silvestre. Essa foi a primeira prova esportiva da futura capital do país. A disputa foi prestigiada pelo presidente Juscelino Kubitschek, que deu o tiro de partida.
1964
Atletas indígenas
A São Silvestre também tem o papel de inclusão social. Fisicamente aptos por causa do contato com a natureza, os índios tiveram suas primeiras participações nas edições de 1964 e 1982. Uma equipe de cinco integrantes da Ilha do Bananal participou da 40ª prova. Na ocasião, um dos organizadores da corrida, Aurélio Bellotti, e o indianista, Willy Aureli, viajaram até o acampamento dos indígenas para orientá-los sobre os aspectos técnicos da disputa. A iniciativa, que teve o apoio da Funai, levou representantes Xavantes e Serenas a 58ª São Silvestre.
10 de Dezembro, 1967
São Silvestre entra no calendário turístico de São Paulo
Em 10 de dezembro de 1967, Roberto Costa de Abreu Sodré, governador do estado de São Paulo, assina o Decreto de Oficialização da Corrida Internacional de São Silvestre. A partir desta data, a prova passou a fazer parte do calendário turístico paulista.
1968
Jorge Ben participa de eliminatória, mas não se classifica
Sem samba nem tropicalismo, Jorge Ben (posteriormente alterou o nome artístico para Jorge Ben Jor) veio provar que também é um esportista. O cantor fez sua inscrição (nº 433) e participou da XV preliminar paulista da Corrida Internacional de São Silvestre. Na ocasião, 700 atletas disputaram 250 vagas. O artista não conseguiu chegar entre os 250 primeiros que cruzaram a linha de chegada.
1972
A pior classificação
A pior classificação do Brasil na Corrida Internacional de São Silvestre ocorreu em 1972. Nosso melhor atleta, Irides Silva, cruzou a linha de chegada apenas em 17º lugar. O colombiano Victor Mora foi o campeão da 48ª edição.
1974
Homenagens
A edição comemorativa dos 50 anos de São Silvestre teve a participação de estrelas de 29 países e a homenagem a antigos vencedores. Receberam o troféu Cásper o tcheco Emil Zatopek, o brasileiro Sebastião Alves Monteiro, o uruguaio Oscar Moreira, o chileno Raul Inostroza, o finlandês Viljo Heino, os belgas Lucien Theys, Gaston Roelants e Henry Clerck, o alemão Erik Kruzciky, o iuguslavo Franjo Mihalic, os ingleses Kennet Norris e Martin Hyman, o português.
1975
Mulheres na prova
Em 1975, as mulheres disputaram a São Silvestre pela primeira vez. A vencedora foi a alemã Christa Valensieck, que lutou até o final do percurso para vencer a norte-americana Jackie Hansen, consideradas as duas melhores fundistas do mundo. Foram inscritas 17 mulheres, largaram 14 e 12 terminaram o percurso.
1980
Fim do jejum
Com a internacionalização da prova, o Brasil ficou 33 anos sem ganhar. Até que José João da Silva, atleta do São Paulo Futebol Clube, quebrou a hegemonia estrangeira no dia 31 de dezembro de 1980.
1989
Equatorianos versáteis
Anteriormente disputada à noite, a partir de 1989 a Corrida Internacional de São Silvestre passou a ser realizada às 17 horas (de Brasília), sendo às 15h15 para as mulheres. O equatoriano Rolando Vera é o único atleta a conquistar vitórias nos dois períodos. Campeão da prova durante quatro anos seguidos, de 1986 a 89, Vera foi o vencedor da última prova disputada à noite (1988) e também da primeira promovida durante o dia, no ano seguinte. A curiosidade é que sua conterrânea, Martha Tenório, é a única mulher a ter vitórias na São Silvestre nos dois turnos: ela venceu em 87 e em 1997.
1991
São Silvestre entra no calendário da Iaaf
O percurso de 12,6 quilômetros é ampliado para 15 quilômetros e a São Silvestre passa a integrar o calendário de provas de rua da Associação Internacional das Federações de Atletismo (Iaaf).
1995
É apenas o começo
O queniano Paul Tergat vence pela primeira vez em 1995. Ele se tornou o grande corredor da Corrida Internacional de São Silvestre, com vitórias também em 96, 98, 99 e 2000. O atleta detém o recorde de maratona, com 2h04min55s.
1997
Quebrando um mito
O paranaense Émerson Iser Bem foi o único a vencer o queniano Paul Tergat, maior vencedor da Corrida Internacional de São Silvestre, durante suas participações na prova.
1998
Avenidas mais cheias
Nesta edição, a prova teve o número inédito de 20 mil participantes. Além disso, a largada da geral das mulheres passou a ser junto com a masculina e a largada da Elite feminina passou das 15 para às 16h45 (de Brasília).
2003
Primeiro tri brasileiro
Marílson Gomes dos Santos cruzou a linha de chegada pela primeira vez em 2003. O atleta brasileiro voltou a brilhar na prova em 2005 e 2010, tornando-se o primeiro atleta brasileiro tricampeão desde a fase internacional da Corrida de São Silvestre.
2010
Tempos modernos
A inovação nesta prova foi o chip, que passou a ser descartável. Assim, os participantes não precisaram devolvê-lo no final da corrida. Além disso, as medalhas foram distribuídas junto com a entrega do kit e chip e não mais no encerramento da prova.

