10 milhas na Joinville 10k: só ganha quem participa!
Ah, a Joinville 10k… Quem conhece Carol e eu sabe que corremos faz tempo. Mas você sabia que a primeira corrida que nos participamos foi a Joinville 10k lá em 2011?
Por isso que a prova que aconteceu neste domingo, dia 3, teve um gostinho especial.
Mas o gostinho especial aumentou e você vai saber o por quê.
10 milhas
Ah, 10 milhas. Número bonito, né? Bonito mas não é moleza. Apesar de já ter corrido uma meia maratona, fazia muito tempo que não corria uma distância tão grande. Mas gosto dessas distâncias maiores e, como vou encarar os 21 novamente em junho, em Floripa, decidi encarar essa distância que estreou neste ano na prova.
Contei com o apoio e companhia da mãe na pista Deia Zoboli. Ela havia encarado no início do ano a Meia de Londres – sim, ela vai contar tudo aqui no blog.
Vocês não fazem ideia de quão importante é não fazer essas provas sozinha. Principalmente porque não estava conseguindo treinar como deveria. É gripe, trabalho novo em outra cidade, mudança de rotina, tudo isso influencia, sabia?
Poia então, lá fui eu e a Deia nesse desafio depois de encontrar os amigos. Corrida também serve pra isso, ver os amigos!
A corrida
A chuva que caia deu uma trégua, ao menos na largada. E às 8 horas lá fomos nós. O clima estava super gostoso, muito diferente do que enfrentamos no ano passado. Fui de leve, sabia que não podia ir muito forte nesse início de prova. Aos poucos os outros atletas foram votando, poucos decidiram encarar os 16 km.
Então quando chegamos ao km 5 seguimos ainda mais solitárias. E juro, eita 3 kms longos para enfim nós voltarmos.
Mas chegou, e com a volta teve também o incentivo do pessoal responsável pela hidratação. Além disso fomos acompanhadas durante todo o percurso pela equipe de apoio, a maioria alunos dá 42k, a assessoria de corrida das Mulheres na Pista. De bicicleta eles foram ajudando na segurança dos atletas e cuidando para que estivessem sempre bem cuidados.
Deia e eu nos divertimos bastante com a empolgação desse pessoal. Outra coisa que fizemos foi termos várias ideias. Inclusive de fazermos um treino beneficente. Será que vocês gostariam?
Planos feitos e a gente seguiu correndo, com um dos caras de bike ao nosso lado nos apoiando. É claro que não vou lembrar o nome dele porque sou péssima para lembrar nomes, mas nunca vou esquecer das palavras de incentivo. Isso faz muita diferença.
Correr na chuva…
Lá pelas tantas meu pé começou a doer. Era a meia molhada roçando no pé também molhado. Ardia a cada pisada. Isso lá pelo km 13, 14. Sim, já era fim de prova. Diminui o ritmo mas segui em frente. A Deia estava muito melhor que eu e, se quisesse poderia ter seguido bem na frente. Mas foi do meu lado.
No último km mais um apoio. Um rapaz dá Gold Runners. Outro querido. Foi correndo ao nosso lado e falando sobre como deveríamos acelerar nos últimos metros. Ah, vale lembrar que a cada fotógrafo que aparecia, nossos dois batedores iam para o lado para “sair da foto”, para que só a Deia e eu aparecessemos. Olha que queridos. Particularmente achei a companhia dos dois muito bacana. Eram duas corredoras de assessorias diferentes e dois batedores também de assessorias diferentes, mostrando que há amizade entre todos os corredores, independente do treinador, dá cor da barraca e dá camiseta. O respeito e a amizade são o que prevalecem.
E nos últimos metros, atendendo o pedido dos nossos novos amigos, tirei forças e dei um Sprint. Digo tirei forças porque a Deia estava super bem! Quem estava morrendo era eu!
Chegamos quando a organização se preparava para começar a corrida das crianças. Pararam tudo é o nosso amigo narrador Fabrício nos recebeu com aquele carinho que só quem fez prova com a narração dele sabe. Oh, coisa linda! Ainda tivemos a força de dar um pulinho na chegada!
Só ganha quem participa
Bom, quem acompanha aqui no blog meus posts sabe que eu não sou das corredoras mais rápidas. Mas como haviam poucas mulheres enfrentando os 16 km na prova eu fui ver a colocação. Qual não foi a minha surpresa de ver apenas um nome na minha categoria. Ou seja, havia a chance de eu ganhar algo.
E não é que estava certa? Ganhei o troféu de segundo lugar na minha categoria (35-40). Mas aí você se pergunta, mas como? Sim, só haviam duas pessoas na minha categoria.. rsrs
Fiquei, confesso, muito feliz. Depois fiquei pensando, afinal qual o mérito de ter ganho esse troféu? Muita gente me deu vários motivos, o maridão foi um deles, o primeiro, aliás, já que cheguei em casa e corri para mostrar a ele o que ganhei. Depois foi o professor na academia, mas eu ainda não tinha pensado numa frase que resumisse tão bem quanto ao que o Junior, do blog Desafio Running, falou: só ganha quem participa. Muitas mulheres poderiam ter enfrentado os 16 km, sei que há outras corredoras que conseguiriam. Acho até que algumas se inscreveram e desistiram por causa da chuva. Outros nem tentam. E eu fui lá, tentei, me arrisque, participei e ganhei. Então bora celebrar!
Então é esse o motivo para essa prova ficar ainda mais na lembrança afetiva <3
Pontos fortes
A Joinville 10 k, assim como todas as provas do Circuito 10k, são extremamente bem organizadas. É um orgulho imenso participar dessas provas!
Os batedores, eu e a Deia não fomos as únicas a receber esse apoio essencial.
Frutas frescas e água geladinha no fim da prova. Aliás tinha muita água também no percurso. Além da animação do povo que entregava a água.
O percurso é ótimo, plano mas desafiador. A ideia de lançar a nova distância é ótimo para os atletas se desafiarem.
Camiseta de cor linda, eu adorei! E com o material de qualidade que a gente adora!
Pontos a melhorar
Gente, esse ponto a melhorar é para as empresas desse estado. Gente, vamos apoiar os eventos esportivos e que incentivam a saúde e bem estar. Por favor! Que é isso de uma prova linda, tão bem organizada e tradicional como a Joinville 10k ter tão pouco apoio? Não adianta fazer campanha e coisa e tal. Tem que agir! Parabéns à Track&Field, Caixa Econômica Federal e ao Shopping Joinville Garten que estavam ao lado nessa edição.


