Meia Maratona de Joinville 2018: garantia de prova boa e cheia de amigos

Meia Maratona de Joinville 2018: garantia de prova boa e cheia de amigos

Parece que vou chover no molhado ao falar da Meia Maratona de Joinville 2018, realizada no último dia 11 de março, como parte das comemorações do aniversário da cidade. Mas é que é sempre um prazer fazer parte de um evento tão bonito e que respeita tanto os atletas e que por isso já chegou à 25ª edição e contou com a participação de mais de 2 mil atletas profissionais e amadores. A prova também foi comemorativa aos 80 anos da Tupy.

A começar pelo horário das largadas: 6h30 para quem fez os 21k, 6h45 para quem fez 5k e 6h55 para os atletas dos 10k. No calor de Joinville, quanto mais cedo a prova, melhor. Por falar em calor, foi ele – mais precisamente a umidade do ar – que me fez bem mal na prova. Como vocês podem ter acompanhado nas minhas redes sociais (Twitter, Facebook e Instagram), tenho treinado corrida dia sim dia não aqui em Florianópolis – nos outros dias intercalo com corrida. Saio de casa às 6h25 da manhã e treino na beira da praia.

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Em Floripa não é tão úmido quanto em Joinville, e isso fez toda a diferença na minha resistência – aliás, aquele dia foi um dos dias mais quentes do verão na cidade, é mole? Larguei a prova ao lado do Márcio – fazia desde a Joinville10k de 2016 que não corríamos uma prova lado a lado. Ele está tratando uma lesão, e eu, voltando do tratamento da lesão labral e da licença maternidade. Ainda somos dois velhos capengas, pra dizer a verdade (hahaha), mas estamos treinando e nos preparando para ser melhores. Seguimos os atletas à nossa frente e aproveitamos para colocar o papo em dia e nos divertir.

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Pouco depois do km 2, senti um cansaço extremo e as panturrilhas queimando. Falei pra ele que eu precisaria caminhar um pouco. Ele caminhou comigo. Descansada, voltei a correr. Pouco depois do posto de água, caminhei de novo. Mas os staffs da prova eram tão queridos e nos deram tanta força que foi impossível querer caminhar de novo. Fomos até o fim da prova correndo, no nosso ritmo, mas correndo.

Terminamos a prova de 5k em 43 minutos – o que é muito para o que eu estava acostumada, confesso. Mas estava realizada. Estar de volta depois de uma lesão séria, depois de ganhar um bebê e de ter a vida virada de cabeça para baixo, foi libertador, indescritível. A cereja do bolo? Foram duas: ter meu nome narrado na chegada com toda a empolgação pelo Fabrício, o melhor locutor de corridas, relembrando toda essa trajetória. Um filme passou pela minha cabeça.

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A outra cereja? Sim, sim. Encontrar meu pequeno me esperando pouco depois da linha de chegada. Foi lindo, emocionante e mostra que sim, estou no caminho certo, que todo sacrifício que tenho feito para treinar tem valido a pena, porque correr me faz feliz, me faz bem, me faz descansar.

Foi ótimo encontrar os amigos, a minha companheira de blog Fernanda, o seu Zezo, a Denize, a Aline e tanta gente que torce por mim desde sempre. Obrigada. A força de vocês me ajuda a querer ser melhor todos os dias.

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Vídeo pós-prova das Mulheres na Pista

Balanço Meia Maratona de Joinville 2018

O que foi bom

– Grande prazo para inscrição para a prova – as inscrições abriram ainda em 2017;
– Valor da inscrição bastante acessível;
– Entrega do kit em dois dias;
– A distribuição do clip botton dentro do kit para prender os números de peito (algumas pessoas reclamaram que eles estragam as camisetas. Comigo isso não aconteceu e eu percebo como ponto positivo);
– Transmissão ao vivo pela internet;
– Narração do Fabrício, que vem se consolidando como um dos melhores da área – até porque ele também é atleta. Ele se interessa pelas histórias das pessoas, conhece os atletas;
– Entrega de kits no dia e local da prova para atletas de fora da cidade;
– Largadas a partir das 6h30, o que amenizou o calor;
– Dois postos de hidratação com água supergelada;
– Frutinhas fresquinhas, água e isotônico geladinhos;
– Medalha e troféus superbonitos;
– A educação dos atletas – poucos deles jogaram os copinhos no chão.

O que pode melhorar

– Na minha visão, a mudança da largada da prova (desde o ano passado) para o estacionamento do Centreventos Cau Hansen acaba atrapalhando um pouco, porque muitas pessoas ficaram sem vaga e tiveram de estacionar pelas redondezas;
– Os próximos eventos poderiam incluir as maratoninhas kids, para incentivar as crianças que acompanham os pais a participar e a gostar de esportes;
– A camiseta deste ano não era tão bonita – acho que não combinou o laranja da camiseta com o amarelo da estampa.

Carolina Spricigo

Jornalista, assessora de imprensa, gestora de marketing digital, gestora de conteúdo, blogueira do Mulheres na Pista, corredora e mãe do Bernardo. Feliz.

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