Maratona de Floripa 2018: quando as coisas não saem como o esperado
Outro dia, neste post aqui, falei pra vocês que nada na vida acontece como a gente quer. E dessa vez, eu quero falar sobre quando a gente planeja muito uma coisa, e aí, vem a vida e vira tudo de cabeça pra baixo…
Neste domingo, 26 de agosto, foi realizada aqui na Capital a Maratona Internacional de Floripa. Um evento que reuniu 8,2 mil pessoas. Estava tudo programado para as Mulheres na Pista Fernanda Lüttke e Carol Spricigo participarem da prova. Inscrições ok, grupo inscrito, retirada de kit combinada, tudo certo. Meu marido ficaria com o pequeno para irmos para a prova, que para nós largava às 6h50.
Mas nada aconteceu conforme o programado: Fernanda está internada desde segunda-feira passada com enxaqueca – e agora acabo de descobrir que há uma suspeita de meningite. Jesus! No domingo passado, minha sogra foi internada. Teve um AVC. Está no hospital, em Joinville até hoje. Meu marido viajou para lá para passar algumas noites cuidando dela, porque meu sogro estava supercansado.
Resultado: fiquei sem a minha parceira de corridas. Fiquei sem meu marido e parceiro para cuidar do pequeno para eu correr a prova. Como não temos carrinho, não rolou correr a prova. Mesmo assim, Bernardo e eu acordamos às 5 horas e nos aprontamos pra ir ao evento. Queríamos estar com a Grasi e a Zeli (mãe dela) quando cruzassem a linha de chegada da prova.
E conseguimos. Vimos a largada. Vimos a chegada. Conversamos com os amigos… pegamos a nossa medalha… (que vai entrar para o hall das corridas não corridas). E foi lindo. Mas não foi da maneira que havíamos planejado.
Com a Maratona Internacional de Floripa, também aconteceu um problema com as distâncias para os 5k e os 21k, o que fez alguns atletas percorrerem distâncias além do programado. Fiquei chateada pelo que aconteceu. Não pelos km a mais, não. Mas pela irresponsabilidade de alguns, que prejudicou muitos. Eu gostaria que a organização da prova soubesse que estamos juntos. E que os organizadores saibam que a gente tem consciência de que todo o evento foi perfeito, apesar disso.
Não foi intencional. Não foi. Aconteceu? Aconteceu. Erros acontecem. E com rapidez e responsabilidade a organização da prova assumiu o erro e já se responsabilizou pela gratuidade das inscrições para a prova do ano que vem aos que se sentiram prejudicados nesse ano.
Organizadores: gente chata sempre tem – imaginem que um cara que correu a maratona ontem veio reclamar que tinha 800 metros a mais na prova, afff! Mereço. Mas teve gente que viu o copo meio cheio e percebeu que em vez de correr 5k bem, tem capacidade de correr os 6,7k e ainda sobrar fôlego. E é dessas pessoas que queremos estar rodeados.
Essas coisas, esses “desplanejamentos” só nos tornam melhores. Estou certa de que no próximo ano teremos histórias ainda melhores para contar.
Obrigada por tudo.



