Leitor na Pista: Rodrigo Patrício Dacol, do Projeto Corremos, de Joinville (parte 2)

O leitor Rodrigo Patrício Dacol já é conhecido dos leitores do Mulheres na Pista, e conforme prometemos, voltamos com mais um texto deste garoto trail adorador de bacon e entusiasta da dieta low carb. Confira abaixo a participação dele no Desafio do Morro das Antenas, em Jaraguá do Sul.

O superdesafio do Morro das Antenas, em Jaraguá do Sul

23 de janeiro de 2016 foi dia de acordar cedo e encarar a montanha! Acabei pegando carona com  Décio Marcelino e o João de Andrade. A curta viagem de uma hora foi muito divertida – inclusive foi nesta viagem que descobri que a corrida iria subir e descer o morro, eu achava que só subia.

Para quem chega em Jaraguá do Sul pela rodovia BR-280 é fácil identificar o morro do Boa Vista. Ele é visível a uma grande distância da cidade. É lá onde ficam as antenas e a pista para salto de asa delta e parapente. Pra quem pensa em subir lá pela primeira vez pode até assustar. Já tenho uma história com essa subida: quando morava em Jaraguá subi lá duas vezes com o pessoal da Corja (Corredores de Rua de Jaraguá do Sul), uma delas de madrugada, no inverno, para ver o sol nascer. Fiquei uma semana com febre e isso quase acabou com minha formatura, mas isso é outra história….


morro da antena1

Sobre a corrida, quem me conhece deve saber que acho muito legal fazer provas em lugares diferentes e cidades pequenas, pois ocorrem coisas únicas. O kit era bem legal: camiseta básica, numero de peito, sem chip (não acho tão necessário), um pacote de macarrão de arroz, um pacote de arroz integral e um de arroz branco, carb gel, uma barra de banana desidratada, mas nada que eu possa comer além de uma barra de proteína.

ma2JPG

A corrida utilizou como base a recreativa da empresa Duas Rodas, com ótima estrutura. A largada foi pontualmente às 7h30. Hora de encarar o morro. Havia uma opção: 7k e a prova principal com 13k de subida e uma altimetria de 865m – isso dá uma média de 13,3% de inclinação. Só para dar uma boa noção, seria proporcional a quatro subidas do Morro do Mirante em Joinville, só que por aqui a inclinação é de 9%.

 igreja-italiana-morro-boa-vista-em1

Até pouco mais da metade da corrida, onde tem uma bela igrejinha, é possível correr, após esse ponto até o topo. Basicamente tivemos de ir caminhando. Pra assustar ainda mais ninguém descia, o que queria dizer que provavelmente ainda havia muita subida. Lá no topo,um grupo bem grande de turistas saudava quem chegava. Infelizmente, quando cheguei ao topo estava com neblina. Não pude ver a vista. Para evitar fraudes pela falta do chip, havia uma equipe anotando os números dos atletas que passavam em um posto de controle no topo do morro.

morro da antena2

Hora de descer. E descer não é tão simples nesse caso – terreno muito inclinado com pedras soltas, mas foi perfeitamente possível correr. Na chegada havia açaí para todos! A organização da prova foi muito boa.

O único ponto negativo ficaria para o não fechamento total do trafego de veículos no local. Agora fica a vontade de voltar para a Jaraguá Night Race, no dia 19 de março, que distribui Chopp Stannis no final.

EKG16SMA8119

A próxima corrida que eu fiz foi o Brazil Mountain Festival, de Corupá. Outro dia eu conto sobre ele para vocês. Em 2016 será ou mato ou morro; ou corro no mato ou corro no morro, quando não os dois juntos, isso tudo pra completar minha prova alvo que é o Indomit Vila do Farol.

Carolina Spricigo

Jornalista, assessora de imprensa, gestora de marketing digital, gestora de conteúdo, blogueira do Mulheres na Pista, corredora e mãe do Bernardo. Feliz.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *