1º Eco Desafio do Morro do Parapente chegou para ficar
Por Carolina Spricigo
Uma prova perfeita, que misturou paisagem bonita, muita natureza, morros, descidas, terra, lama e amigos – além da superação de limites. O 1º Eco Desafio Morro do Parapente, realizado em Gaspar, no último domingo (13), realmente chegou para ficar e se estabelecer como uma das grandes provas do calendário trail de Santa Catarina.
Aventura de sobra para o povo que acordou cedão – antes das 5h – e partiu de Joinville e Araquari (meu caso) para participar da prova. De novo, meus agradecimentos ao sogrão, que levantou às 4h20 para fazer um cafezinho esperto pra eu tomar antes de partir para aventura.

O local da prova, o Clube do Parapente é lindo – e depois da prova fiquei sabendo que tem lugar até para acampamento. Alguns atletas montaram a barraquinha e passaram a noite pré-prova por lá mesmo. Adorei a ideia.
Aliás, só tenho elogios ao evento: desde os staffs, que estavam muito animados, informando o percurso e incentivando todos os corredores a cada momento, até os banheiros, estacionamento e atendimento na lanchonete. Eles também serviram almoço aos corredores.
Ah! Também tenho de agradecer aos amigos que foram à prova com as Mulheres na Pista – em especial ao fotógrafo Mauro Fanha que fez todos os meus registros. Tks, garoto!

A PROVA
A estreia das Mulheres na Pista em uma corrida de aventura não poderia ter sido melhor: tinha estrada de chão, costeletas e buracos na rua, percurso no meio do arrozal com direito à estrada marcada pelos pneus de trator e muitas, mas muitas pedrinhas soltas. Subidas? No percurso de 6k acho que foram 6k. No de 12k, os atletas chegavam contando que tiveram de se segurar em galhos e troncos de árvores para descer e subir. Teve trilha e teve lama.
Para mim, tudo ia bem até chegar a primeira subida. Meu quadril, que não anda santo, começou a doer. Subi caminhando… até porque este tinha sido um dos conselhos do Rodrigo Patrício Dacol, que colocamos aqui neste post. Na descida, cuidei um pouco, mas corri devagarinho. Outra subida e mais um pouco de caminhada. Terminei a prova em pouco mais de 45 minutos ao lado do Márcio, grande amigo que desde a Jaraguá 10k de 2015 nos acompanha em quase todas as provas – incentivo providencial para a prova que mais me fez sentir dor. Mas a culpa não foi da corrida. Foi minha.

Eu me apaixonei pelo evento e já garanto a minha participação nos próximos eventos. E até me aventuro a acampar por lá.
Pontos positivos
– Lugar lindo e de natureza incrível
– Entrega do kit no dia da prova para moradores de outras cidades
– Quatro pontos de hidratação na prova de 6k
– Staff grande e bem organizado
– Percurso bem sinalizado
– Frases de incentivo impagáveis e alegraram ainda mais a corrida
– Camiseta confeccionada com tecido ecológico – tudo a ver com a proposta do evento
– Frutinhas fresquinhas, cortadinhas e descascadas para alimentar o povo todo. E muita água para todo mundo. Estava realmente muito calor.
– Sorteio de brindes para os atletas – quase ganhei a hospedagem no Fazzenda Park Hotel. Saiu o número 620 e o meu era 621. Faz parte.

O que pode melhorar
Como bem disse a Fernanda, não temos muito o que sugerir para que o evento seja melhor. Apenas que seria muito legal se houvesse a premiação para as categorias de 6k. É sempre legal ver a alegria deste povo que se supera e treina muito apesar das dificuldades do dia a dia.
O lado negativo do evento
Infelizmente teve gente que tentou levar a melhor na prova – ainda não consigo entender como alguém que corre consegue se propor a passar a perna em outro atleta que treina tanto quanto ou mais. Isso é espírito esportivo? Como alguém consegue fazer isso e dormir direito? Ganhar um troféu que não é seu por merecimento? Como consegue exibir um troféu e fotos que não são, por direito, seus? Pois é. Um cara que estava fazendo 12k cortou o caminho e chegou antes de outros atletas – por isso o início da entrega da premiação demorou um pouco e começou depois das 10h15. Teve bastante polêmica, mas não estragou a festa.






