Os 7 ensinamentos que a dor no quadril me proporcionou

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Fonte: www.revistaendorfina.com.br

Sim. Este post trata da dor e dos aprendizados que a vida nos proporciona. Desde outubro do ano passado tenho ouvido de muita gente que eu sou a ‘Maria das Dores’. Confesso que não gosto quando me falam isso, mas fico ainda mais incomodada quando percebo que quase tenho ido mais a médicos do que às corridas e aos treinos que eu tanto amo.

Explico: em outubro comecei a sentir algumas dores pontuais no quadril, especialmente depois das corridas, nos fins de semana. Era uma dor chata, que incomodava para tudo, desde levantar da cama até ficar sentada por muito tempo na cadeira do trabalho. Caminhar era quase um sacrifício, e eu chegava a mancar.

Tive de procurar um médico e passar quase uma hora dentro do aparelho de ressonância magnética e fazendo raio x. Precisava saber o que estava acontecendo. O doutor disse que eu, provavelmente, estava com falta de fortalecimento do core (músculos abdominais e paravertebrais).

Fonte: www.dicasdemusculacao.org
Fonte: www.dicasdemusculacao.org

Falei isso com a assessoria de corrida, e então os professores me passaram exercícios que me deram uma superajuda e amenizaram o sofrimento.

Mas depois caí, machuquei o joelho e não conseguia mais fazer os exercícios. Voltei a eles agora em janeiro. E então chegou a hora de consultar o Dr. Daniel Carvalho, ortopedista e triatleta muito requisitado aqui em Florianópolis por ser especialista em problemas ocasionados pela prática de esportes – para vocês terem uma noção, a consulta com ele foi agendada naquele mesmo outubro, para este mês.

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Dr. Daniel Carvalho, ortopedista especialista em esportes e triatleta

Depois de explicar meu caso e de passar por mais uma série de exames, mais raio x e a leitura da ressonância, veio o diagnóstico: eu nasci com um pequeno problema (de base) no quadril chamado retroversão acetabular, que nada mais é do que um ‘erro’ de posicionamento no meu quadril.

Isso não seria nada grave se eu não corresse – tanto que vivi sem essa dor por muito tempo. Ocorre que o impacto causado pela corrida no meu quadril aliado ao não fortalecimento do core e à falta de exercícios específicos para pernas e bumbum fazem eu sentir este desconforto.

A boa notícia é que eu posso continuar a correr, mas a partir de agora e para sempre, terei de fazer exercícios (fortalecimento do core, reequilíbrio do quadril, liberação miofascial entre outros) recomendados por fisioterapeutas e sempre sob orientação do professor da academia. Também tenho outra consulta agendada com o Dr. Daniel Codonho, especialista em quadril, mas esta é só para março.

Sempre olhando para o copo meio cheio – de que sempre há um aprendizado em tudo o que acontece com a gente -listo abaixo os sete ensinamentos que me foram proporcionados com essa história toda:

  • Musculação é mais importante do que você imagina – desde que comecei a correr, em 2011, sempre soube que era importante aliar a corrida à musculação. E sempre levei isso a sério, mas ocorre que ela é mais importante do que a gente imagina, e por isso vou focar cada vez mais nisso e nunca mais vou pensar em boicotar os treinos.
  • Você precisa fortalecer o core – mais do que nunca eu prometo que nunca mais eu vou deixar de fazer esses exercícios. Além de tirarem a minha dor – e me deixar mais saudável -, tenho certeza de que vão deixar minha barriga bem mais bonita. Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos.
  • Você precisa procurar e treinar em uma academia que te trate como o atleta que você é – somos corredores – amadores, mas somos – e é assim que precisamos ser tratados. As academias precisam nos dar atenção e focar nossos treinos na preparação para as provas de rua/rústicas, meias e maratonas da vida.
  • É importante você procurar um médico, sim, a qualquer sinal de incômodo – podem me chamar do que quiserem… eu vou mesmo no médico porque eu amo correr e não quero nunca ter de parar de praticar esse esporte que me faz tão feliz e me proporciona conhecer tanta gente legal.
  • A dor pode fazer você treinar menos e reduzir a velocidade – por ter sentido muito incômodo, não consegui treinar como gostaria e isso acaba se refletindo no aumento do tempo e na redução da velocidade. Algo pontual e passageiro, segundo o Dr. Daniel. Apenas preciso dar tempo ao tempo.
  • Ortopedista, fisioterapia, assessoria de corrida e academia têm de trabalhar juntos pelo seu bem – este é o ponto crucial a partir de agora para mim. Temos de procurar todos esses profissionais, sim, ouvir tudo o que eles falam, sim, e ainda fazer com que suas orientações sejam seguidas também pela assessoria de corrida e pelos professores de academia que montam e acompanham os nossos treinos.
  • Nem sempre o plano de saúde será seu amigo nessas horas, mas é importante que seu chefe seja legal – infelizmente esta é uma verdade que eu não gostaria de contar, mas acredito que todos já devem ter tido alguma experiência neste sentido. O plano de saúde não está nem aí para quem precisa de atendimento de especialistas, o que é lamentável, porque ninguém paga barato para ser tão mal atendido. Por outro lado, só tenho a agradecer aos chefes – o antigo e o atual, por entenderem a necessidade de chegar mais tarde ou sair mais cedo para as consultas.

 

Carolina Spricigo

Jornalista, assessora de imprensa, gestora de marketing digital, gestora de conteúdo, blogueira do Mulheres na Pista, corredora e mãe do Bernardo. Feliz.

Um comentário em “Os 7 ensinamentos que a dor no quadril me proporcionou

  1. Estou com o mesmo problema pela prática de tênis,que resultou em inflamação do púbis. Meu médico prescreveu fortalecimento do core e reequilíbrio do quadril. Ainda estou na fase de fisioterapia para tirar a dor, para depois iniciar os exercícios, mas estou curioso para saber que tipo de exercício é. É musculação clássica ou exercício tipo pilates ou RPG ? Não estou querendo que me prescrevam os exercícios. Apenas matar minha curiosidade sobre como seriam. Também procuro médico sempre que acho necessário, porque quero preservar a longevidade no esporte que escolhi. Grato pela atenção.
    Diamantino Carvalho.

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