Treino na rua, buracos, quedas, joelhos machucados e… princesas

No meio do caminho tinha um buraco. Tinha um buraco no meio do caminho. Parece poema, mas não é. E o meu treino desta terça, que hoje deveria ser de 35 minutos em ritmo leve, se encerrou em menos de 25. Na ida eu já tinha visto o tal do buraco, que não é nada iluminado porque em Santo Antônio de Lisboa quase sempre há postes com a lâmpada queimada, mas passei tranquila por ele.
Não sei o que aconteceu na volta – talvez eu estivesse naquele momento de pensar em tudo e nada ao mesmo tempo. Estava viajando e acordei caindo no meio da rua e ralando muuuuuito o joelho esquerdo. Ele inchou na hora e sangrou. Ralei as mãos. Me apavorei, porque sempre há movimento de veículos por lá. Por sorte, nada de mais grave aconteceu.
A parte boa é que eu caí na frente da casa do Frank, o melhor chargista do estado, meu amigo. Não tive dúvidas: saquei meu celular da pochete e mandei uma mensagem no Facebook dele. “Frank, me salva. Caí na frente da tua casa e machuquei o joelho”. Ele respondeu: “Salvo. Tô indo” e em menos de dois minutos apareceu com um jarro de água numa mão e a Clarinha, a filha dele de cinco anos, com uma solução para ferimentos, na outra. Na verdade, não era a Clara, era a princesa Aurora.
Uma graça de menina que falava e falava e me contava várias histórias para me deixar mais tranquila. Quando o Frank subiu para pegar a chave do carro e me levar para casa ela voltou com uma muda de rosas cor-de-rosa para me dar. Uma fofa. Queria que parasse a dor, eu acho. A vizinha do Frank também ajudou trazendo gelo para eu colocar no ferimento. Todos muito queridos e me fizeram mais uma vez entender que quando a gente tem amigos nunca se está sozinho.
Bonito ver que as pessoas ainda se importam com as outras e que princesas também salvam, socorrem. Clarinha/Aurora e Frank, obrigada pela carona, pelo apoio, pela toalha, pelo lencinho, pelo papo – e pelas rosas, que no fim de tudo voltaram para casa, porque a Clara ficou em dúvida se queria que elas ficassem comigo. Valeu a intenção e o carinho.
Sobre o buraco: Frank disse que ele foi feito pela Casan e que ficou uns dias aberto. Depois de solucionado o problema, fecharam, mas o calçamento afundou. Como não há iluminação adequada nem calçada naquele trecho, corri na rua e levei a pior. Vamos torcer para quando eu voltar deste tempo forçado sem treino as coisas tenham melhorado.
Sobre mim: estou bem. Colocando gelo e passando água oxigenada, soro e mais gelo para tentar desinchar o joelho da batida e não infeccionar.


Cair em frente a casa de um chargista e ser acalmada por uma princesinha,esses fatos dariam uma ótima crônica!Boa recuperação e volte a correr logo!
Abraço.