Mulheres na trilha: minha aventura no Pico Araçatuba

Mulheres na trilha: minha aventura no Pico Araçatuba

Sábado, dia de dormir até tarde, curtir um dia de preguiça. Certo? Errado!

Mas nem por isso o dia foi ruim por acordar às 4h30, viu? Foi sensacional na verdade. Saímos de Joinville eu e o Jean do GRM – Grupo de Resgate de Montanha rumo ao Pico Araçatuba no Paraná. Junto com a gente ia o Garuva e o pessoal da Life Well, assessoria de Corrida de Jaraguá do Sul.

Chegamos ao pé do morro e nos preparamos. Foi hora de ir ao banheiro, verificar se a mochila tinha tudo o que precisávamos como itens de segurança – apito, manta térmica – mantimento – barras de cereais e mochila de hidratação abastecida. Afinal, eram 13 km subindo e descendo o morro.

Partimos emeu ritmo cardíaco já começou a acelerar. Imagina, tudo povo que corre, então nada de passadas lentas. Como estava estreando minha mochila de hidratação, ela não estava bem certinha pra mim e estava me apertando. Só fui ver isso depois.

Para não correr o risco de ninguém se perder ou se machucar, o Alan havia passado algumas regrinhas antes de começarmos a aventura. Entre elas, não olhar para trás e cada um cuidava do coleguinha.

O Alan ia na frente mostrando o caminho nas trilhas e o Garuva atrás do pelotão. Assim ninguém ficava para trás. Muito bom já que éramos um grupo grande, com 20 pessoas.

O dia ia amanhecendo conforme íamos subindo. E a vista já de cima é sensacional. Por eu estar com um tênis que não é para trilha confesso que sofri um pouco com escorregões. Mas isso não me deteve.

Mulheres na Trilha

Claro que fiquei por último. Ou melhor, penúltimo, já que o Garuva estava atrás de todo o povo. Mas segui. Tivemos algumas paradas durante a subida. Aproveitávamos para bater fotos, comer. A água, como estávamos com a mochila de hidratação, tomávamos o tempo todo. E o Alan sempre lembrava que precisamos sempre estar muito bem hidratados.

Em um momento vimos uma nuvem de neblina se aproximando. Alan nos explicou que por causa dessas nuvens, e do Pico ser bastante descampado, que havíamos levado casacos corta-vento, pois a temperatura lá poderia cair rapidamente.

Foram quase 5,5 km subindo os 1670 metros de altitude do Pico. A vista lá em cima? Sensacional!! Foi hora de todo mundo querer fazer foto e vídeo lá de cima. O pessoal da Life Well levou inclusive um lanchinho peculiar: torresmo!

Parte do grupo – que era mais forte – foi até o Inferno Verde correndo e voltou. Isso levou cerca de 40 minutos. Enquanto eles foram, outra parte do grupo – eu incluso – ficamos descansando e comendo.

Mulheres na Trilha

Na volta mais fotos, vídeos, comida. E partimos descer. Acha que só porque era pra descer o negócio ficava mais fácil? Errou!

Para vocês terem uma ideia, Alan avisou para ajustarmos e apertarmos os cadarços dos tênis e reforçarmos o nó pois poderíamos pisar em lamaçal e perder o tênis. E adivinha o que aconteceu comigo? Enfiei os dois pés fortes na lama. Mas como havia seguido a orientação, o máximo que aconteceu foi sujar e molhar tênis, meia e meus pés.
Também escorreguei, caí de bunda do chão. Mas também corri – sim, corri da montanha. Foi sensacional! A sensação é maravilhosa e a técnica totalmente diferente. Alan e Garuva mostraram pra nós como deve ser feito.

Seguimos descendo, curtindo a vista, correndo. Foram 5 horas nesse percurso de subir e descer o Pico Araçatuba, com direito a parada em cachoeira para abastecer mochilas e lavar o rosto, risadas, brincadeiras, e muito conhecimento. Sim, pois esse era o objetivo do treino, aprender técnicas para participar de corridas de montanha.

Aliás, isso é importante ressaltar – não faça essas trilhas sozinho. Nós fomos com pessoas que tem conhecimento do caminho, de segurança, primeiros socorros, e tudo o mais que é necessário para correr em montanhas.

E aguardem, que logo tem mais!

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Fernanda Lüttke

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