Mamãe na Pista oficialmente apresentada na Meia de Joinville

Mamãe na Pista oficialmente apresentada na Meia de Joinville

Foi na segunda semana de janeiro de 2017 que recebi a notícia mais esperada, mais aguardada, mas também a mais inesperada dos últimos tempos. Sim. Estava grávida. A partir de então, um misto de felicidade e insegurança, fome, cansaço e sono extremos tomaram conta de mim. Isso sem contar os enjoos. E as dores nas costas.

Queria contar para todos, mas antes precisava saber que estava tudo bem, que o bebê tinha saúde e que tinha todos os dedinhos das mãos e dos pés. Precisei esperar. Escondi comigo essa alegria até o dia em que ouvi o coraçãozinho dele no ultrassom e que o vi se mexendo – ok, confesso que antes disso contei à Fer, aqui do blog, apesar do pedido do marido para guardar segredo. Também compartilhei a notícia com Vini e Grasi, meus professores da Fitness Point Academia, em Floripa, porque precisávamos trocar meu treino, e para a nutricionista Malâni, da Ergosports, de Joinville, que está cuidando da minha dieta.

É uma sensação incrível ver tanta mudança em você em tão pouco tempo. Eu nunca imaginei que fosse sentir tanta fome na vida – aquele tipo que faz a gente levantar da cama à meia-noite para comer arroz e feijão, sabe? Comida de verdade… Jamais esperei não ter vontade de doce. Logo eu, a formiga… Ok. Agradeço muito por isso.

O fato é que minha barriga ainda nem aparece direito e eu já me sinto especial por ter sido escolhida para gerar a vida de um serumaninho que vai mudar todos os meus conceitos e virar tudo de perna pra cima. Que bom. Estou preparada. Esperei a minha vida inteira por essa chegada.

Estou vivendo sensações novas. Meu sorriso se abre de orelha a orelha quando me perguntam como vai o bebê. Tenho certeza que meu olho brilha. Eu nem sei o que dizer a não ser: “Estamos bem. Estou feliz.” Eu sou feliz. Isso que esse serzinho ainda nem começou a chutar – dizem que é um sentimento indescritível. Estou grávida de quase quatro meses e tenho certeza de que esse ano será muito especial para mim, minha família, e para todos que nos amam. Nossa jornada está apenas começando. Sei que além dos momentos bons, haverá coisas nem sempre legais. Eu sei que vou chorar na hora do parto, ainda não sei se será cesárea ou normal, já entendi – ouvindo relatos – que depois que o bebê nasce a gente fica em segundo plano. Que você não dorme mais direito, que não consegue se alimentar como deveria. Sei que serão sempre aprendizados. Assim é a vida “que é bonita, é bonita e é bonita”. Obrigada pelo apoio e pelo carinho de sempre. <3

Escrevo isso para me desculpar da ausência dos últimos tempos. Nunca me senti tão indisposta quanto nos últimos três meses. Estou melhor agora, obrigada, e tenho certeza de que ficarei ainda melhor nos próximos meses.

mamãe na pista

Estreia como Mamãe na Pista

Obviamente que a gravidez fez mudar minha rotina. Continuo trabalhando e depois do expediente me dedico aos treinos de academia, que mudaram e estão focados em cardiorrespiratório. Pouco peso e muita repetição. Apesar de muitas mulheres poderem correr durante este período, fui desaconselhada a fazê-lo – isso tem a ver com a placenta, que está um pouco baixa.

mamãe na pista
De qualquer maneira, fui autorizada a caminhar. E foi na Meia de Joinville que fiz a minha estreia como Mamãe na Pista. Foram 5k de caminhada ao lado de uma moça chamada Luciane. Ela estava lesionada e foi meio que de teimosa participar. Fizemos a prova em pouco mais de uma hora. Saí de lá satisfeita pelo desempenho, mas especialmente, grata pelo carinho e pela receptividade. Este bebê já é muito querido e terá um número infinito de padrinhos, madrinhas, tios e avós. O fato é que também nesta prova eu não tirei nenhuma foto sozinha. Sempre acompanhada de amigos.

mamãe na pista

Meia de Joinville

Que prova foi aquela? Recorde de inscritos – mais de 2 mil. Pouco mais de mil participando dos 21k. Quanto orgulho. Que proporções este evento tomou. Que espetáculo.

Adorei o novo local da largada, apesar de ter achado um pouco estreito o funil – larguei caminhando à frente de algumas pessoas que iriam correr. E olha… fui acotovelada por pelo menos três antes de chegar na Beira Rio. Educação, pessoal, não faz mal a ninguém.
No mais, meus elogios para a camiseta branca – naquele calor ela foi providencial. A medalha era linda. As frutas da Dona Pitanga sempre fresquinhas.

Elogio também para a entrega do kit em dois dias.

A parte ruim, que infelizmente também acontece, fica por conta dos pipocas, que se fizeram presentes em grande número e não souberam respeitar aqueles que pagaram para estar no evento – me contaram que viram um pipoca com quatro copos de água ao mesmo tempo na mão. E se faltasse para os inscritos? Que desrespeito é esse?

Também soube de outro que brigou com uma moça do staff que avisou que as frutas e as águas e isotônicos eram para os atletas inscritos. Ah, tá! Queria medalha também, querido? Não, né? Bem menos.

Outra coisa que também ficou bem chata foi o caso relatado pela Fer de que teve gente cortando caminho. Gente… você não é profissional, não precisa provar nada para ninguém além de você. Não seja desonesto consigo. É feio.

Era isso. Obrigada por chegarem até aqui na leitura. Estaremos juntos em outras provas ainda está ano. Estarei na Joinville 10k, no dia 2 de abril, com todos os nossos amigos. Até lá também já teremos possivelmente descoberto o sexo deste bebezinho que já é tão amado. Beijo para todos. Nos vemos em breve.

Carolina Spricigo

Jornalista, assessora de imprensa, gestora de marketing digital, gestora de conteúdo, blogueira do Mulheres na Pista, corredora e mãe do Bernardo. Feliz.

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