Corrida Ádria Santos para largar correndo e chegar correndo
Conforme prometi no post anterior, escrevo hoje sobre a minha Corrida Ádria Santos, em Joinville. Para mim, a corrida foi o momento de sentir de novo o gostinho da corrida. De largar correndo e chegar correndo. Ok, com intervalos durante a corrida, mas teve corrida. E o melhor: tive comigo a presença da Fernanda durante toda a prova.
Vocês têm noção de quanto tempo fazia que Fer e eu não corríamos uma prova inteira juntas? Uma do ladinho da outra? Nossa, acho que a última vez que isso aconteceu foi na Jaraguá 10K Subway de 2015, na qual corremos a maior parte do tempo juntas e nos separamos quando faltava pouco menos de 1k para o fim.
Atualização: nossa amiga Derlayne lembrou que foi na prova de Pirabeiraba, a Corrida de Piracity, que corremos juntas pela última vez.

Prova para largar correndo e chegar correndo
Como vocês devem estar lembrados, a Meia de Floripa, realizada uma semana antes da Corrida Ádria Santos, foi o meu retorno às pistas. Mas naquela prova eu larguei caminhando por ordem do fisioterapeuta. Na sessão de fisio posterior à Meia, conversei com o Dr. Fabricio e falei que não havia sentido tantas dores e que tinha conseguido cumprir a prova com tranquilidade. Combinamos, então, de, na prova da Ádria, eu fazer os 10 minutos de caminhada de aquecimento antes da largada, largar correndo e chegar correndo, mas ainda intercalando com caminhada.
Chovia fraco e estava frio naquela manhã. E eu confesso que não consegui dormir direito naquela noite só pensando em como seria a prova. Ansiedade de principiante, mesmo. Chegamos ao Centreventos Cau Hansen, estacionamos o carro e partimos para encontrar o povo. Uma passada na barraca da CBS Running para cumprimentar o professor Cristiano e os amigos, e então já era o momento de partir para o aquecimento. Indo para o funil de largada encontrei a Fer, que ostentava um superguarda-chuva e dizia que não ia correr porque estava gripada.
Momento de encontrar os amigos
Quando encontramos a Nona e a Lídia, duas amigas que conheci na Night Run Brusque, e a Gabi e o Binho, minha irmã e meu cunhado, Fernanda decidiu que poderia correr ao meu lado a prova de 5k, uma vez que eu faria a prova intervalando corrida e caminhada. Assim fomos. Sei que pudemos conversar sobre tudo e colocar a conversa em dia – tudo isso sem desviar o olho e os ouvidos do relógio, que apitava e vibrava a cada período de corrida e caminhada. Foi uma corrida leve, porque estava bastante feliz com a presença da Fer, mas ao mesmo tempo pude me concentrar e seguir à risca as orientações do fisio.
Depois de terminarmos a prova na qual pude largar correndo e chegar correndo, foi o momento de encontrarmos todos os outros amigos que não se deixaram abalar pelo mau tempo. Encontramos Betina e Iuri, Marciano, July e Junior, Lenita…

Obviamente que fui tietar a Ádria Santos, atleta de quem sou fã.
Mas, especialmente, encontrei e pude conversar com os queridos primos Cleiton e Rodrigo Tamazzia, que estrearam na prova da Ádria Santos a tão sonhada cadeira de rodas especial para a prática de corrida. Fiquei emocionada ao ver esses dois juntos, sorrindo, realizados e, ainda por cima, ostentando um troféu muito bonito. Um símbolo da amizade, do carinho e do amor pelo esporte e pela saúde.

Sobre a prova Corrida Ádria Santos
Corrida boa e com percurso bastante conhecido pelos corredores da cidade, a prova em homenagem à atleta Ádria Santos é sempre especial. Então, aqui embaixo vou falar dos pontos positivos e negativos sob meu ponto de vista, ok?
Pontos positivos
– Prova muito bem organizada, com percurso sinalizado;
– Água geladinha nos postos de hidratação e no fim da prova;
– Frutas fresquinhas e gostosas para os corredores;
– Camiseta, troféus e medalhas lindos, lindos, lindos;
– Valorização dos atletas até o 5º lugar nas categorias de 10k;
– Premiação em dinheiro para os atletas;
– Incentivo à doação de lacres de latinhas de refrigerante e cerveja para incentivar a campanha Lacre Amigo.
Pontos a melhorar
– Como estamos sempre em diversas provas, achei que o kit podia ser um pouco mais recheado. Obviamente que entendemos que a crise está aí e chegou para todos e certamente o mundo das corridas também sofrerá com isso…
– Acho que a prova poderia ter tido uma participação maior dos atletas se o valor da inscrição fosse mais acessível. Não que no início não foi. As inscrições começaram a ser vendidas a R$ 50 e já em março passaram a R$ 75. Não sei para os outros atletas, mas é muito difícil para algumas famílias conseguir se organizar com tanta antecedência para participar da prova. Minha sugestão é que, se possível, as pessoas tenham até meados do mês anterior à prova para conseguir fazer a inscrição com um preço um pouco mais acessível. Assim como falamos na crise que atingiu as cotas de patrocínio das provas de corrida de rua, a crise também mexeu no povo do brasileiro.
– Gostaria que houvesse premiação para categorias nos 5k, pelo menos para os três primeiros colocados. Como sempre falo – e não me custa nada repetir – este povo que está começando no mundo da corrida se sentiria muito valorizado e incentivado a treinar mais e mais se soubesse que haveria premiação.



