Corrida Pedra Branca para testar os limites dos corredores

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Depois de duas semanas sem treino e de correr 3,8k em vez de 5k na Night Run Brusque, conforme a Fernanda comentou com vocês, voltei para as pistas na manhã deste domingo para prestigiar a Corrida Pedra Branca, na cidade criativa Pedra Branca, em Palhoça, do ladinho de Florianópolis. Corrida com 3k, 6k e 12k – distâncias diferentes das usuais – e muito bem organizada.

Como ainda estou sentindo muita dor no quadril – estou cuidando, gente, juro! – me inscrevi nos 3k para ao menos participar da prova. Fui apreensiva, porque, para mim, corrida tem de ser sinônimo de felicidade e realização, não de dor. Confesso que me senti muito feliz por estar lá. Apesar de ter chovido no sábado à tarde e à noite e de o domingo ter acordado meio emburrado, estava muito, muito quente. Foi uma prova para testar os limites dos corredores.

Com os fones de ouvido a postos, partimos pontualmente às 9 horas. E então foi o momento de testar o meu desempenho, que certamente já não é dos melhores. Já no primeiro quilômetro dei de cara com duas subidinhas não muito íngremes, mas que me deixaram apreensiva. Senti dores. Subi. Corri. Não parei. Fechei a prova em menos de 17 minutos (16min52seg) e fiquei muito, muito feliz e satisfeita – mas com dor.

Estava calor, abafado mesmo, e eu realmente esperava que tivesse mais de um posto de hidratação durante a prova. Havia um, depois do km 2. Bem pouco, se levarmos em consideração que a Pedra Branca é linda, mas composta de muito concreto e que não foi beneficiada com vento no momento da corrida.

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Gabi, Jana, Martini, Ana Paula, Carol e Celina

Fiquei feliz de reencontrar ex-colegas de trabalho (esse povo aqui de cima), que ajudaram a deixar a corrida ainda mais feliz. Obrigada também ao Diogo Vargas, um dos melhores repórteres que conheço, que fez as vezes de fotógrafos para a gente.

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Adorei também conhecer a Aline, essa mocinha ali de cima, que estava estreando no mundo das corridas. Ela foi com o namorado, também estreante, e com a mãe (Meg) e o pai (Silvio), que estrearam em corridas na Night Run Costão do Santinho. Havia conhecido a família toda no sábado, na entrega do kit, e hoje fiz questão de dar um abraço nela depois da prova. “A Corrida Pedra Branca foi incrível e certamente será a primeira de várias”, disse a Aline.

Que bom, querida. Vou adorar te ver sempre nas próximas. Outra pessoa que conheci na corrida foi o Márcio, um cara legal que estreou neste domingo nas corridas também. Ele adorou saber do blog Mulheres na Pista e disse que iria apresentá-lo à esposa dele, porque ela também quer começar a correr. Fiquei bem feliz.

Também conheci o projeto Vento Sul, que é a proposta de um dos corredores que estavam lá. Ele é apaixonado por corrida e utiliza o mesmo amor para incentivar crianças que vivem em situação de vulnerabilidade social a correr. Já marquei um treino com todos eles. Nos próximos dias conto tudo pra vocês.

SOBRE A PROVA

Evento muito bonito e organizado, mas que, ao meu ver, tem algumas coisinhas que podem melhorar para ficar ainda melhor. Por isso, listo abaixo as minhas considerações sobre o que eu gostei e do que pode melhorar:

Pontos positivos
– Entrega dos kits: realizada em dois dias, na sexta e no sábado, possibilitou que as pessoas se programassem para ir buscar o kit quando achassem melhor. Eu, mesmo, programei de ir almoçar lá no sábado com o marido para aproveitar a estrutura;
– Lugar:
a cidade criativa Pedra Branca é linda e eu adorei conhecer o local;
– Organização: prova bem organizada;
– Infraestrutura: ruas bem pavimentadas e sinalizadas para a prova. Havia ainda sinalização da quilometragem durante a prova;
– Distâncias diferenciadas: correr 3k, 6k ou 12k é interessante e foge do comum que é correr os tradicionais 5k e 10k;
– Respeito pelos atletas: a premiação começou apenas depois que a última corredora passou pela linha de chegada;
– Pós-prova: frutas (banana, maçã e melancia) fresquinhas, água, biscoitinhos, barrinhas de cereais, isotônico e massagem para os corredores foram muito legais.

Pode melhorar
– Entrega dos kits 1: não teve entrega do kit no dia da prova para as pessoas de fora da cidade. Isso fez om que eu fizesse mais de 100km em dois dias para participar do evento. Isso deixa as pessoas um pouco desanimadas de participar das corridas longe de casa;
– Entrega dos kits 2: as meninas que entregavam os kits eram muito simpáticas, mas não sabiam nada sobre o percurso e a prova em si. Quando fui pegar o meu kit, um corredor pediu para ver o percurso, e a moça respondeu para ele que não tinha o percurso impresso, mas que ele estava disponível no site. E ele: “Qual é o site?” E ela: “Ai, vou ficar devendo essa informação”.
– Horário da largada: 9 horas é muito tarde para uma prova de verão;
– Guarda-volumes: localizado bem longe do local da largada e sem informações;
– Postos de hidratação: levando em consideração que estamos no verão e o tempo abafado dos últimos dias, a organização poderia ter previsto dois postos de hidratação. Em vários momentos antes e depois da prova ouvi pessoas dizendo que pensaram em desistir de participar por causa do calor;
– Premiação para categorias: premiação apenas para os cinco primeiros colocados geral masculino e feminino e para maior assessoria ou grupo de corrida. Continuo batendo na tecla de que premiar as categorias é a melhor forma de incentivar os corredores a participarem cada vez mais dos eventos;
– Não divulgação dos resultados pós-prova: fazer as pessoas ficarem esperando a premiação para ver a sua classificação não é legal. Tomara que na próxima edição isso não aconteça.

RESULTADOS
Para quem não conseguiu ver os resultados, clique aqui.

 

Carolina Spricigo

Jornalista, assessora de imprensa, gestora de marketing digital, gestora de conteúdo, blogueira do Mulheres na Pista, corredora e mãe do Bernardo. Feliz.

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