Meia Maratona de Joinville 2017: o que a cabeça esquece, mas as pernas e o coração não!

Meia Maratona de Joinville 2017: o que a cabeça esquece, mas as pernas e o coração não!

Vou contar um segredo pra você: faz cerca de um mês que não consigo treinar direito. Tive uma mudança muito grande na minha rotina e, por causa disso, não estou conseguindo treinar como deveria.

Desde o início de fevereiro estou acordando cerca de uma hora e meia antes do que acordava normalmente. Além disso passei a almoçar no novo trabalho, e nada de sonequinha pós almoço.

Já chorei, me senti mal, mesmo com várias pessoas dizendo que meu organismo vai se acostumar e eu vou conseguir voltar. Mas pelo jeito o que a minha cabeça está esquecendo, as pernas e o coração não largaram, que é o amor à corrida!

Meia Maratona de Joinville 2017

Fiquei preocupada durante todo o sábado. Não sabia se ia conseguir correr toda a prova, os 10 kms que eu havia me proposto. Sabia também que o calor seria um empecilho. Mas fui mesmo assim, determinada a dar o meu melhor!

Quando cheguei e vi aquele tanto de gente reunida – só nos 21 km eram mais de mil inscritos – lembrei da emoção que senti um ano atrás, quando eu mesma estreei na Meia Maratona.

Era uma atmosfera linda, cheia de gente determinada. E eu torci por eles. (torci e gravei a largada).

Reencontro com amigos

Antes de partir pra pista foi a hora de reencontrar amigos das Mulheres na Pista. Muitos deles eu só havia visto na São Silvestre. Imagina a saudade!! Teve abraço, riso, recomendações, fotos.. ôh coisa boa!

Pessoal da 42 k se preparando para a prova

A prova

Depois foi a hora de me preparar. Fui pro funil de largada, fiz alguns exercícios e contagem regressiva: era hora de correr.

Saí de leve, o calor estava realmente forte e sabia que se forçasse muito não conseguiria terminar a prova. Por um período acompanhei as amigas Denise e Shica. Mas logo a Denise seguiu em frente e a Shica e eu ficamos para trás.

Seguimos num trote leve, ela também não estava conseguindo treinar direito nos últimos dias. Fomos assim até perto do km 2,5. Lá ela começou a andar e eu segui.

Depois do km 5 eu comecei a me sentir melhor. As pernas ainda pesavam, mas iam já automaticamente, como se lembrassem o que devem fazer. O coração também aguentou firme e eu fiquei pensando o tempo todo nos atletas que se desafiavam nos 21 km.

Pensava também em como eu pude fazer 21 km naquele calor? É algo muito difícil!

Quando estava quase no km 7,5 vi os primeiros colocados da Meia Maratona passando por mim. Escoltados e velozes, como conseguem?? Entre eles estava o Cafu, corredor da cidade que conhecemos pessoalmente na São Silvestre. Pensa numa pessoa gente fina!

Quem também eu vi passar foi o Juliano Silva com o Rodrigo Tamazzia. Eles fizeram os 21 kms, gente, com o Juliano guiando o Rodrigo durante toda a prova! Juro que fiquei arrepiada ao vê-los!

Ao fim da prova ainda consegui dar um sprint, sei lá com que forças, acho que baixou a Ivete Sangalo na pessoa!! rsrs

Manifesto Liberte sua Pancinha

Prometi para mim mesma que não iria passar mais calor nas provas por correr de camiseta, por isso decidi fazer o Manifesto Liberte sua Pancinha. Sim, fui de top a prova inteira. Até prendi o número de peito no shorts/saia para não dar desculpas.

Além da marca linda de top que ganhei, vi que correr de barriga de fora não é um bicho de sete cabeças e nós temos que nos sentir confortáveis e bem com nosso corpo, sem neuras! Ele, e a gente, merece!

 

Pós-prova

 

No fim da prova foi aquela festa, recepção do nosso narrador preferido Fabrício Smangorzewski, as frutas gostosas e fresquinhas da Dona Pitanga e o encontro com os amigos. Teve também muito paparico à Carol, mas isso ela conta no post dela 😉

Pontos Positivos

– Organização como sempre impecável. Achei muito interessante colocar o pórtico de largada/chegada ao lado da Escola do Teatro Bolshoi, no Centreventos. Assim o estacionamento de trás do local virou uma linda praça de corredores e barracas de assessorias! Acho que também ficou mais fácil para organizar o trânsito!

– Água geladinha em muito mais pontos que o usual, o calor era grande e a organização pensou nisso muito bem!

– Frutas fresquinhas, medalha linda, narração maravilhosa, que saudades que eu tava de correr na minha cidade!

– Acho eu que a opção de inscrição com e sem camiseta é muito bacana, isso dá mais oportunidade para quem quer pagar mais barato.

– Foi lindo ver tanta gente na prova, não só nos 21 km, mas também nos 10 km, 5 km e caminhada!

– Entrega do kit em dois dias é bem bacana!

Pontos a melhorar

– Não sei o que a organização pode fazer para evitar, mas soubemos que teve gente cortando o percurso… feio, né (aguardem post sobre isso em breve).

Fernanda Lüttke

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