92ª São Silvestre: se vier, traz água!
Quem gosta de esporte já deve ter passado alguns minutos em frente à TV no dia 31 de dezembro acompanhando a famosa Corrida Internacional de São Silvestre. A prova que acontece no último dia do ano, em São Paulo, reúne atletas de todo o país. E os desafia a percorrer 15 quilômetros por várias de suas famosas ruas e avenidas, incluindo a Avenida Paulista, a Consolação, e a temida Brigadeiro Luiz Antônio.
A preparação
Carol e eu nos programamos já no início de 2016 para participar da prova. Em março, quando abriram as vendas das passagens de avião, compramos as nossas de ida e de volta, o que nos rendeu uma boa economia.
Depois disso foi reservar o hotel – ficamos no Ibis Buget da Consolação, que recomendamos muito. E por último fazer as inscrições.
A viagem
Saímos de Joinville no dia 29, pegamos o voo das 10h05 rumo ao aeroporto de Congonhas. Céu de brigadeiro na Manchester Catarinense e viagem tranquila até a capital paulista.

Chegando lá fomos ao hotel – Rosimar, Vivi e eu havíamos reservado outro ali perto, mas como estava sem condições – graças à Papai do Céu – conseguimos um quarto no mesmo hotel dos outros coleguinhas!! Uhull!
Antes da mudança de hotel ainda fomos almoçar num shopping na Avenida Paulista bem pertinho. E pegar o kit, no ginásio que eu não lembro o nome nem a rua, mas em compensação lembro da rua que era em frente ao local, e se chama Joinville, acredita? Várias fotos com a placa, com certeza!
Programete especial
Depois da mudança – que foi feita embaixo de chuva – Gerson, Carol e eu – partimos para um visita muito especial. Como sou fã do trabalho realizado na ESPN Brasil, conversei com a equipe de lá e consegui uma visita ao local. O fato de Carol e eu sermos jornalista, é claro, ajudou bastante.

Passamos a noite de quinta assistindo um maravilhoso jogo do College Football ao lado de Everaldo Marques, na narração, e Antony Curti, nos comentários. Eles e toda a equipe da ESPN Brasil nos receberam de braços abertos, super simpáticos, foi lindo!


Foi maravilhoso também conhecer o prédio onde abriga a ESPN Brasil onde foi também a TV Tupi, o SBT e a MTV Brasil.
Dia pré-corrida
Na sexta ficamos um pouco mais na cama, todos tinham ido dormir mais tarde. Acordamos e fomos uma panificadora/cafeteria super perto do local, a Bella Paulista. Que lugar lindo e gostoso e preços super bons. Mais um local onde fomos bem atendidos e recebidos em São Paulo. Nossa, ficamos até mal acostumados!
Depois do café uma visita ao Museu da Imagem e do Som para vermos a exposição sobre a vida e carreira do patrão Sílvio Santos. Tinha até o barril do Chaves onde todos – até eu que não sou tão fã – nos divertimos fazendo videozinhos.

Cansados, almoçamos e fomos para o hotel descansar, afinal a Maria Fernanda, mais uma da trupe, estava chegando e o grande dia de correr também.
Quando a Maria Fernanda chegou me mudei para o quarto dela, como havíamos combinado. Ela então foi bater perna e eu fui com os colegas jantar. Carboidrato na veia, é claro! Então partiu dormir. Mas, dormir como?
Eu e todos os colegas ficamos rolando na cama. Eu acordei várias vezes. Isso que já havia deixado tudo pronto, número de peito na camiseta, chip no tênis, roupa separada.
Chegou o grande dia!
Gente, quem disse que a gente dorme num dia pré-São Silvestre? Acordava a cada meia hora! A garganta tava irritada por causa do ar condicionado mas nada que atrapalhasse. Depois de pronta fomos comer algo, já que, conforme o Cristiano, da CBS Running avisou, o café seria demorado. Encontrei a Carol no quarto dela e pegamos o elevador, que já estava cheio de corredores. Assim como os corredores do hotel e o saguão. Encontramos os amigos das Mulheres na Pista e partimos para o local da largada.

Ver a Avenida Paulista fechada para a maior prova de corrida de rua do Brasil foi emocionante. Todos indo para a largada, fazendo vários registros. Nosso amigo Rosimar comprou uma bandeira da Chapecoense com a frase: Força Chape! Foi lindo ver o povo gritando “Vamo, vamos, Chape”, toda vez que o via!
Andamos um bocado até achar o setor da nossa largada, ou da maioria de nós, o setor lilás. Lá ainda fizemos fotos com mais gente, amigos dos amigos, só gente boa. Uma das fotos, inclusive, foi feita pelo Leandro, fotógrafo que encontramos sempre nas corridas em Santa Catarina.
A largada
Deu nove horas. Foi feita a contagem regressiva e… começou! A mulherada então começou a chorar, emocionada, e eu só tremia! Foram quinze minutos para então passarmos no pórtico de largada e começarmos efetivamente a correr a São Silvestre.
Logo de cara reencontramos o Cafu – corredor de Joinville, daqueles bons mesmos, e que estava acompanhando a namorada. Também vimos o Tiririca, entre outros corredores fantasiados. Tinha até um de Ayrton Senna. Só não me pergunte como ele aguentou aquele calor.
Tentamos ir em pelotão, queríamos curtir a prova juntos, mas a multidão era tanta que não teve como e acabamos nos separando em grupos. Mais lá na frente eu encontraria a Carol e iríamos juntas até a linha de chegada que, com o Rosimar, cruzamos de mãos dadas.
Juro para vocês que não foi fácil, muito sobe e desce, poucos postos de hidratação e muito calor. Tinham momentos em que era impossível correr a não ser que fosse num leve trote. Tanto era o aglomero de gente.
Eu olhava para frente e para trás e só via um mar de gente. Foi impressionante. Também aproveitei para admirar a arquitetura da capital paulista. Vários prédios, casas antigas, o Teatro Municipal, o famoso Largo do Arouche, tudo lindo!
Vi também muita gente invadindo os bares e cafés abertos em busca de água gelada. Os ambulantes também fizeram a festa! Enquanto isso Carol e eu sofríamos para conseguir água. Nem precisava ser gelada, qualquer água já bastava. E, assim como vários outros corredores, sofremos em busca de hidratação.
E depois de muito correr chegamos à famosa Brigadeiro. Gente, o que é aquilo? A Avenida Brigadeiro Luiz Antonio é realmente uma prova de fogo, principalmente quando você à enfrenta às 11 horas da manhã de um dia de verão e calor em São Paulo.
Nesse momento encontramos um cara que me chamou bastante a atenção. Ele estava de muletas e dava pra ver marcas de pinos em seus tornozelos. Um amigo o acompanhava, dizia o nome dele, de onde ele tinha vindo e pedia incentivo. Neste momento corredores e espectadores começavam a aplaudir. O amigo fazia isso de tempos em tempos. Foi lindo.
Outra cena linda foi de um senhor que passava por nós, virava e ria enquanto dizia: “tem um velhinho passando vocês”, e seguia em frente. Coisa mais linda!
Carol e eu ainda encontramos um casal de amigos que também, tradicionalmente, fazem fotos nas corridas, o Rodrigo e a Patrícia Philipps. E eles também registraram nossa passagem. Amamos!!
Também vimos muitas mulheres maravilhas, outros super-heróis, uma miscelânea pra lá de bonita. Ao fim, chegamos na esquina da Brigadeiro com a Paulista e aí faltava pouco, apenas alguns metros, e fim! Fizemos a nossa primeira São Silvestre!
Kit e medalha
Após o fim da prova fomos em busca da medalha e kit. Andamos muito, mas muito mesmo até chegar ao local da entrega. Destacamos nosso vale-medalha e , finalmente, a pudemos tê-las em mãos. O kit da prova, composto por um torrone e uma barra de cereal – foi devorado ali mesmo.
Esperamos os amigos chegarem, fizemos mais zilhões de fotos e partiu hotel. Afinal Maria Fernanda e eu ainda tínhamos um avião para pegar.
Mas antes banho e almoço, devidamente paramentada com a camiseta da prova (corremos com uma linda camiseta laranja, patrocinada pela Florense Joinville – todos uniformizados, coisa mais linda!), e a medalha.
Pontos positivos
– A prova realmente é inesquecível. Quem gosta de corrida de rua deve fazer ao menos uma vez.
– Ver tanta gente reunida foi maravilhoso.
– O público acompanhando a prova é um show à parte. Vibrando, incentivando, torcendo. Foi algo emocionante.
– Os corredores fantasiados. Coisa mais linda e emblemática, afinal os vemos sempre pela televisão!
Pontos a melhorar
– Faltou água. Sim, faltou. Se foi por causa do grande número de pipocas (como afirmou a organização) ou não, não sei, mas faltou e isso é muito perigoso. Com a largada às 9 horas da manhã, 0 que eu achei desumano – faltar água colocou em risco a saúde dos atletas.
– Faltou staff.
– O kit pós prova foi o pior que eu vi em toda minha carreira de corredora. Não havia água, nem isotônico – o que numa prova naquele calor, com 15 kms, era imprescindível. Nem frutas, nada! Só um torrone e uma barra de cereal. Com inscrição ao preço de R$ 160, a gente merecia mais!
– Os pipocas – pelas fotos podemos ver que era muita gente sem inscrição, ou com número de peito de outras provas. A gente sabe que a desculpa é sempre de que a rua é pública, mas quem organiza provas paga taxas e outras coisas. Pense nisso!






