Histórias inspiradoras da Maratona de Nova Iorque

Acompanhei a Maratona de Nova Iorque no domingo, da 1º pela manhã. Vários corredores de elite, lutando pelo primeiro lugar no pódio. Algumas vezes, durante a transmissão, a tv mostrava os anônimos lotando as ruas e pontos da Big Apple, mas a partir de segunda-feira, através da página da prova no facebook, esses anônimos ganharam nome, idade e ainda mostraram o quanto podem ter histórias inspiradoras.

A primeira delas eu compartilhei na fanpage das Mulheres na Pista. Saskia van Waaijenburg fez uma cirurgia na coluna vertebral em setembro. Ela conta, aqui você confere o link da entrevista em inglês, que, de uma menina super positiva, ficou dependente de remédios para dor e começou a ter pensamentos suicidas. Mas, a partir do momento em que decidiu fazer a maratona, isso mudou a sua vida. Saskia foi uma das últimas pessoas a terminarem a maratona,fez a prova com a ajuda de um andador com rodas. Ela conta também que o namorado – que ajudou a cuidar dela após a cirurgia, assim como sua mãe – teve que esperar mais de 4 horas após ele mesmo ter terminado a prova, até a chegada de Saskia. Na linha Saskia teve a companhia do namorado e das amigas.

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Outra história inspiradora é de Sondra Rose, 77 anos. Ela também foi uma das últimas a ultrapassar a linha de chegada da maratona. Mas ela não estava sozinha, com ela, todas as pessoas que ela estava ajudando ao arrecadar dinheiro – com a participação da prova – para a equipe de Leucemia e Linfoma Society em programa de treinamento. Ela começou a arrecadar dinheiro para fundação quando o neto foi diagnosticado com Linfoma. Ela completou a prova em nova horas e recebeu um abraço carinhoso do marido, que ela diz, achar que ela é uma super mulher!

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E por fim, os irmãos Kyle e Brent Pease. Brent levava Kyle na cadeira de rodas quando uma das rodas traseiras simplesmente se quebrou. Ainda faltavam 30 quilômetros para finalizar a prova e desistir nem passou pela cabeça dos dois. Brent tentou levar o irmão no colo, mas assim não conseguiria finalizar prova. Foi então que com a ajuda de pessoas que acompanhavam a prova, Brent amarrou a cadeira do irmão para que pudesse ficar no lugar da roda. E seguiu, com dificuldades. O que eles não esperavam é que, ali mesmo, lutando para vencer os próprios limites, uma corredora de Maryland e outro corredor de Nova Iorque fossem ajudar os irmão, e assim, os quatro, ultrapassaram a linha de chegada. Assim como vovó Sondra, os irmãos também arrecadaram dinheiro para sua instituição de caridade através da participação na prova.

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E então, que tal as histórias inspiradoras que separei para vocês? Qual você mais gostou? Com qual se identificou? Conte para nós!

Fernanda Lüttke

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