30 anos de saudades

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Por Carolina Spricigo

Ele não teve tempo de ser meu super-herói, nem de ser o meu primeiro amor e muito menos o melhor pai do mundo. Morreu inesperadamente sete dias antes de eu completar três anos e até hoje eu sinto saudades do pai que não tive e que se despediu da vida no auge, aos 30 anos.

Neste dia 15 de outubro, quando se comemora o Dia do Professor, acordei pensando que há 30 anos vivo sem esse cara que eu só conheço pelo olhar dos outros, pelas histórias contadas pelos outros.

Mesmo não estando perto, não sabendo como era a sua voz, o seu cheiro, não conhecendo direito os gostos, não sabendo como era o calor do teu abraço, aprendi a admirar o esporte e me sinto feliz em pensar que isso teve uma mãozinha desse cara – tá, tudo bem, ele não era atleta profissional, mas dava umas corridinhas por aí.

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Fiz uma oração um pouco diferente da de todos os dias e agradeci pela vida e pelo que aconteceu. Não fiquei feliz por tê-lo perdido tão precocemente, mas entendo que tudo é parte do aprendizado e que é preciso seguir, que nem sempre o caminho será fácil, mas que precisamos estar fortes. Ser fortes. Tentarei levar isso mais a sério. Mas que dói, dói.

Carolina Spricigo

Jornalista, assessora de imprensa, gestora de marketing digital, gestora de conteúdo, blogueira do Mulheres na Pista, corredora e mãe do Bernardo. Feliz.

4 comentários sobre “30 anos de saudades

  1. Obrigado, querida sobrinha, por me trazer o choro reconfortante dos 30 anos de saudade do meu irmão, companheiro ímpar na cumplicidade, que faz o sabor da vida. Beijos pra você, Daniela e Gabriela em quem o Gildo sobrevive.

  2. Parabéns pelo post Carolina, você me fez relembrar algumas histórias que tive com o “Tio Gildo”, certamente ele está muito feliz em ver você correndo e muito mais feliz e orgulhoso pelo caminho que você e suas irmãs trilharam em suas vidas.

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