Leitor na Pista: 50 km do Piraí, de sedentário a ultramaratonista, por Cezar Gomes
De sedentário a ultramaratonista! Eu, Fernanda, conheci o Cezar no dia 31 de dezembro de 2015. Lembro a data exata porque resolvi encarar um desafio até então inédito – correr 15 km – no evento organizado por ele no facebook e chamado de Treino de São Silvestre. A ideia era, assim como os participantes da famosa prova, nós também fizéssemos, aqui em Joinville, 15 km no último dia do ano. Mesmo ficando para trás – ele seguiu ao meu lado, dando todo o apoio. Foi Show!
Agora eu o encontro sempre nas provas e é com muito orgulho que acompanho seus feitos, na corrida e no pedal. A última foi correr sozinho os 50 km da Corrida de Revezamento do Piraí, história de superação que você confere agora!
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Planejamento
No começo do ano (2016) fiz os planejamentos das corridas de longa distância que iria fazer, a Maratona internacional de São Paulo foi a primeira, e o grande desafio seria os 50 km do Piraí, minha primeira ultramaratona, algo que nunca poderia ter imaginado há sete anos.
O dia chegou: 09/07/2016. Depois de cumprir todos os treinos e preparativos, às 04h15 acordei, verifique todos os detalhes e saímos. Às 7 horas foi dada a largada, a prova tinha seis trechos divididos entre fáceis e muito difícil.

A prova
Até o 4° trecho fomos juntos eu, Jean e Valério, em um ritmo muito bom. Na subida da temida Serrinha, nós separamos e começamos a fazer cada um a sua prova. A Serrinha é uma subida forte onde no meu planejamento era caminhar e assim foi feito, na descida comecei novamente a correr, no final desta rua tinha um ponto de transição onde sempre que passávamos éramos incentivados, isto dá muita força para continuar.
Já estava no km 31 e o calor começou a ser sentido e o corpo começou a dar os sinais de cansaço. No km 35 tive uma câimbra no posterior da coxa esquerda, parei fiz alongamento e passei Gelol, massageando.
Voltei a correr diminuindo um pouco o ritmo e sabendo que a parte mais difícil vinha pela frente. Hora de usar a cabeça e colocar em prática tudo que foi treinado. No km 41,5 iniciei novamente a subida da Serrinha pela segunda vez. No topo do morro já tinha batido meu novo recorde de distância, desci em um trote leve e fui confiante para os últimos 4km de prova.
Os últimos kms
No posto de hidratação tomei uma água, tirei uma foto com meu biker e partimos para linha de chegada. Esta parte final é recheada de subida. Faltando um km para chegada apertei o passo e fui recebido pelos amigos que aplaudiam, falavam palavras de incentivo e meu nome!!! Este é um momento de felicidade extrema onde não dá para conter as lagrimas de emoção.
Foi show! Completei com 05:41:55. Farei outras provas como está com certeza!!!
Quero agradecer a ajuda da Conexões TUPY pelo apoio nas provas é com orgulho que visto está camisa.
1° trecho 7,050km 00:38:48 – Fácil
2° trecho 8,070km 00:47:41 – Moderado
3° trecho 9,190km 00:54:26 – Fácil
4° trecho 6,655km 00:46:23 – Difícil
5° trecho 10,345km 01:19:07 – Moderado
6° trecho 8,690km 01:15:28 – Muito difícil
Altimetria da prova

Pontos positivos.
– A companhia de um biker staff ajuda muito em uma prova longa e desgaste como está.
– Passar pelos pontos de troca do pessoal do revezamento é empolgante pois os outros atletas passam uma super energia para continuarmos.
– O almoço no final da prova foi tudo de bom.
Pontos negativos.
– Poucos banheiros no local de largada.
– Alguns motoristas mal educados no caminho ( De praxe ).
Cezar Vianei Gomes.




Parabéns Cézar. Eu também estava lá e achei a prova muito boa. Nunca havia corrido 50 km solo. Foi dolorido mas prazeroso. O importante é a superação independente do tempo.
Parabéns Cezar, grande história, inspiração para muitos!