Corrida e Caminhada do CHO 2018: para se emocionar

Corrida e Caminhada do CHO

Quem me conhece sabe da minha história. Ou não. O fato é que neste ano completaram 15 anos que eu perdi a minha mãe para o câncer.

É claro que com o passar do tempo a tristeza passa. Mas as saudades… ah, as saudades… Essa fica. E em momentos como o da corrida de domingo afloram.

Corrida e Caminhada do CHO

Para quem não sabe CHO é o Centro de Hematologia e Oncologia de Joinville. E sim, a corrida – assim como outras aticidades físicas – ajudam a prevenir o câncer. Por isso a corrida que aconteceu neste dia 8 – Dia Mundial de Combate ao Câncer – é tão significativa. Foram mais de 1300 inscritos.

Eu cheguei lá cedo, queria acompanhar a largada dos 16 km. Antes encontrei a amiga Amanda Donini, que mesmo não muito bem de saúde nos últimos dias, ia enfrentar a maior distância disponível na prova. Ela também perdeu a mãe para o câncer. Imagina as duas com os olhos marejados pré-prova? Pois é…

Emoção a flor da pele

Desejei boa prova e fui para perto do funil de largada para me preparar. Ali encontrei o pessoal do Pernas Solidárias. Entre eles Cleiton Tamazzia – idealizador do projeto – e Gustavo Dudat. Só que dessa vez o Gustavo não estava sendo levado na cadeira como já aconteceu, quando ele se tratava de um câncer. Ele iria ser o guia. Estava admirando a cena no momento que Cleiton decidiu fazer uma oração em agradecimento. A emoção tomou conta de todos ali, e eu, é claro, não me segurei. Foi lindo!

A prova

Largada dos 16k dada, era hora de me preparar para os 10 km. Os cadeirantes e Pernas Solidárias foram na frente. Depois o restante dos corredores. Agradeci a oportunidade e pós contagem regressiva eu parti. Acho que fiquei arrepiada do primeiro passo ao último na corrida.

Fui ficando para trás. Infelizmente uma gripe e a correria da vida tem me feito treinar menos do que eu gostaria. Mas não ia desistir tão fácil. Né?

Lá pelo km 2 uma menina começou a correr ao meu lado. Fomos as duas em silêncio até uma parte da prova. Até que ela me perguntou meu nome. Falei e perguntei o dela: Daiane. De São Francisco do Sul. Estávamos prestes a enfrentar umas subidas na rua Tenente Antônio João. O sol já nos castigava, apesar da largada ter sido às 7h10 da manhã.

Ela me contou que sua mãe fazia os 16 km. Eu contei da minha, que havia perdido para o câncer. Nós duas com nossas heroínas. E assim fomos. Encontramos várias sombras e amigos pelo caminho. Puxamos uma à outra. No fim não tinha mais forças. Pedi para ela seguir pois precisava caminhar um pouco. E lá foi ela.

A chegada foi emocionante – com a narração indefectível do Fabrício, locutor que Carol e eu adoramos e já temos como amigo.

Amigos corredores

Depois das frutas, água, e de mais choro ao gravar o vídeo para o nosso canal no Youtube, reencontrei a Daiane e a mãe dela. Fizemos até foto juntas! Depois juntas dos outros amigos dela. E prometi que em breve vou à São Chico correr. Mais uma prova de que a frase: Corredores já nascem amigos, só falta se conhecerem” é verdadeira.

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Ainda deu tempo de curtir um show de rock com uma banda sensacional que estava lá animando os corredores. O fim perfeito para uma corrida perfeita.

Pontos Positivos

– Água geladinha, vários pontos de hidratação, frutas frescas (claro, da Dona Pitanga). Tudo ótimo.

– O percurso também é ótimo nessa prova, já que o povo que faz 10 km não fica naquelas voltas na Beira-Rio que já enjoaram.

– Staff sempre atencioso e solícito.

– Show pós corrida foi sensacional! Fez muita diferença.

– Até os motoristas que ficaram parados nas ruas interditadas estavam de bom-humor!

Pontos a melhorar

– Eu não tive problemas, mas as últimas corridas que aconteceram ali no Centreventos tiveram falta de banheiro. Se alguém usou, precisou, me conte se foram suficientes…

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