Beach Run Rei e Rainha do Mar 2018: quando os treinos dão resultado

Beach Run Rei e Rainha do Mar 2018: quando os treinos dão resultado

Sete dias depois de participar da 25ª Meia Maratona de Joinville, foi a vez de correr no quintal de casa, quer dizer – correr na praia bem pertinho de casa, no dia 18 de março. Era dia da primeira etapa do Circuito Petrobras Rei e Rainha do Mar, que além da Beach Run (5k), oferecia provas de Natação em mar aberto de 1k (Sprint), 2k (Classic) e 4k (Challenge), Beach Biathlon (1k de natação + 2,5k de corrida), Stand-Up Paddle (4k e 8k), Natação Kids (provas de 200 metros  e 400 metros) e Beach Run Kids (com provas de 300 metros e 600 metros).

7b94caef-b58d-4c33-bbbc-c20d2029a829

Vou me ater apenas à Beach Run, ok? Porque foi a única prova da qual participei. Mas pelo que eu vi as pessoas comentando por lá, o evento e a organização de todas as provas estavam impecáveis.

Como foi a Beach Run Rei e Rainha do Mar 2018 em Floripa

A largada para a prova estava marcada para às 7 horas. A Beach Run de 5k pela areia da praia abriria a manhã de competições. Acordei supercedo, me arrumei. Daí acordei o marido e fui amamentar o Bernardo. Saímos de casa lá pelas 6h15, porque moramos bem pertinho de Jurerê Internacional (fica a 8k de casa), mas eu não queria de jeito nenhum chegar atrasada.

92e5b831-0bcc-4194-8969-48b8527691a3

Só que no caminho para a prova, ficam as baladas mais badaladas da cidade. E enquanto nós tínhamos recém-acordado e estávamos indo para um evento que promove saúde e bem-estar, havia gente – muita gente – saindo da “night” ainda com o copo na mão. Havia um carro capotado no trevo e eu fiquei preocupada de encontrar algum motorista bêbado por aí.

É complicado. Mas imagino que todos que participam de corridas e saem de madrugada de casa devem passar por isso, não? Vou confessar que enquanto eu estava grávida eu rezava para não entrar em trabalho de parto antes das 6h da manhã. Aqui na SC-401 sempre dá acidente na volta das baladas. Ninguém merece. Tem tanta opção para se divertir e chegar seguro em casa, né? Pra que isso?

afa553fb-d0ae-480d-bab8-44ebc7059d97

Mas voltando à corrida. Chegamos ao local da prova, estacionamos com tranquilidade, e saímos em direção à praia. Ao contrário da primeira edição do evento, em 2015, não precisamos chegar supercedo para pegar o chip. Desta vez, ele veio colado no número de peito, então retiramos junto com o kit. O dia estava lindo, tinha sol, mas não estava tão, tão quente – ficou quente depois. Largamos às 7h. Eu estava lá no fundão. Permaneci por lá até o fim da prova.

6253e643-d767-4882-895a-c544e2b548d2
Meus meninos curtindo uma praia antes de começar a prova <3

7ec0bb31-961f-441f-bb4a-5fe7c525843a

4b5348bb-192d-4ffd-8fda-b2bfdf7b277f

Larguei correndo e assim permaneci por 20 minutos. Tinha gente caminhando. Ultrapassei alguns. Depois tive de caminhar um pouco. Acho que por uns 200 metros, no máximo. Corri mais uns oito minutos  e caminhei mais um pouquinho. Bem pouco. Aí já estava chegando a hora de ir até perto do pórtico de chegada, voltar, correr mais 500 metros, e voltar em direção à chegada. Entenderam?

É que a praia de Jurerê tem apenas 2km de extensão. Então tínhamos de ir 2k, voltar 2k, e aí correr mais 500 metros indo e mais 500 voltando para fechar os 5k. Achei isso meio complicado. Mas com a sinalização dos staffs – sempre bem animados – não tivemos maiores problemas.

ede0b4b8-35cd-46f5-b249-1118cdce2926

Numa das minhas caminhadas, conheci a Ana Beatriz, aluna da Just Run. Conversamos sobre as lesões, sobre o Bernardo, sobre voltar a correr. Corremos juntas por um tempo. É tão bom conhecer esse povo que corre <3

Fechei a prova em 39 minutos – quatro a menos do que na Meia de Joinville, na semana anterior. E isso que era na areia, né, gente? Fiquei feliz em ver que os treinos estão dando resultado. Já, já estarei melhor ainda.

O que foi bom

Avaliação minha, ok, gente?
– Entrega do kit organizada por prova. Então os que iriam participar apenas da corrida não precisavam ficar na fila com o povo do stand-up, ou da natação, por exemplo;
– Kit legal: camiseta, barrinha de cereal, número de peito com o chip acoplado – não precisamos chegar mais cedo para retirar o chip – e mochila Mormaii;
– Ainda na entrega do kit: a organização fez uma ação social. Funcionava assim: o atleta que levasse uma lata de leite em pó poderia trocar o produto por camisetas/viseiras/tocas de natação de outras provas. Claro que eu levei a minha lata, né? Ajudar os outros faz bem pro nosso coração;
– Sobre a prova Beach Run, gostei: da pontualidade da largada;
– Do horário da largada;
– Do local da prova;
– Da animação dos staffs sempre incentivando os corredores;
– Da organização do evento como um todo.

92b1f5ef-7b96-4e22-a084-f151afb559fc

a935e8bb-6416-4ae9-a415-b434057864a3

7ed343b2-4426-4438-a7dd-423503fbba72

c4383e6d-b469-4fb5-b50f-c5942df89bed

O que pode melhorar

Olha… não sei quanto aos outros atletas, mas por mim, o que poderia ser melhor nas próximas edições é o seguinte:

– O trajeto da prova. Por mim, ele não precisaria ter 5k. Poderia ser de 4k, para evitar ter de ir e voltar;
– O kit pós-prova (ganhamos a medalha, uma banana e uma caixinha de Whey de baunilha;
– Uma coisa que não tem a ver com a prova, mas que também é importante: precisamos conscientizar os motoristas que vão pra balada a não beber e dirigir. Motoristas, cuidem das suas vidas. Mas cuidem da minha. É o que eu venho tentando fazer.

Vídeo feito após a Beach Run Rei e Rainha do Mar 2018

 

Carolina Spricigo

Jornalista, assessora de imprensa, gestora de marketing digital, gestora de conteúdo, blogueira do Mulheres na Pista, corredora e mãe do Bernardo. Feliz.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *