Primeira prova do ano: TRC Corupá

Antes de começar o post, parabéns Joinville pelos seus 165 anos!

Começando a temporada 2016 de provas com a melhor prova possível: TRC CORUPÁ. Isso porque eu ainda sou iniciante no universo Trail e esta prova me deu uma real visão do que são provas de montanhas. Fiz o Indomit 50k e a K21, ambas provas muito legais, mas com certeza a TRC Corupá exigiu muito mais técnica e preparo.

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Quando me inscrevi para prova, pensei que completaria os 23km em 03:30, doce ilusão. Primeiro porque a prova foi muito mais difícil do que eu pensava e segundo que eu ainda não estava devidamente preparada. Ano começando e eu ainda estou voltando ao ritmo, a parada do final de ano (que não foi uma parada total, mas uma desacelerada) já teve impacto no meu preparo físico. Depois da prova eu saí com a sensação de que eu tenho que treinar muuuuitooo mais para conseguir este resultado!

Humildade minha gente, esta é a primeira lição aprendida!

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Mas vamos à prova:

A organização da prova é da TRC, referência em provas Trail… a TRC também organiza a Maratona dos Perdidos, que é considerada por muitos corredores a prova mais casca grossa que tem.

O trajeto estava superbem sinalizado (o que é muito importante, pois entramos na mata, em trilhas bastante fechadas). Outra questão que eu achei legal foi a sinalização ter diferentes cores para alertar sobre os riscos durante o percurso.

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Sobre o percurso, como prometido, teve paralelepípedo, trilha, single track e asfalto. O que mudou foi que o final teve um trecho maior de asfalto pois não foi possível passar por uma propriedade privada e a organização deve de fazer um ajuste no percurso, de 23k foi para 25k.

Pontos de hidratação, muitos staffs e equipe de socorro nos pontos mais críticos. Me senti segura em todo o trajeto.

Sobre a minha participação:

Larguei no final, bem tranquila porque sabia que não seria fácil a prova. Os primeiros quilômetros foram bem difíceis, apesar de ser um terreno fácil (paralelepípedo, asfalto e estrada de terra) estava muito quente e úmido. Passado o primeiro ponto de hidratação começaram as trilhas e elas foram ficando mais difíceis. Fui tranquila, revezando corrida e caminhada, pois tinha muita lama. Nas single tracks o terreno estava muito difícil, com pedras, escorregadio, havendo até pontos com cordas para apoiar a escalada, pois a inclinação era elevada e o terreno estava bastante escorregadio. Além de treinar perna tem de treinar braço também!

Passado o pior trecho, pudemos contar com a água de um morador, que gentilmente colocou garrafas de água na frente de casa. Nas subidas priorizávamos a caminhada, pois o nosso trote não compensaria o esforço físico e nas descidas íamos correndo.

No último ponto de hidratação havia uma ducha… Ahhh e ela foi revigorante! Limpei meu tênis, pois tinha entrado muita pedra, e aproveitei para trocar a minha blusa – tirei a de manga longa e coloquei a regata da prova. Sabia que vinha o asfalto e eu não estava mais aguentando de calor – imagina com o sol do meio dia na cabeça!

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Este último trecho foi o pior… O calor do meio-dia e o asfalto estava queimando. Nesta hora a generosidade da comunidade foi fundamental. Abençoadas as pessoas que colocaram mangueiras na rua para podemos lavar o rosto e dar uma refrescada.

Cheguei em 05:21 (tempo oficial) – no relógio deu 05:17. Fui desclassificada pelos 00:17, pois o tempo de corte era de 5 horas.

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Poderia ter feito no tempo de corte…? Poderia, pois cheguei superbem e no outro dia estava inteira. Mas também optei por acompanhar a minha mais nova amiga corredora, pois ela estava precisando.

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O objetivo era completar a prova, e isso eu consegui! O melhor troféu são as amizades que fazemos nestas provas, isso vale mais do que qualquer pace!

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Ano que vem estarei lá novamente.

Fernanda Lüttke

Um comentário em “Primeira prova do ano: TRC Corupá

  1. Muito legal. Eu queria ter feito, mas apesar de já ter feito 5 Irons não me arrisco tanto a provas assim, preciso aprender ainda a correr em trilhas e usar os equipamentos certos, principalmente tênis.

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