North London Half Marathon

North London Half Marathon

Estou aqui para contar como foi minha primeira prova internacional. Sempre tive vontade de correr uma prova fora do Brasil e consegui realizar o meu sonho correndo uma prova na Europa.

Foi dia 12 de março, já estávamos com a nossa viagem planejada pra Europa, e saímos em busca de uma prova que estivesse dentro do nosso calendário de férias. Encontramos a Vitality North London Half Marathon, uma meia maratona que percorreria o Norte de Londres, com chegada no estádio de Wembley. Perfeito!

Fizemos a inscrição pela internet, e segundo as orientações receberíamos o Kit em casa. Embarcamos pra Europa na madrugada de sexta-feira, no sábado pela manhã chegamos em Londres. Pegamos um hotel perto da linha de chegada e assim que chegamos no Hotel já pegamos o kit, pois infelizmente o kit não tinha chego a tempo na nossa casa. A corrida já era no outro dia, não tínhamos muito tempo para recuperar o fuso horário, mas isso não seria impeditivo pra nos divertir nesta prova.

Clima tipicamente londrino: chuvinha, friozinho, nos preparamos com a roupa apropriada, carbo, tênis. Como nossa meta era fazer em 2:30’, colocamos este tempo na inscrição, o que nos posicionou na linha de largada. Deviríamos largar na letra F.

Tomamos nosso café, no nosso hotel tinha muitos corredores, logo seguimos a multidão em busca do guarda-volume e da largada.

Nos posicionamos na letra F, próximo ao pacer de 2:30”, na nossa frente uma multidão aguardava a largada, o mesmo acontecia olhando pra trás. Cada um respeitando a sua colocação na largada, considerando o tempo que pretendia fazer a prova, pra não atrapalhar ninguém.

Passamos a linha de largada com 8 minutos de prova, e logo seguimos o percurso. Toda as marcações eram em milhas, então a meta era completar 16 milhas. Os postos de hidratação eram a cada 2 milhas. Também haviam banheiros e entretenimento. É muito divertido, ao longo da prova poder cruzar com uma banda que estava animando a galera.50882201_race_0.7576492344965046.display (1)

Acabamos largando muito forte e tivemos que desacelerar, confesso que a falta de treinos regulares comprometeram a minha performance. Mas como também era a primeira meia maratona do meu marido, sabíamos que não podíamos abusar.

Fomos observando os corredores, os lugares, curtindo as bandas e nos divertindo. A marca de 8 milhas era dentro do Allianz Park, um estádio de Rugby. Passamos pela pista de corrida e um telão na nossa frente trazia o nosso resultado na metade da prova. Foi muito divertido, o telão passava imagens ao vivo dos corredores e o ranking de quem estava cruzando a linha de corte.

Neste momento precisamos fazer uma pausa para ir ao banheiro. Sabíamos que precisávamos avançar mais 8 milhas, era o trajeto de retorno, seguimos tranquilamente com a meta de chegar. Sempre próximos ao pacer, fomos avançando os quilômetros.

Chegando nos últimos quilômetros de prova, pudemos contar com o incentivo dos moradores da região. Muitas pessoas estavam na rua torcendo em incentivando, isso sob chuva, dá para acreditar? Cada palavra de incentivo era gratificante e a motivação para seguirmos.

Crianças, com seus pais, estavam na rua distribuindo balas pros corredores. Aquela dose de glicose final foi o combustível que precisávamos para nos sentirmos especiais e realmente importantes. Fiquei realmente impressionada com este incentivo, não imaginava que isso poderia acontecer em uma prova de rua com corredores amadores.

 

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Já estávamos no último km quando avistamos o estádio, ai era um misto de alegria e o respiro final para chegada. Muita gente batendo palmas, incentivando nesta reta final.

Quando entramos no estádio, era algo mágico e um pouco inacreditável. Pessoal nas arquibancadas, gritando e torcendo. Me senti uma corredora olímpica e pude vivenciar, mesmo que por alguns segundos, o que é correr em um estádio olímpico. Nossa, foi muito emocionante. Cruzamos a linha de chegada completamente realizados e acima de tudo, surpresos por termos conseguido cumprir com o nosso tempo de prova.

Recebemos a medalha, hidratação, frutas. Para quem precisasse havia mantas térmicas, pois a temperatura estava próxima aos 12 graus. Logo à frente a distribuição das camisas de Finisher. Nossa, que alegria! Conseguimos!

Uma prova incrível e muito bem organizada, uma experiência incrível vivenciando o amor ao esporte em outro continente. Recomendo muitíssimo a quem possa viver esta experiência. Sim, o esporte é o mesmo, mas cada cultura traz suas particularidades e poder vivenciar isso me engrandeceu muito.

Um superagradecimento pro maridão que embarcou nesta aventura comigo. Espero poder viver isso em outros lugares do mundo! Isso ai, correndo pelo mundo, vamos que vamos!

Fernanda Lüttke

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