6ª Corrida e Caminhada Rústica do 8ºBPM: noite de superação total!
Superação: substantivo feminino. Ato ou efeito de superar; sobrepujamento. Essa palavrinha linda resume minha noite de sábado.
A noite começou fria, mas lá estava eu, devidamente vestida para correr. A meta? Fazer 10 km sem caminhar. Pode parecer bobagem, mas com as últimas mudanças na minha vida treinar regularmente tem sido um desafio.
Acordar 5h10 da manhã, pegar ônibus, ir para Jaraguá, voltar à noite, treinar. Que fique claro que não estou reclamando, ok?
Mas eu não era a única enfrentando um desafio. O amigo das Mulheres na Pista, Julio Franco e a dona Regina (que a gente contou a história aqui), também enfrentariam 10 km: ele retornando de uma lesão e ela, pela primeira vez desde que começou a correr.
E vocês sabem, né? Corredor gosta mesmo de um desafio. Parece que morde o bichinho.
Eram 18h30 e já haviam muitos corredores lá. Afinal, foram mais de 1400 inscritos nas modalidades 5 e 10 de corrida e 5 de caminhada.
Famílias reunidas, vários policiais militares fardados – sim, há a modalidade fardada – de coturno e tudo!
Os corredores já estavam se organizando do lado “tradicional” quando a organização avisou que o sentido seria trocado. Que divertido! Então nos organizamos, nos posicionamos no funil de largada e antes da nossa largada vimos o pessoal do Pernas Solidárias partir para a prova. Cena linda!
Depois chegou a nossa vez, com estouro de granada – já tradicional nessa prova – para anunciar que a prova começou!
A lá fomos nós! Tivemos que ter cuidado extra pois o tapete vermelho que passamos embolou e algumas pessoas tropeçaram. As tartarugas da pista também são um perigo.
Passado o momento da largada era a hora de correr e aproveitar. Se tem uma coisa que gosto é de correr de forma tranquila. Já fiz meus 10 km em menos de uma hora. Foi divertido? Foi! Mas juro para vocês que correr esbaforida não é das coisas que mais me agradam. Julguem-me!
Como havia me proposto a correr ao lado do Julio, fui de boa e sempre conversando com ele para saber como estava. No caminho encontrei a Regina. Ah, Regina, uma inspiração. Ela estava feliz demais pois o marido havia ido ver ela correr. No meio do percurso o encontrou e ainda lhe deu um abraço. Foi lindo!
Tudo isso inspira!
Chegando no primeiro ponto de hidratação tivemos uma surprezinha chata: não havia água. Não sei se a organização não havia se preparado para tanta gente. Para mim não fez falta, afinal passei o dia tomando muita água. Mas para outras pessoas aposto que fez. Um carro estava chegando com mais água quando passamos. Mas para nós foi tarde.
Seguimos tranquilos. A noite estava fresca, o clima super agradável. Finalizamos a primeira volta da prova com tranquilidade e partimos para a segunda parte da prova.
Haviam menos pessoas na pista, mas isso nem importava, estávamos indo num ritmo super bem, tranquilo. Quando chegamos novamente no post de hidratação que não tinha água, lá estava ela. Sim, houve reposição.
Pegamos água e seguimos. Encontramos ainda o amigo Rodrigo Dacol de bicicleta, com quem fomos conversando. Até quiseram que eu fosse mais forte, mas ah, qual a graça de correr sozinha, né?
Pois no fim da prova, Franco perguntou se poderia dar um sprint final. Mas é claro! E lá fomos nós! E chegamos! Que alegria! Nessas horas a conquista dos amigos é nossa melhor conquista!
E pensar que uma semana depois estaria ao lado da Carol para mais uma conquista, dessa vez dela. Mas isso é para outro post… da 42k de Floripa.
Pontos positivos
Todo o staff super educado e simpático.
A entrega do kit em dois dias.
O percurso feito ao contrário.
Pontos a melhorar
A educação dos corredores ainda precisa melhorar – não joguem copos de água no meio do percurso (jogue no canto da rua se não conseguir jogar no lixeiro).
Não é vergonha alguma ser mais lento ou caminhar. Nesse caso, largue mais para traz, não é vergonha!
A falta de água no primeiro posto.


