Orgulho de ter participado da Night Run Costão do Santinho 2017

Orgulho de ter participado da Night Run Costão do Santinho 2017

Além dos inúmeros benefícios para a minha saúde, a corrida me proporcionou fazer inúmeros amigos, incentivar muitos outros a começar a praticar exercícios e conhecer diversas cidades diferentes das quais eu estava acostumada a frequentar. Participar de eventos de diversos estilos e empresas organizadoras fez Fernanda e eu termos experiências diferentes e aprender a julgar o que é bom, o que não é tão legal e como algo feito por uma empresa poderia fazer aquele pequeno detalhe do evento promovido por outro ser incrivelmente melhor. Acho que essa é uma característica de todos os corredores, que aos poucos, conforme as participações em corridas, começam a selecionar melhor os eventos dos quais participam e a sugerir melhorias.

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Fernanda e eu costumamos sempre fazer isso no blog – com muita humildade, diga-se de passagem. Até porque, como jornalistas e blogueiras, temos de ser muito responsáveis pelo que escrevemos e pela maneira que colocamos as palavras na tela do computador. Isso será lido por muitas pessoas. Pois bem. Fiz este preâmbulo para falar do orgulho que eu tenho de ter participado da edição da Night Run Costão do Santinho de 2017, no último dia 28 de janeiro. Sinto, inclusive, um imenso orgulho por ter conversado por alguns minutos com o organizador do evento cerca de 20 dias antes da prova e sugerir mudanças nas entregas de brindes e alimentos ao final da prova.

O porquê do meu orgulho da Night Run Costão do Santinho 2017

Vou relembrar brevemente o que aconteceu em 2016. Além de uma supertempestade que pegou todos de surpresa e que fez a organização cancelar o percurso de 10k (ok, problemas da natureza são sempre perdoados), a Night Run Costão do Santinho do ano passado ficou marcada pelo gosto amargo do egoísmo de algumas pessoas que, por terem chegado primeiro que os outros, começaram a pegar caixas e caixas de produtos que seriam distribuídos como brindes e levar para casa. Isso fez com que quem chegou depois – eu, por exemplo, cheguei antes dos 40 minutos e quando fui para a área de dispersão me senti como se estivesse no “Ensaio sobre a Cegueira”. Você pode ler meu post completo aqui.
Neste ano participamos novamente do evento. Ele precisava de um voto de confiança. Afinal, a prova é incrivelmente linda e não podia ficar manchada daquele jeito na nossa cabecinha. E a parte mais legal é que fui convidada pela assessoria de imprensa da prova para dar uma entrevista ao jornal Notícias do Dia para falar sobre a Night Run Costão do Santinho 2017 e sobre corrida. A matéria ficou superlegal e pode ser lida aqui. Pouco depois da minha entrevista, enquanto nos despedíamos, tive uma conversa muito rápida com o Eduardo, da organização do evento.
Na maior cara de pau, perguntei o que eles estavam fazendo para a edição deste ano ser diferente da última, com relação à falta de educação dos participantes. Foi surpreendente ver que ele também estava preocupado, porque, antes de 2016, não imaginava que aquilo poderia acontecer. Ele me perguntou se eu tinha alguma sugestão. E então falei pra ele sobre a Jaraguá Night Race do ano passado, na qual foram distribuídos vales para os atletas. O staff também foi bem orientado a só entregar os brindes a quem tivesse este vale. Conversamos sobre algumas outras possibilidades. Ele gostou da ideia. Agradeceu e fomos embora.

No dia da prova, a surpresa

Já na entrega do kit, no dia 28 de janeiro de manhã, eu soube que a organização havia feito algo com relação aos brindes pós-prova. Quando fui retirar os kits da galera, vi as moças do staff separando e grampeando papeizinhos com os nomes dos patrocinadores. Imaginei: “Yes, eles fizeram!”.
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Na hora da prova, o tempo colaborou. Encontramos todos os amigos e fizemos centenas de fotos. Partimos para correr. Eu caminhei durante praticamente todo o percurso – na verdade, corri a largada e a chegada -, pois havia acabado de descobrir que estava grávida e ainda não tinha conseguido ir a uma consulta, fui orientada pelo Vinícius, da academia, para apenas caminhar. Foi o que eu fiz.
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Tudo lindo na largada, os fogos de artifício, as luzinhas piscando praia afora. Encontrei um casal que também estava caminhando e fiquei com eles a prova toda. Foi emocionante mesmo caminhando. Mas a surpresa maior eu tive na chegada, na hora de pegar a minha medalha. Junto com ela, recebi aqueles papeizinhos de vale-brindes grampeados. Meu sorriso se abriu e fui para a fila em busca dos meus brindes dos patrocinadores. Foi incrível. Apesar de um pouco de fila – que praticamente todos respeitaram, diga-se de passagem – consegui pegar todos os brindes. Saí da área de dispersão com as mãos cheias, e tinha um Polenguinho que teimava em cair.
Depois de encontrar um moço do staff que me deu uma sacolinha para eu colocar tudo dentro, de encontrar amigos e algumas pessoas que participaram na edição passada e que elogiavam a iniciativa, fui ao encontro da Juliana, outra organizadora da prova. Fui elogiar e, de alguma forma, agradecer por ter sido ouvida. E então ela disse: “Obrigada você. Eu sei que foi tua essa ideia.”
Minha nada, Juliana. A ideia foi dos outros. Eu só fiz viver as experiências e repassá-las para quem teve humildade de ouvir uma corredora blogueira que tentou ajudar. Que bom que pude contribuir e ver que o evento foi, sim, um sucesso completo. Do início ao fim. Obrigada. E me esperem, porque no próximo ano estarei ali de novo. Desta vez acompanhada também do meu bebê.
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Carolina Spricigo

Jornalista, assessora de imprensa, gestora de marketing digital, gestora de conteúdo, blogueira do Mulheres na Pista, corredora e mãe do Bernardo. Feliz.

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