Corrida de Combate ao AVC: evento de aprendizado e conscientização
Acho que em todos os dias da nossa vida, ela – a vida – tenta nos ensinar algumas coisas que, mais dia menos dia, farão diferença na nossa caminhada e ajudarão nas nossas escolhas. Às vezes – poucas, é verdade – a gente escuta ela conversando com a gente. Mas na maioria delas, a gente dá de ombros e resolve fazer o que a gente quer.
Mas como diz aquela música: a vida “é bonita e é bonita”. E sempre nos dá uma segunda chance para aprendermos e para sermos mais felizes. Na Corrida de Combate ao AVC, realizada no dia 9 de outubro, em Joinville, pude ver umas três centenas de corredores – e entre elas algumas dessas pessoas que receberam uma segunda oportunidade de viver. E de viver melhor.
O evento, realizado pela Associação Brasil AVC, uma entidade é sem fins lucrativos e atua desde 2005 em campanhas de combate ao AVC em Joinville e região, tinha o objetivo de incentivar a prática de atividade física e de uma vida mais saudável. Sabem por quê? Porque o AVC é a principal causa de mortes no Brasil e também a principal causa de incapacidades no mundo. E sabem do que mais? Que diversos estudos apontam que existe 90% de chance de se prevenir um AVC. A gente só precisa evitar os controlar fatores de risco (diabetes, pressão alta, colesterol alto, tabagismo, sedentarismo, obesidade, entre outros).
Exemplo que vem de perto
Dentre as centenas de pessoas que estavam lá, eu pude conhecer uma que já me é muito querida: a Ivanete, 41 anos, que é irmã das nossas queridas manicures Joce e Jo Amaral. No intervalo de um ano, ela teve três AVCs. Ficou internada durante alguns meses e agora segue firme e forte na recuperação da saúde e da fala, que ficou um pouquinho comprometida.
Foi no almoço de domingo com a família que antecedeu o término das inscrições para a Corrida e Caminhada de Combate ao AVC que o cunhado de Ivanete, Ramon Diego, nosso querido amigo que pede as pessoas em namoro no meio das provas, convidou a cunhada para este desafio. Ela, que agora segue direitinho as regras de prática de exercícios de de cuidados com a alimentação, topou. Foram os quatro – Ivanete, Jo, Joce e Ramon – para esta corrida.
O objetivo de Ivanete era mostrar para as pessoas que é possível a recuperação, e também conscientiza-las de que, mais do que tudo, é possível evitar o Acidente Vascular Cerebral. Agora, Ivanete está superfeliz com essa nova fase da vida e tem certeza de que poderá viver muitos e muitos anos ao lado da filha e do restante da família. É tudo o que nós queremos, Ivanete! Saúde! E que possamos nos encontrar em diversas outras provas de caminhada por este Brasil todo.
Sobre a minha Corrida de Combate ao AVC

Eu gostei muito da Corrida de Combate ao AVC, especialmente por ter um percurso diferente do percurso habitual de Joinville. A largada no Mercado Público Municipal deu um charme a mais ao evento. A maioria dos participantes estava de azul marinho, a cor da camiseta do evento e que criou uma onda azul pelas ruas dos bairros que receberam a prova.
Fui acompanhada do marido – porque ele não me deixa mais ir sozinha. Acho que ele tem medo que eu me machuque. Largamos no horário marcado. Corremos de leve por cerca de 10 minutos. Intervalamos com caminhada por dois ou três minutos, corremos mais 10 minutos, e intervalamos mais dois ou três, e voltamos a correr. Quando vimos, estávamos chegando na reta final. E foi lindo, lindo, lindo, ser recebida pelo Fabrício – o locutor dos melhores eventos de corrida.
Sempre fico emocionada. Hora de partir para o abraço e conversar com os amigos sobre mais este superevento.
Pontos positivos
– Iniciativas como esta devem ser sempre elogiadas. Precisamos investir na saúde, sempre;
– As informações dadas ao público que prestigiava o evento foram superlegais para conscientizar as pessoas sobre a importância de cuidar da saúde;
– Frutinhas, água mineral e isotônicos sempre fresquinhos. Parabéns à galera do Dona Pitanga;
– Percurso diferente do habitual – adorei correr lá pelas bandas das pontes do Trabalhador e Mauro Moura. Pude passar correndo em frente às minhas ex-casas;
– Possibilidade de optar também pela caminhada;
– Valor da inscrição bastante acessível e que incentiva a participação das pessoas. Tanto que a inscrição esgotou antes do fim do prazo;
– Medalhas e camisetas superbonitas.
O que pode melhorar
– Este quesito é quase sempre obrigatório quando a gente fala sobre o que pode melhorar nas corridas de rua no Brasil: a educação dos corredores. Não custa nada segurar o copinho na mão e correr até um lixeiro – que tem sempre, no lado da rua – para jogar os copinhos. Se não tiver, ok, joga no chão, mas no cantinho da rua e não no meio, ok?
– Fiquei muito chateada com as pessoas que resolveram cortar caminho no último quilômetro da prova. Elas não respeitaram os meninos do staff e cortaram caminho na cara dura. Então várias pessoas foram prejudicadas – e eu fui uma delas.
– Eventos que envolvem corrida e caminhada precisam ter o cuidado de 1) ter largadas separadas para corredores e caminhantes; ou 2) conscientizar as pessoas que caminham a seguirem pelo lado direito da pista, para deixar a galera que está correndo passar tranquila. Ah! E sem esquecer de não parar de surpresa na frente dos corredores. Nesta prova, uma moça parou para amarrar o tênis e quase foi atropelada por mim, imaginam?


