Rock Run 2016: uma prova pra ficar na memória
Ah, música e corrida! Pra mim a união perfeita! Sim, eu sou daqueles que não consegue correr sem uma música. Crucifiquem-me os que pregam que devemos correr ouvindo o som dos próprios passos e da nossa respiração. Eu sou sim movida à música. Ouço pra ler, pra estudar, pra trabalhar, dirigir, me ajuda a concentrar, a ouvir meus próprios pensamentos. Minha vida precisa de trilha sonora e correndo não seria diferente.
Por isso, acho eu, a Rock Run é tão especial. Porque no meio da prova posso tirar os fones e ouvir música da melhor qualidade ao vivo. É indescritível ouvir nossas músicas preferidas assim. Lembro da banda Soma, do amigo Cesar Silveira, tocando Franz Ferdinand enquanto eu passava pelo posto de hidratação. Isso não tem preço!
Mas vamos começar do começo!
Vamos falar da Rock Run 2016. Dormi mal, estava ansiosa, sonhei que tinha ido para o lugar errado. Pode isso? Parecia que ia correr minha primeira prova da vida. Mas enfim, acordei, comi meu açaí puro, troquei o número de peito da camiseta de manga curta e coloquei na manga longa, me arrumei e parti!
O dia havia amanhecido chuvoso, aquela garoa fina caía e o dia estava fresco. Pensei: melhor assim do que uma chuva torrencial – acredite!
Chegando lá encontrei os amigos do Desafio Running – estavam de integrantes do Kiss!! (aqui você confere o link para o post que eles fizeram sobre a prova). Arrasaram! Também encontrei a Carol e o Gerson logo na chegada, e a Lenita, da CBS. Todos superanimados para essa prova que prometia. E cumpriu!

Depois fui encontrando os outros amigos, das Mulheres na Pista e o povo da CBS Running, todo mundo ansioso. O percurso inédito, a música ao vivo, tudo conspirando para que nossa manhã de domingo fosse inesquecível.

Fiz os exercícios de mobilidade que aprendemos com o professor Cristiano e fui para a largada. Até fiz um vídeo – que você confere na fanpage das Mulheres na Pista – para mostrar a vibe maravilhosa que foi a largada.
Chegou a hora!
Parti determinada! Depois do desempenho horroroso na Corrida da IOT, estava sentindo que este domingo poderia ser um dia ainda mais marcante pra mim. Queria baixar meu tempo.
Então fui, corri como nunca corri antes – confesso! O tempo todo sentia que estava dando meu máximo. Nada de passear! Sentia todo o meu corpo dando 100%. Quando eu pensava em diminuir o ritmo, lembrava dos inúmeros treinos, com subida no Mirante, de tiro na pista e sabia que meu corpo aguentaria! Havia treinado para isso. O percurso quase 100% plano ajudou bastante. As poucas subidas foram só para deixar a prova mais emocionante!
Passei pelos amigos, alguns na minha frente, outros mais atrás, mas todos pareciam estar se divertindo muito! O que é o que mais importa!

No fim o Cris veio me acompanhar, perguntou como eu estava me sentindo – falei que estava com a permanente sensação de que meu coração ia sair pela boca! E foi assim que segui, até chegar na Embraco e ver que o relógio marcava uma hora de prova.
Como demorei a passar no pórtico na hora da largada, pensei que havia alguma remota chance de conseguir fazer meus primeiros 10 km abaixo de uma hora. E não é que consegui!! Parei o aplicativo que marcava 59m39. Já estava muito feliz. Agora imagina quando chegou o SMS do Chiptime confirmando que havia feito minha prova em 59m41? Eu fiquei muito feliz!
Muito megafeliz!
Quem me acompanha aqui sabe que não corro para ganhar troféu, sei que não sou das mais velozes. Mas precisava mostrar pra mim mesma que todos os treinos, sacrifícios, dores nas pernas, momentos longe da família, estão fazendo a diferença. E taí o resultado da dedicação!
Pra comemorar, é claro, fiquei ao lado dos amigos pulando ao som da banda Chuck Jones! Nem sentia mais as pernas, só felicidade! Também aproveitei para compartilhar a felicidade com os amigos – e com o Cris, nosso treinador! Obrigada pela dedicação!!!
No fim, mais música, mais festa, mais fotos, ou seja, manhã inesquecível com certeza!!



Pontos positivos da Rock Run 2016
– A organização da prova estava impecável. Pontos de hidratação no local certo, frutas, água fresquinhos no fim da prova.
– Outro ponto muito importante foi fazer a maior parte da infraestrutura no ginásio da ADE Embraco. Isso fez com que, não importando o tempo – os atletas ficassem confortáveis antes do início e depois do fim da prova.
– Parabéns a todos que organizaram essa prova linda e todos os apoiadores!
– A opção de chopp, e petiscos pós-prova. Nossa amiga Ana dividiu sua bebida com a gente e estava especialmente gelado o chopp. Delícia prum momento pós corrida!
– O fato de ter música ao vivo durante o percurso e no início e fim da corrida tornaram tudo muito especial. As bandas também escolheram um repertório irrepreensível! Parabéns a todas que acordaram cedo num domingo pra fazer aquele som bacanudo pra gente!!
– A camiseta, a medalha e o squizze da prova estão lindos!! Tô louca pra desfilar com minha camiseta nova por aí!
– O percurso inédito (ooobbaaa), maravilhoso!!!
– Não poderia esquecer a cobertura fotográfica do nosso amigo Mauro Fanha – arransando nas imagens, a foto principal desse post foi ele quem fez! Linda, linda! Muito obrigada, meu amigo!!
Pontos a melhorar
– Confesso que não consigo pensar em algo a melhorar nessa edição da corrida. Tava tudo muito bom. A não ser pela banda ter parado de tocar tão cedo. Por mim podiam seguir até o meio dia fácil. Outra coisa é que ainda acho que, se fosse noturna, a prova seria perfeita!
– Conversando com os amigos do Desafio Running, achamos que seria bem bacana se a prova incentivasse aos corredores em ir caracterizados. Quem sabe um prêmio pra melhor fantasia, enfim, algo a se pensar!

