Estreia no Desafio do Mirante: quem tem amigos é mais forte

Estreia no Desafio do Mirante: quem tem amigos é mais forte

Difícil não disparar uma série de clichês quando o assunto é corrida: é o momento de superação de dificuldades, de vencer o corpo e a cabeça, testar limites. É a hora de conhecer e reconhecer amizades. Na minha estreia no Desafio do Mirante – acreditem, morei por 20 anos em Joinville e nunca havia enfrentado aquela subida a pé – não foi diferente. Foi o momento de descobrir que quem tem amigos é mais forte.
estreia no desafio do mirante

Explico: na minha estreia no Desafio do Mirante, em 28 de agosto, contei com a companhia de uma pessoa especial – a Ana Falavena Machado, maratonista das boas, que também está no departamento médico.

Estreia no Desafio do Mirante

Depois de encontrar os amigos de sempre e fazer muitas fotos antes da largada, em frente  ao Fórum de Joinville, larguei ao lado da Dani Kozlinski, uma amiga que participava da caminhada. Como eu estava correndo – devagar, mas tava – logo ela e as amigas foram e eu fiquei para trás. Fernandinha seguia na frente, na companhia da Ivana.

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Me vi sozinha, até que, antes de chegar ao km 1 encontrei a Ana. Ela corria e mancava. Falei algo sobre departamento médico – aquelas brincadeirinhas de sempre – e descobri que ela estava com dor. Me dizia que teria de caminhar e correr naquela prova e me instigou a seguir sozinha.

estreia no desafio do mirante

Quando disse que era essa a minha intenção também – por causa da orientação médica mas também pela quase total falta de condicionamento físico ocasionada pelos quase três meses sem treino de corrida. Seguimos juntas. Conversando sobre experiências com ortopedistas, lesões, indicações de osteopatas, e macetes que podem fazer passar um pouco a dor.

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Com o Lauro

Até que chegou aquela subida. A primeira. Arrasadora. Ana e eu intercalávamos corridinhas e caminhadas. Eu estava muito, muito cansada. Em vários momentos – ainda naquela primeira subida – me questionei… o que diabos eu estava fazendo ali? Seguimos em frente. Encontramos Fernanda e Ivana e seguimos trilha adentro. Estrada de chão. Mais subida. Muita subida. Nossa.

Acho que estávamos na metade de subida já encontrávamos gente que já havia chegado, recebido sua medalha (supermerecida) e que estava voltando para buscar alguém que ainda subia. Enquanto caminhávamos e tentávamos correr, a Ana recolheu alguns copinhos de água deixados no chão pelos corredores. Pra que, gente? Havia lixeiras lá.

Quando o professor Juliano – da 42K, um dos organizadores da prova e marido da Ana – passou por nós, falou: “Vamos, meninas, falta pouco. Vamos devagar, mas vamos.” Ana partiu olhando pra trás. Eu estava sem fôlego e seguindo aquela musiquinha que a Fernanda sempre canta quando o assunto é o Mirante: “Bota a mão no joelho, dá uma abaixadinha” ( <3 amo a Fer).

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Com Sissa e Leana

Quem tem amigos é mais forte

Pouco antes da chegada ainda conheci uma mocinha – acho que era Nataly o nome dela – e foi ela que me deu o último incentivo: “Vai lá, chega correndo! Você merece!” Corri. Cheguei. Peguei minha medalha. Minha irmã Gabi e meu cunhado Binho estavam lá em cima esperando eu chegar. Eles acordaram cedo para ir assistir ao evento. Obrigada, queridos.

estreia no desafio do mirante
Com a Bibiana, amiga que está dando os primeiros passos no mundo da corrida. Maior orgulho

Depois da prova encontrei a Ana. Abracei e agradeci. Se não fosse ela eu teria tido ainda mais dificuldades para subir. Obrigada, Ana. Pude ser mais forte e finalizar a corrida dos fortes porque você esteve do meu lado.

estreia no desafio do mirante
Com a Ana!

É. Realmente. Quem tem amigos é mais forte. E na corrida dos fortes, eu fui uma fortaleza. Tive uma parceira que recebeu minha força. Seguimos. Terminamos. Antes de chegar, quando encontrei o amigo Rodrigo Dacol, falei que nunca mais faria aquilo – até porque para chegar bem treinada nessa prova vou ter de subir o Morro da Cruz aqui em Floripa. E não sei se sou capaz/se meu quadril aguenta.

Sobre a prova

O Desafio do Mirante – que este ano teve corrida e caminhada – é espetacular e desafiador. E talvez seja por isso que é tão especial. Lembram que eu disse que nunca mais faria aquela prova? Era blefe. No próximo ano, se meu quadril permitir, eu pretendo estar lá, sim. Podem ter certeza de que eu vou tentar me preparar da melhor maneira para fazer bonito em 2017.

Prova bem organizada e respeitando o atletas, merece reunir ainda mais do que os mais de 400 corredores e caminhantes que estiveram lá. Que no próximo ano muitas outras pessoas participem do evento que transformou o cartão-postal de Joinville no templo dos atletas.

Confira aqui os resultados do Desafio do Mirante.

Pontos positivos

  • Percurso desafiador e um pouco diferente dos habituais;
  • Narração do Fabrício, sempre arrasando na animação;
  • Camiseta bonita e de qualidade;
  • Hidratação suficiente, variada e geladinha;
  • Frutinhas fresquinhas na chegada;
  • Medalha superbonita;
  • Troféus igualmente lindos;
  • Staffs – como sempre – muito atenciosos;
  • Participação da comunidade;
  • Valor da inscrição bastante acessível.

O que pode melhorar

Lembrando que aqui são percepções minhas. Achei que o evento poderia ser mais amplamente divulgado. Como o Mirante  é visitado todos os dias da semana em todos os horários, achei que mais pessoas, se soubessem da realização do evento, poderiam se inscrever para a prova.

Outro ponto que pode e DEVE melhorar é a educação dos corredores. Gente… parem de jogar os copinhos no chão. O Mirante é lindo e não precisa ser sujado desse jeito. Obviamente que a organização do evento iria recolher os copos, mas é um serviço que não precisaria existir se cada um tivesse consciência e respeito.

Carolina Spricigo

Jornalista, assessora de imprensa, gestora de marketing digital, gestora de conteúdo, blogueira do Mulheres na Pista, corredora e mãe do Bernardo. Feliz.

2 comentários sobre “Estreia no Desafio do Mirante: quem tem amigos é mais forte

  1. Carol sua linda!!!! Ano que vem nos duas vamos arrasar. Foi minha estreia também e super desafiador.Musiquinha da Fê vinha o tempo todo na minha cabeça “Bota a mão no joelho, dá uma abaixadinha” Fe é uma figura!

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