Corrida do Sesi pelo ponto de vista de quem não correu
Estou há duas provas – a Corrida Rústica Cidade de Araquari e o Circuito SESI Corridas do Bem 2016 Etapa Joinville – sem correr. Fora isso, nenhum tipo de treino que envolva um par de tênis e uma esteira ou um par de tênis e a rua. É uma tortura. Necessária, mais ainda assim, uma tortura. Ando de mau humor. Mas juro que no domingo estava feliz. Muito.

No último domingo, assim como na prova de Araquari, prestigiei um evento bonito, bem organizado, encontrei os amigos que foram correr. Dessa vez, fui de tênis, mesmo, porque estava um frio daqueles – em Araquari estava de chinelo para não correr o risco de sair correndo. Não vou dizer que não tive vontade de correr com a galera. Tive. Tenho. Sofro. Mas me convenci de que ficar de apoio, de guarda-volumes e até de babá seria a melhor opção para o momento.

Dessa experiência, pude perceber o quanto os corredores são amados pelos familiares e amigos – quem é que, em sã consciência, levanta cedão e naquele frio para prestigiar a pessoa a largar e a chegar em uma prova que vai durar sei lá quanto tempo? É muito amor. Agora entendi o porquê de o marido ter me abandonado nas últimas provas das quais eu participei – ele preferiu ficar na casa dos pais dele, dormindo. Respeito.

Eu, que tenho o privilégio de conhecer muita gente desse mundo de corredores, ainda me diverti muito torcendo por todos eles. Esperava os que fariam 5k e calculava quanto tempo mais, aproximadamente, veríamos a galera que estava fazendo 10k levaria para cruzar a linha de chegada. Vibrei e torci por todos. E no fim, fiquei emocionada quando ganhei um abraço da minha pequena irmã, a Gabi, dizendo que ela se lembrou de mim do meio pro fim da prova, quando pensou em caminhar. “Fiquei lembrando de você dizendo: não tem de parar. Não para que vai se arrepender. Continua”, ela disse, reiterando que não parou. Estou orgulhosa dela e da sua evolução.
Assim como estou orgulhosa de todos os amigos que vêm se superando em cada corrida: destaques para o cunhado Binho, que voltou do cardiologista liberadasso para arrasar nas pistas e para o irmão dele, o Lê, e a Cris Reinert, entre tantos, que estrearam nas corridas de rua no domingo. Ainda preciso dizer que tenho orgulho da Fernanda, que completou 50 corridas, e dos queridos Lenita, July Flores e Marciano, que tão sempre lá no pódio? Sou fã, não adianta. E as meninas do Batom na Pista? Orgulho imenso e gratidão por todo o apoio recebido, meninas. Obrigada.
Quero parabenizar a organização pelo superevento. Como a maioria dos nossos amigos, o meu elogio pela bela edição da prova. Apenas uma sugestão para a próxima: que as pessoas que fizeram 5k também tenham os tempos contabilizados em tempo bruto e líquido. Ah, e premiação por categorias, nos 5k.




