A minha Meia de Joinville e a estreia da Fernanda nos 21k

Desde que anunciou que faria os 21k na Meia Maratona da Joinville em 2016 eu tive a certeza de que a Fernanda conseguiria. Mas nem por isso deixei de ficar nervosa com a superestreia dela nesta nova fase de meia maratonista, o que aconteceu no último domingo (13). Acompanhei a preocupação, a tensão e os infinitos treinos e longões dessa guria nos últimos meses. E conforme o tempo ia apertando, parecia que a ansiedade dela me afetava mais. Ela estava feliz, tinha borboletas no estômago, treinava pra caramba – e eu sabia que ela conseguiria.
Tá! Ok! Nem por isso fiquei menos nervosa. Pela primeira vez na minha vida acordei com dor de barriga antes de uma prova. Aliás, acordei a noite toda, quase que de hora em hora, porque estava com medo de não ouvir o despertador, de perder a prova e de não poder dar um abraço de boa prova – a largada dela foi 10 minutos antes da minha, que iria fazer 5k.
Eu sorria, mas por dentro sentia um negócio estranho. Eu tremia. Estava tensa. Saí da casa da mãe a tempo de chegar para ver a largada da Meia, mas não consegui encontrar com ela, nem com a Celma – que também estreou nos 21k – nem outros amigos que também estavam nesta empreitada. Eles já estavam na concentração. Sabia que seria um grande dia. Uma passada na tenda da CBS Running, um papo rápido com a July e o Junior, do Desafio Running, uma conversa a jato com a Deia Zoboli, a nossa Mãe na Pista, e fui reencontrar os outros amigos para a nossa largada. Contagem regressiva, largamos.
A MINHA PROVA
Minha grande preocupação com relação à minha prova era termina-la correndo – isso quer dizer sem precisar caminhar. Cristiano, da CBS Running, meu treinador, já havia avisado que se sentisse muito desconforto não era para forçar. Era para caminhar por três minutos e voltar a correr. Não queria sentir dor, mas isso foi inevitável. Ela apareceu antes de completarmos o primeiro quilômetro. Fui devagarinho e alcancei a campeã paralímpica Ádria Santos e o marido Rafael. Corremos juntos até a metade da prova.

Pouco antes de chegar no ponto de hidratação, encontrei a nossa leitora Leila Torres, uma das ganhadoras da promoção das Mulheres na Pista que sorteou inscrições para a prova. Passei por ela e chamei: “Vamos! Está quase chegando…” Quando vi, ela estava do meu lado dizendo que iria até o fim da prova comigo. E assim foi. Terminamos a corrida em pouco mais de 30 minutos, nos abraçamos após passar pela chegada. Pegamos nossa medalha, nosso kit pós-prova e fomos ao encontro dos nossos amigos, que já haviam chegado ou estavam chegando.
HORA DE REVER OS AMIGOS

Falei com o Rafter, encontrei o Edson na fila da medalha. A Betina e o Iuri, amigos queridos que eu conheço há mais de 18 anos – ele estava praticamente estreando nas corridas, e ela estava reestreando após dois anos fora das pistas também estavam na fila, pouco atrás de mim. A Gabi e a Sissa chegaram três minutos depois. Em seguida vieram a Edna, o Jorge, a Cintia, a Camila – não sei a ordem.

Depois foi o momento de ver o povo que fez 10k chegando: o Márcio, que estava gripadão e à noite depois da corrida foi para a Unimed; a Derlayne, a Shica e o Binho (meu cunhado que corre muito), que fizeram bonito na estreia dos 10k. Estou infinitamente orgulhosa de todos eles, em especial da Derlayne, que até o fim do ano passado dizia não ser capaz de terminar uma prova de 8k. Ainda bem que ela já reviu isso e focou nos treinos. #torcimuito

Fiquei supermegafeliz também quando vi minha amiga Gislayne chegando também. Antes da inscrição ela me disse que queria fazer 10k, mas não sabia se conseguiria chegar bem. Falei para ela que tinha certeza de que ela faria uma ótima prova, e que eu estaria lá para recepcioná-la. Nos demos um abraço quando ela chegou e eu confirmei que já sabia de que ela seria um sucesso. Obrigada, Gi, você é demais.

MOMENTO TIETE
Enquanto esperava pela chegada da Fernanda, aproveitei meu tempo para tietar meus ídolos nas pistas: a querida Ádria Santos, medalhista paralímpica que na última semana recebeu a Medalha do Mérito Dona Francisca. Sempre acompanhei a carreira dela e fiquei honrada de correr uma parte da prova ao seu lado e do Rafael. Com os dois, falei sobre a Corrida Ádria Santos 2016, que ocorre no próximo dia 19 de junho, em Joinville, e está com inscrições abertas. As Mulheres na Pista estarão nessa prova, obviamente.

Além dela, pude conversar bastante com o Marciano Corredor. Eu já falei no aniversário dele, mas eu sou muito fã desse cara. É incrível a humildade dele. E a preocupação que ele tem com a Fer e comigo. Assim que terminou a prova (1h27) ele veio saber notícias da minha amiga e sobre como havia sido a minha prova. É muito legal ver que essa galera de elite quer o nosso bem. Foi emocionante ver esse cara indo com a gente encontrar a Fer para chegar correndo com ela. Não tem como não ser fã. #obrigadagaroto

A CHEGADA DOS AMIGOS DOS 21K
Orgulho também sinto da Lenita, que tá sempre no pódio. Toda vez que encontro ela, pergunto: “E aí, tá no pódio, né? Não sei porque perguntar, porque a resposta é sempre a mesma: sim! Está lá para encher a galera de alegria. Estou esperando essa mocinha querida na Meia de Floripa, no dia 12 de junho, conforme falamos lá no pós- prova, hein?
Não vi a Deia Zoboli chegar, mas ela colocou o Mulheres na Pista no pódio da categoria. #valeugarota
Celma concluiu os 21k muito bem e chegou com menos de 1h50 – pulando em nossa direção. Claro que Fernanda e eu estamos muito orgulhosas dela. Celma foi uma das ganhadoras da promoção da BC10K em 2015. Fez 5k naquela prova – na qual eu estreei nos 10k – e retomou os treinos para fazer bonito na Meia de Joinville. #lindademais
A espera da Fer também me proporcionou conhecer o Jonathan, de Jaraguá do Sul, um dos amigos do WhatsApp que a gente conversa e não sabe quem é quando encontra pessoalmente. Estaremos em Jaraguá no mês de maio, na Jaraguá10k. Também conheci o César Gomes, do Madrugadeiros.

MAS… VOLTANDO À FERNANDA
Tenho a Fer como uma das minhas melhores amigas e a escolhi para ser minha companheira do blog porque sei que ela ama correr e porque ela é teimosa. E o fato de ela ser teimosa me deixou segura de que ela conseguiria, mas imaginava que talvez tivesse dificuldades. Achei que ela foi precipitada? Achei! Falei isso pra ela? Mais de uma vez. Mas ao mesmo tempo a apoiei na decisão, porque ela é muito resistente e capaz. #eusabiaqueelaconseguiria
É lógico que fiquei triste por não poder acompanhá-la nesta jornada até os 21k, mas eu acredito que preciso fazer essa transição 10k-21k com mais calma, como ocorreu na minha passagem de 5k para os 10k. O fato de eu estar no departamento médico há alguns meses me fez ficar ainda mais chateada, porque não consegui nem acompanhar os treinões dela com a galera.
Às vezes a gente gosta tanto de uma pessoa que quer protegê-la. Me sinto assim com a Fer. Eu não queria que ela sofresse, que se machucasse e ficasse afastada das pistas, e muito menos que tivesse uma experiência ruim que a fizesse desistir de ir mais longe. Eu não quero ser a mãe da Fer, mas eu quero tão bem pra ela quanto quero o bem das minhas irmãs. Quero ela do meu lado em todas as milhares de corridas que faremos nos próximos anos das nossas vidas. É isso. #prontofalei
Mesmo sentindo o quadril, fui com as meninas – e o Marciano – até a frente do SESC para encontrar essa guerreira e dar força para ela correr os últimos metros. E-mo-cio-nan-te a chegada dela. Ela conseguiu, claro. Isso não era uma surpresa pra mim. Hora de festejar, abraçar, pular, gritar. Preciso ainda dizer que estou cheia de orgulho?


Momento de fotografar! Agradecimento ao Rodrigo Patrício Dacol, do Projeto Corremos, que fez muitas fotos da corrida. Aliás, um superobrigado para o fotógrafo das pistas Mauro Fanha, que fez belos registros da nossa turma – que no sábado de manhã fez um ensaio fotográfico com as Mulheres na Pista. Logo, logo vocês verão o resultado de uma manhã inteira de muitas poses e risadas. Mas já de cara adianto: como modelo somos ótimas jornalistas-humoristas. Por ora, fiquem com alguns cliques aqui embaixo (ah! aquela primeira foto ali de cima também foi feita pelo Mauro, no sábado):


SOBRE A PROVA
Super-recomendo a participação neste grande evento. Adorei, adorei, adorei. Foi emocionante! Que todos os leitores tenham a certeza de que em 2017 estaremos por lá. Meus agradecimentos ao Gilberto e ao Miranda, da Corville e da KM cronometragem, pela confiança nas Mulheres na Pista. Aqui embaixo eu deixo os pontos positivos da prova e o que ainda pode melhorar para as próximas edições.
Pontos fortes
- Entrega do kit ágil e sem muita fila
- Inovação no kit: toalha de banho em vez de camiseta no kit – quem quisesse poderia comprar a camiseta separadamente
- Medalha linda
- Kit pós-prova
- Prova muito bem organizada
O que pode melhorar
- Achei que a entrega de medalhas poderia ter sido feita assim que termina a prova, como todas as outras. Mas entendi que o calor motivou a mudança de local
- Poucos banheiros para uma multidão – as filas eram enormes e não dava muita vontade de ficar por lá
- Muitos dos que largaram para fazer 10k, 5k – meu caso – e caminhada ficaram sem água no primeiro ponto (perto do km 2). Havia apenas gelo
- Conforme conversei com alguns corredores e mesmo com a Fernanda, em alguns pontos a água estava quente
- Poderia haver mais policiamento no percurso de 21k


