Uma maratona para chegar à Maratona de Curitiba

 

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Fotos: Mauro Fanha Fotografia

Eis que me sinto uma vencedora por ter participado da Maratona de Curitiba, no último domingo (15). Explico: na quinta-feira (12) viajei a trabalho para Santa Maria – de carro. Trabalhei durante toda a sexta-feira (13) e voltei no sábado de madrugada (14) – de carro. Cheguei em Floripa por volta de 16h30, fui pra casa, peguei o meu automóvel e fui para Joinville. Dormi na casa da Fernanda e às 3h da manhã de domingo (15) acordamos para viajar.

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Saímos depois do café da madrugada, às 4h, e depois de pouco mais de duas horas de serra, neblina e chuva, chegamos ao local da prova, na Praça Nossa Senhora de Salete, onde fica a Assembleia Legislativa do Paraná. Estava um pouco cansada, confesso, mas realizada, porque aquela havia sido a minha primeira viagem rumo a Curitiba em condições horríveis. Foi lindo porque tive a companhia da Fer, minha navegadora, e do Antônio, que dormiu a viagem toda – opa, quer dizer… ele ensinou todo o caminho para nós. Meu marido também estava viajando.

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Depois de pegar o kit, o chip e irmos ao banheiro, encontramos os amigos, conhecemos outras pessoas, fizemos fotos, brincamos na pescaria da Gomes da Costa, comemos e nos preparamos para a largada já sabendo que a prova de 5k teria quase 6k – na verdade, teve 6.03k, para segurança dos atletas. O percurso era muito legal e passava por pontos lindíssimos da cidade. Tinha várias subidas e algumas descidas e serviram como nunca de treinamento para a Balneário Camboriú 10K, prova que marcará a minha estreia nos 10k.

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O tempo estava abafado, o sol estava escondido atrás das nuvens e a altitude aliada às subidas me deixou um pouco mais ofegante que o normal. Certamente o cansaço também deve ter interferido um pouco. Mesmo assim, consegui gritar para o povo que foi parando no meio do caminho que “vamos, falta 1k; faltam 400 metros; faltam 300 metros. Não para, já estamos chegando”. E com aquele sorriso no rosto me transformei para passar a linha de chegada e conquistar mais uma medalha.

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Terminei a prova – 6.030k – em pouco mais de 35 minutos, fiquei em 47º lugar geral e em 10º na categoria. Foi incrível correr com aquelas quase 5 mil pessoas e pela primeira vez nesta fase do Mulheres na Pista, sair de Santa Catarina para participar de uma grande prova. Poses e mais poses para inacreditáveis fotos do querido Mauro Fanha depois, trocamos de roupa, entramos no carro e voltamos para casa para encontrar a família. Tudo certo também no retorno e eu estou confiante de que tudo está bem e que ficará ainda melhor.

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SOBRE A PROVA:

Super recomendo a participação em um grande evento como este. É muito legal estar junto de gente que faz grandes distâncias e tentar imaginar como será quando chegar a nossa vez. Fora que Curitiba é linda… Quero estar na prova no ano que vem certamente. A única coisa chata foi ver alguns maratonistas que chegaram em cima da hora para pegar o chip e começaram a fazer escândalo porque tiveram de largar atrasados. Desculpem, mas quando Fernanda e eu chegamos para pegar o kit, às 6h20, não havia fila para nenhuma distância. Então não me venha culpar a organização do evento.

Pontos positivos:

  • Kit lindo – aquela toalha de secagem rápida é um show – e me apaixonei pela medalha;
  • Percurso: apesar de ser maior do que o informado inicialmente, era acessível e bem sinalizado;
  • Staff maravilhoso e falando palavras de incentivo aos corredores;
  • Campanha da prefeitura de Curitiba para que os motoristas que tivessem a passagem interrompida por causa dos corredores não ficassem incomodados, mas aplaudissem, foi inacreditável e vamos adotar aqui no blog também.

Pode melhorar:

  • Mais postos de hidratação: havia dois no percurso de 5k, mas como a rústica teve mais de 5k e o tempo estava muito abafado, seria necessário mais um ponto;
  • Como sugestão para não termos problemas com a entrega dos chips, dou o exemplo do que aconteceu no Circuito Rei e Rainha do Mar, aqui em Florianópolis: havia horários para retirada dos chips de cada modalidade. Por exemplo, a Beach Run, que largava primeiro, tinha entrega primeiro: das 6h às 6h45; depois entregavam o chip aos participantes da segunda modalidade, e assim foi até terminarem as seis entregas.
  • De qualquer maneira, os corredores precisam se conscientizar que devem chegar cedo ao local da prova e estar preparados para enfrentar uma fila se não fizerem isso. E sem reclamar para não estragar a festa dos outros.
  • Se o chip fosse descartável e entregue juntamente com o kit, no dia anterior, esse problema também não existiria.
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Carolina Spricigo

Jornalista, assessora de imprensa, gestora de marketing digital, gestora de conteúdo, blogueira do Mulheres na Pista, corredora e mãe do Bernardo. Feliz.

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