Sobre a corrida que comemorou os 100 anos da ACIF
Foi com muita expectativa que participei, no último dia 31 de outubro, da corrida que comemorou os 100 anos da ACIF. A prova teve percursos de 5k e 10k e contemplou um percurso praticamente não explorado nas corridas de rua – o centro histórico da Capital. Festejava o centenário da entidade de grande importância para a cidade foi muito legal, mas teve alguns pontos que precisam melhorar nas próximas edições.
Primeiro, falarei dos pontos positivos: gostei da parte da largada e da chegada, que contou com música ao vivo – a participação da banda do Exército! Foi show! Tinha bastante postos de hidratação – acho que três, o que foi bastante positivo, porque apesar do tempo nublado, estava bem abafado. Concordei também com o horário da largada: 7h30. A mesa de frutas era bastante diversificada e bonita. As frutas estavam muito gostosas.
Gostei também do meu desempenho: pouco mais de 27min subindo e descendo ladeiras que eu sempre passo caminhando e não havia percebido o quanto são íngremes. Foi bom. Tentei não forçar muito o quadril, pelo menos até ter o resultado dos exames em mãos e as orientações do médico.
O evento ocorreu no mesmo fim de semana do Folianópolis, então de manhã, quando chegaram os corredores, as ruas ainda tinham muitas latinhas de cerveja espalhadas por lá – sem contar o cheiro de xixi e de esgoto. Claro que isso não foi culpa da organização da corrida, né? Em contrapartida, faltavam banheiros químicos para os corredores, faltou a sinalização de quilometragem e também a orientação correta de para onde tínhamos de ir – o staff, bem simpático, por sinal, tinha apenas uma bandeirinha branca para avisar do percurso. Não foi legal.
Achei que a apresentação do boi de mamão no meio do percurso foi subaproveitada e percebi que não havia profissionais da Guarda Municipal em todo o percurso e vi em alguns momentos carros – especialmente táxis – acelerando para cima dos corredores. Respeito por parte dos motoristas não existe, né? Pra quê?
Em linhas gerais, acho que o evento tem muito a melhorar – isso inclui o valor da inscrição, que estava bem salgado, foi perto de R$ 90. Nesta semana soube que os organizadores já estão cientes das falhas e – o que é melhor – estão dispostos a melhorar. Ganham todos: a entidade, os corredores e a cidade, que deve ganhar nos próximos tempos mais uma corrida no calendário oficial.



