Corrida Pela Paz me trouxe mais um recorde pessoal e felicidade

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Por Carolina Spricigo

Contrariando todas as previsões de chuva, o sol raiou na manhã deste domingo (18) em Florianópolis, e ajudou e deixar ainda mais bonita a Avenida Beira Mar Continental, onde mais de 2,2 mil pessoas se reuniram para participar da Corrida Pela Paz, que teve também percurso de caminhada. Prova boa, mas que teve alguns probleminhas de organização. Daqui a pouco eu falo sobre isso.

Sobre a minha prova: fiquei meio atrapalhada hoje, porque com essa história de trocar o horário de verão estava tensa pra não perder a largada. Acordei às 5h45, às 6h, e às 6h45 – a largada era às 8h30 e precisávamos sair de casa umas 7h30 para poder chegar com tempo. Tomei café da manhã, me preparei e fui.

Cheguei na barraquinha da Integral, aqueci e, junto com a minha amiga Sâmia, partimos para a largada. Comecei bem, correndo e respirando. Estava tão concentrada na corrida que não vi que já havia passado da primeira entrega de água. Quando chegou o segundo ponto, já estava me sentindo mal. Tinha muito sol, mas um vento forte.

Meu relógio ficou sem bateria – coisas de quem ainda não conhece o aparelho direito e acreditou que conseguiria fechar mais essa prova sem precisar carregar. Desde que ele chegou eu só havia carregado ele uma vez. Enfim, um aprendizado para as próximas. Com isso, não consegui acompanhar o meu desempenho no percurso.

Acho que foi no km 4 que comecei a ter dificuldade para respirar – algo psicológico, só pode ser, porque o médico disse que está tudo bem comigo, com meu pulmão, com meu coração e com o meu preparo físico. Tentei não pensar naquilo, mas me ouvia respirando. Hoje não deu. Como sempre tem gente legal nessas corridas, hoje foi meu dia de ser abençoada.

Ouvi um “Vai, Carol, tá quase chegando. Estamos aqui atrás!”. Eram Thiago, o coach da Integral e o Sérgio, nosso querido aniversariante. Apesar de achar que não iria conseguir, resolvi ir com eles. Cruzamos a linha de chegada juntos e a primeira coisa que eu fiz foi dar um abraço no Sérgio. Ele não falou nada, mas só por ter estado do meu lado nessa reta final me ajudou muito.

No fim, terminei a prova batendo mais um recorde pessoal: 27:46 no tempo bruto (o mesmo tempo líquido da semana passada, lembram?), 27:13 de tempo líquido e 19º lugar na categoria – eram 111 corredoras. Meu melhor tempo em provas. Uhul. Agora vou marcar um ortopedista, porque estou sentindo umas dores muito ruins na parte esquerda do quadril. Além de alongamentos e fortalecimentos indicados pelos professores vou procurar a opinião de um especialista. Espero que consiga consulta ainda nesta semana. Mantenho vocês informados.

Agradecimento especial às queridas Sâmia e Jacqueline, que sempre me dão aquela força. E ao professor Diego, que fez meus registros pós-prova!

SOBRE A PROVA

A corrida tem ótimas causas: o combate ao uso de drogas, a cultura da paz e o incentivo a uma vida saudável. Só por isso merece todo o nosso crédito e participação. Mas alguns problemas, que pelo que eu soube, não aconteceram no ano passado, prejudicaram o evento. Aqui embaixo vou enumerar algumas coisas:

Pontos positivos
– Inscrição acessível (custou R$ 30);
– Chip descartável (não venham me dizer que é ele que deixa a prova cara #prontofalei);
– Local da largada, com estacionamento para a maioria dos carros;
– Trânsito fechado para veículos, deixando os atletas mais seguros;
– Percurso plano com alguma inclinação para dar uma emoção;
– Três pontos de entrega de água durante a prova;
– Medalha linda;
– Premiação por categoria até o quinto lugar (!!!)

Pontos negativos
– Mudança do local da prova em cima da hora e sem a devida informação aos atletas;
– Entrega do kit e kit: muita, muita fila (eu levei uns 40 minutos para pegar o meu);
– Desorganização nas categorias – a minha veio como 10-15 anos (acho que ganhava troféu desta vez, hahaha). Felizmente, conseguimos arrumar;
– Largada bastante atropelada, com o pessoal que iria caminhar junto com quem iria correr;
– Não havia marcação de quilometragem durante o percurso;
– O pessoal que fez 5k teve de fazer duas voltas, mas o local de retorno era um pouco antes do local de chegada – como muita gente não viu, porque não havia sinalização, apenas algumas pessoas orientando, muitos atletas dos 10k passaram reto e pararam nos 5k mesmo…
– Mesa de frutas lindíssima e variada – melancia, maçã, banana, pêssego, ameixa e acho que até mamão tinha, mas como as frutas não estavam embaladas, o pessoal ia escolhendo o que queria e ficava ali, comendo e comentando a prova. Enquanto isso, o povo que ia chegando ficava numa fila sem fim;
– Havia poucos banheiros (daqueles químicos mesmo); Eram seis masculinos e seis femininos para mais de 2,2 mil corredores e para os acompanhantes. Faça as contas e entenda o porquê de eu não ter passado nem perto deles;
– Resultados da prova foram divulgados no local, mas atrás de um banner que pouca gente viu. Até a hora de o post entrar no ar, eles ainda não estavam disponíveis na internet;
– Premiação para categorias foi legal, mas demorou muito, muito, muito. Pra vocês terem ideia, eu saí de lá às 11h e ainda faltava mais da metade do povo ser premiado. Além disso, houve muita confusão, por exemplo, porque o povo que tava inscrito em 10k, mas fez 5k, tava ganhando troféu de primeiro lugar. Não, né?

Carolina Spricigo

Jornalista, assessora de imprensa, gestora de marketing digital, gestora de conteúdo, blogueira do Mulheres na Pista, corredora e mãe do Bernardo. Feliz.

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