Rock Run com muita música, diversão e amigos!
Por Fernanda Lüttke
Mais uma prova para ficar na lembrança, na memória para sempre, essa foi a Rock Run, a primeira edição da corrida que uniu Rock com corrida em Joinville e deixou todos com gostinho de quero mais!
A manhã de domingo chegou e com ela toda a ansiedade de enfrentar mais 10km. Mesmo não sendo mais a minha estreia nessa distância, ainda fico imaginando se sou capaz mesmo de enfrentar todo esse chão.
Mas cheguei lá no América, estacionei o carro, peguei os apetrechos, número de peito, chip, pochete para o celular e mp3 player e fui para o ponto de encontro, o Japa Drive. No caminho encontrei a Derlayne e fui com ela ao banheiro.
Depois encontramos os outros corredores, todos ansiosos, aguardando a prova que prometia ser muito divertida. As meninas com as unhas pintadas de preto, batões escuros, todo mundo querendo arrasar! Soubemos que o percurso da prova tinha mudado no dia anterior, mas seguiria basicamente pela rua Benjamin Constant.
Na hora da largada, a banda de rock que estava no Clube América começou a tocar Nirvana, só para dar aquele gás, e deu! Fomos animados, sorrindo e brincando.
Já no começo do percurso mais uma banda de rock esperava a gente. E, mesmo correndo com fones de ouvido, eu os tirava para ouvir o som, e não conseguia me conter em agitar e parabenizar o povo da música.
E assim fui seguindo, incentivando o povo na minha frente também, como a Dani que começou a caminhar na minha frente. Depois o povo dos 5 km que já vinha voltando, e eu seguindo em frente.
Quando passei pela volta do percurso de 5 eu achei que não vinha muita gente atrás de mim. Na minha frente também não via muita gente. Mas enfim, fui seguindo. Passei por uma descida e fiquei pensando que, na volta, seria uma subida… ai, ai… mas segui.
Num momento comecei a agradecer ao Papai do Céu por essa oportunidade maravilhosa, de correr e sentir o vento no rosto, de tentar me superar, de simplesmente correr. Mas vou dizer, parecia que a hora de começar a voltar não chegava nunca! Vinha morro, descida, gente, e nada do cone avisando que era hora de voltar!! Até que chegou, e logo que comecei a me divertir com a volta vi que meu amigo Tales – que chegou atrasado e eu achei que ele nem ia mais – havia chegado, ele me viu e disse: já te alcanço. E alcançou! Nossa, que felicidade, ter uma companhia para me puxar a melhorar meu desempenho nos 10km. Ele chegou e fomos, correndo e enfrentando as então subidas da volta. Na passagem do posto de hidratação ele me entregou um copo de água e um sache de carboidrato – que eu chamo carinhosamente de suquinho de frutas Gammie. Dá um gás o negócio! E lá fui eu, que comecei acelerar, a ponto dele dizer que não teria pernas no fim… mas falei que teria sim! rsrs
Num momento ele chegou a ficar para trás, afinal havia acelerado muito no começo, mas eu pedi para ele seguir comigo e lá foi ele…. e fomos assim, ele me puxando a eu seguir o mais forte que pudesse, com direito a sprint final, chegamos junto com com outra mulher! Foi demais!
Na chegada o povo todo me esperando… cai no chão morta com farofa mas muito feliz! Havia diminuído meu tempo em mais três minutos, fazendo o percurso em 1h03m54s. Coisa mais boa!!!! Por isso que amo correr, a sensação de ser querida, de ter apoio da família – afinal o marido só não foi pois estava com crise de dor nas costas, mas me apoia sempre- e dos amigos, isso nada paga!
Mas e aí, quando vai ser a próxima Rock Run??
Pontos positivos:
– As inovações da prova foram sensacionais: ouvir rock ao vivo no percurso dá um gás, uma animação, na largada e chegada, que quem não estava lá não faz ideia!
– A camiseta tava linda demais!
As frutas e a água no fim estavam ótimas, bananas madurinhas e tinha até melancias cortadinhas. A água do percurso também estava deliciosa.
– Largada na hora, com contagem regressiva certinha!
– Percurso não tava molezinha, mas era fazível, com alguns desafios bem legais.
– Entrega do kit super organizado, com opção de teste de biopedância e a compra das meias para ajudar o Lar Abdon Batista. Eu comprei o meu par.
– A maratoninha pras crianças foi demais! Precisamos de mais disso, incentivo ao esporte desde cedo! A carinha das crianças ganhando medalha era maravilhosa!
Pontos negativos:
– Ah, os banheiros, o que eu achei tinha só uma casinha. Eu não precisei usar, mas já tinha fila de espera.
– O fato de não poder escolher o tamanho das camisetas também cheteou o pessoal. Quem chegou cedo no sábado pode escolher o tamanho. Quem chegou tarde e os atletas de fora não tiveram essa opção.
– Também achei que tinha pouca gente organizando o trânsito e direcionando os corredores pelo percurso certo.
– E teve também a questão da personalização das camisetas. A ideia foi ótima mas a execução… demorou demais, só tinha uma pessoa fazendo e muita gente no fim acabou desistindo, que foi o meu caso.






