Sobre como começar a correr: uma entrevista

Por Carolina Spricigo
Sempre que eu comento com alguém que pratico corrida de rua ouço frases do tipo: “Eu adoro corrida, mas não tenho fôlego”, “Queria fazer, mas não consigo”, “Nossa, como você consegue?” e “Eu acho legal, mas nunca vou conseguir”. De fato, tomar a decisão de correr não é fácil. Você vai cansar, vai ter dores no corpo, vai ficar sem ar, mas vai se sentir uma pessoa especial a cada metro percorrido.
Digo isso porque foi o Juliano Pereira, o cara da foto ali de cima, que me ajudou a começar a correr. Eu sempre achei lindo fazer corrida. Em Concórdia, onde nasci e morei até os 11 anos, tinha um senhorzinho que corria todos os dias na quadra da minha casa. A gente sempre o acompanhava até el virar a esquina. Minha primeira rústica fiz aos oito anos.
Procurei o Juliano em fevereiro de 2011 quando decidi que gostaria de fazer isso para o meu bem-estar físico e mental. Quando comecei, não conseguia correr 10 metros sem ficar exausta. Com a atenção que recebi do Juliano, que não me pôs pra correr logo de cara – no primeiro treino me fez caminhar 12 voltas na pista da Tigre, em Joinville – as coisas foram acontecendo.
No segundo treino, comecei correndo 100 metros e caminhando 300 – a pista tinha 400 metros. Nos outros, intercalei corridas e caminhadas até consegui correr os 400 metros. Em seguida, consegui dar 12 voltas correndo. Com um mês de treinamentos duas vezes por semana, o Juliano me desafiou a participar da Joinville 10K, e correr 5 km. Disse que eu me sairia bem. Fui e hoje sou muito mais feliz por isso.
A corrida é a vida do Juliano
“A corrida é a minha vida”, resume Juliano Pereira, que é formado em Educação Física e especializado em Musculação e Treinamento de Força – Metodologia VO2 de treinamento de corrida. . Aos 37 anos, Juliano já participou de sete maratonas internacionais (Nova Iorque, Tóquio, Berlim, Chicago, Amsterdam, Paris e Deserto do Atacama), 17 nacionais e de um Ironman.
Há quase oito, percebendo o aumento dos apaixonados por corridas, e para dar oportunidade de as pessoas realizarem seus sonhos e atingirem seus objetivos de forma mais segura e com acompanhamento profissional, criou a 42K Assessoria Esportiva, que hoje conta com 110 alunos. Além de corrida, a 42K começou um novo trabalho: o de iniciação de atletas no triatlon.
Mulheres na Pista: Qualquer pessoa pode começar a correr? Há contraindicação?
Juliano Pereira: Qualquer um, desde que não esteja com muito sobrepeso ou com alguma lesão específica.
MNP: Qual deve ser o primeiro passo para quem quer começar a correr?
JP: Procurar um especialista na área. Uma pessoa formada em Educação Física e uma equipe de corrida. As primeiras instruções? Respeitar os sinais do seu corpo e a sua condição física atual.
MNP: Precisa consultar médicos para saber se está preparado?
JP: É sempre melhor, cardiologista de preferência.
MNP: Qual o seu conselho para uma pessoa que quer começar agora a correr e participar de uma prova de 5 km?
JP: Vá com calma, siga as orientações e respeite os seus limites.
MNP: Quando vou saber que estou preparado para participar de uma corrida?
JP: Quando o seu treinador te liberar. Ou se não tiver um, Quando fizer a distância pretendida sem dificuldades.


muito bacana a reportagem!!
Que bom lembrar de Concórdia!!!
Beijos Carol, sucesso!!!
Oi, Lidi, tudo bem? Sempre me lembro de Concórdia. E sinto muitas saudades.Lembro que esta primeira corrida que eu participei, vi lá de perto da Matriz o Elói, que na época já era adulto e morava no Santa Cruz, correndo láááá na frente, mas nunca imaginei que gostaria tanto disso.
Obrigada por ler o blog, querida. Um beijo.
Admiro quem pratica!!! Sou louca pra fazer, mas não me encorajo começar.
Lembra do Prof Mário, do Melvin??? Sempre fazia a gente correr as rústicas… hehehe!!!
Siga nessa, sou tua admiradora!!! Beijo enorme!!! Saudades!!!
Obrigada, guria. Este incentivo faz toda a diferença na hora de decidir por dar mais um passo, e mais um. Fico feliz que você esteja acompanhando o blog. Quem sabe uma hora dessas tu se inspira… Ah, menina, aquelas rústicas do professor Mário eram incríveis, agora eu percebo isso…
Um beijo. Carol.