Run or Dye: a felicidade tem cor
Por Carolina Spricigo
Demorei para escrever este post por dois motivos (não necessariamente nesta mesma ordem): o primeiro é porque hoje trabalhei o dia todo e depois fui ao cinema com o gato e o segundo é porque eu ainda queria processar o fim de semana que eu tive. Foi lindo, emocionante, cheio de alegria, mas também cheio de apreensão. Eu conto.

Primeiro a parte boa: peguei meu kit para a Run or Dye, avisei às minhas queridas manicures Joce e Jô que ainda dava para se inscrever e fui para a casa da minha irmã mais nova, a Gabi. Quando ela soube da notícia, também quis participar.
Gabi e eu levamos meu afilhado Maurício até a Decathlon. Roberta, uma querida e organizadora do evento, conheceu o guri, que é uma simpatia, e convidou-o para participar da prova. Ele topou. Então começou a segunda parte: convencer a mãe dele (minha outra irmã, a Dani) que o garoto poderia participar da corrida, porque era um evento para a família e várias crianças estavam inscritas.
E não é que ela deixou? Naquele sábado antes da prova, Maurício e eu dividimos uma cama de solteiro. Estava frio e estávamos ansiosos. A Dani disse que ele não acordaria para a prova, mas se enganou. Ele levantou, tomou o café da manhã conosco, enchemos o guri de jaquetas e fomos.

Todos limpinhos, chegamos no Centreventos já era dia. Aos poucos fomos encontrando nossos amigos de sempre. E a Roberta ficou bem feliz ao ver que o Maurício foi na corrida.

Depois das poses para as fotos, começamos a aquecer para aquela prova que prometia momentos de muita cor e ainda mais alegria.


Gabi e eu já havíamos nos convencido de que aquela seria uma corrida mais para se divertir do que para marcar tempo. Decidimos que curtiríamos todo aquele belo evento e que caminharíamos e até daríamos colo para o Maurício se ele precisasse. Para nossa surpresa, o piazinho, que tem seis anos, correu a prova inteira ao nosso lado – e como ele puxou pra mim, não parou de falar um minuto. Claro que corremos numa velocidade bem baixa… foi mais um trote do que uma corrida de verdade. Mas quem é que queria que aquela prova acabasse? Eu é que não.


Terminamos a Run or Dye felizes e, claro, coloridos. Depois ainda tivemos energia para dançar e conversar com os amigos. A melhor parte de tudo foi ver o meu pequeno amado dizendo que na próxima prova estará lá novamente conosco. E ele pode ter certeza de que eu farei de tudo para que ele seja um apaixonado por esporte como eu já sou.

Nós que corremos e que nos desafiamos a cada prova, neste domingo participamos de um show de alegria e de felicidade. Um show que quanto mais tempo demorasse para acabar, melhor seria. Um show de cores: a vida colorida em tons de azul, rosa, laranja e amarelo e que, misturados, se tornaram verde, vermelho, lilás… um infinito de sentimentos em forma de cor.
Quem não foi, perdeu!
Meu fim de semana só não foi tão perfeito porque meu sogro passou mal e foi parar na emergência. Como ele tem histórico de infarto e sentia dores no peito, ficamos todos muito tensos. Graças ao bom Deus lá do céu, ele está sofrendo de refluxo – segundo os médicos, as dores que sentia no peito e que pareciam um infarto eram consequência do refluxo.
Ele chegou ao hospital pouco antes das 8h de sábado e saiu de lá, sem dores, perto das 23h, depois de horas e horas de exames e medicamentos. Pensando bem, foi um fim de semana daqueles inesquecíveis.



