Leitora na Pista: a Blumenau10K pelos olhos de Amanda Dognini

Amanda Dognini, leitora na pista

Blumenau 10K foi supimpa. Eu corri e estou feliz

Por Amanda Dognini,
estudante e corredora

Quando o despertador tocou cedo em pleno domingo meu corpo não teve dúvidas: era dia de corrida! Daí começou a maratona de acordar a família, que iria lá torcer por mim, providenciar o café e me arrumar. E lá fomos nós pegar a estrada rumo a Blumenau para participar da etapa Blumenau10K do circuito de corridas promovido pela SC10K e pela Caixa.

Quando chegamos lá, fui direto na Carol, que estava prontamente me esperando com meu kit em mãos e não perdi tempo em fixar meu número na camiseta e prender o chip no tênis direito. Corri para o funil, tentei não morrer de frio e foi! Foi dada a largada e eu não fazia ideia de onde estava indo.

Os morrinhos de Blumenau

Como esperado, alguns morrinhos blumenauenses nos aguardavam durante o trajeto, mas nada que não fosse vencido com a diminuição do ritmo. Tudo bem que aquele morro, lá no último quilômetro, quis se mostrar mais forte do que muita gente, mas tava quase e o trabalho psicológico teve que ser forte.

Percurso e hidratação

Falando em percurso, fiquei bem surpresa por ver que as placas de quilometragem condiziam bem com a distância. O erro entre o que mostrava o aplicativo que uso e essas demarcações foi mínimo e, no final, resultou em uma diferença de aproximadamente 100 metros. Particularmente, achei essa tolerância bastante adequada.

Mas o que teve de conveniente nas contagens de quilômetros, faltou nas distâncias entre os pontos de hidratação: eles não estavam na distância prometida e creio que quem necessita de água durante os exercícios deve ter sentido bastante.

Torcida pelas ruas de Blumenau

Outra coisa que achei sensacional no trajeto foi a quantidade de pessoas que levantaram cedinho, se agasalharam bem e foram acompanhar aquele “bando de louco” sem motivo algum. Me deparei com famílias inteiras sem aquele olhar de “procurando alguém”, mas olhando para o geral. Isso mostrou que não estavam ali por uma pessoa em específico, mas sim para prestigiar o todo. Isso me trouxe um vigor inimaginável para prosseguir vencendo o frio do dia.

Subi morrinho, desci morrinho, peguei um pedaço que não era via e… opa! Como assim não era via? Pois então, trajeto foi modificado por conta de obras. Passamos por cima de uma “trilha” asfaltada, mas em muito bom estado. Foi um tanto esquisito, mas nada mau. Ou seja, percurso modificado totalmente aprovado pela corredora aqui.

Ótima estrutura e segurança aos atletas

Então cheguei. Conquistei minha medalha de finisher, peguei minha água, minhas frutinhas e fui tentar me aquecer do lado de dentro do Neumarket Shopping, onde foi feita a entrega de kits, montado o guarda-volumes e realizada a premiação. Acho muitíssimo bom e válido (olha a dica, pessoal da organização de outras provas!) fazer as premiações fora da via: agiliza muito mais a volta do trânsito e é mais seguro para os atletas, familiares e todos que participaram do evento.

Troféu deixou a desejar

Já que tocamos no assunto da premiação, vamos falar sobre o troféu: é a segunda prova desse circuito que participo esse ano e o troféu é exatamente o mesmo, só mudando o nome da cidade. Sabemos que as medalhas são assim e é supercompreensivo por conta de valor agregado e lote mínimo. Mas o troféu poderia seguir com a cor da camiseta, já que a cada prova a cor muda. Se a plotagem tem de mudar por conta do nome, por que não mudar a cor também? SC10k, pensa nisso com carinho para nós, por favor!

Kit magrinho

Outra coisa que foi insatisfação geral (e não só nessa prova do circuito) foi o kit. Admito que estamos [mal]acostumados com uma sacolinha recheada de pequenos mimos (ou propagandas), mas as da SC10k andam tão magrinhas que fazem muita gente pensar duas vezes antes de pagar pela inscrição, que, tudo bem, ficou mais barata porque a organização ofereceu a opção sem camiseta. Sabemos que essas coisas são complicadas, mas o descontentamento é verídico e esse ponto pesa bastante nas escolhas de provas para grande parte dos corredores.

Presença do Robson Caetano

E o que falar da presença ilustre do medalhista olímpico Robson Caetano? Além de ser um exemplo para muitos corredores amadores como eu, o cara é uma simpatia pura! Quando fui falar com ele, parecia que éramos amigos de longa data e não pude conter a felicidade de me sentir parceira dele. Se eu já admirava ele antes, depois desse último domingo admiro ainda mais! Sinto por não ter conseguido participar do bate-papo com ele no sábado, mas senti uma proximidade tão grande que me impulsionou a querer ainda mais viver essa “vida de atleta”.

Por fim, depois de tantos prós e contras, preciso dizer que a prova foi supimpa! Tava frio? Sim, mas eu amo correr com frio. Podia ter ficado dormindo? Precisava muito, mas meu corpo me pedia para correr. E sabem de uma coisa? Eu corri e estou feliz! No final, tudo se transforma em sorrisos e gratidão, principalmente a esse povo sensacional do Mulheres na Pista que estão sempre informando a gente, dando dicas e impulsionando para seguirmos firme, independentemente do pace e da distância percorrida. Eu sou uma “leitora na pista” que sente muito orgulho de fazer parte dessa família. E que venha a próxima corrida! Quem vamos?

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